Carlos Pimentel

Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos e especialista em Gestão Pública Municipal. Edita o site Novo Milênio (www.novomilenio.inf.br).

Devem as tarifas dos transportes urbanos de passageiros baixar ou abaixar? Tão despreparados para a resposta como alguns colegas de imprensa (massificados por um sistema educacional em que uns fingem ensinar e outros fingem aprender), muitos políticos e empresários se lançam por à tarefa de navegar pelo falso dilema entre redução de custos e aumento de qualidade. E terão como interlocutores pessoas que em muitos casos também não saberão a diferença entre baixar e abaixar, nem estarão preparadas para questionar a multiplicidade de variáveis que formam o preço dos transportes.

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Enquanto os atarantados governantes tentam descobrir o que querem os brasileiros ("não é só os R$ 0,20 a mais na passagem de ônibus"...), e estes revolucionam o país com seus protestos, seria útil analisar soluções para o falso dilema entre reduzir custo e manter qualidade. Esqueçamos toda a cantilena do "sacrifício" que o governante precisa fazer cortando outros investimentos de infraestrutura (mesmo porque a população sabe que na prática não é verdade), e vamos às propostas:

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Diz o ditado popular que bom cabrito não berra. Por muitos anos, como o bom cabrito, a Baixada Santista não berrou, mesmo vendo crescer ano a ano o problema do congestionamento nas rodovias de acesso ao porto de Santos, até se transformar no atual caos viário que paralisa a região, sem que o governo estadual – ao qual compete a ampliação das estradas e o seu regramento de uso – tomasse qualquer atitude, afora dizer belas e inócuas palavras. Até que as pessoas se lembraram de outro ditado, e resolveram colocar o bode bem no meio da sala de visitas. Efeito imediato: repentinamente, tudo o que antes era impossível de fazer foi feito, autoridades antes inertes trataram de se mexer, para tirar do centro das atenções o insuportável bode.

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Em vigor desde abril de 2012, a lei que disciplina o horário de trabalho dos caminhoneiros está ameaçada. Em vez de cumprir uma lei justa, humana, semelhante à que vigora em países mais desenvolvidos há anos, os empresários querem tornar sem efeito as punições já aplicadas, ampliar para seis horas o tempo máximo em que o motorista permanece ao volante, diferenciar o autônomo do motorista empregado (o tempo de descanso após a jornada de trabalho continuaria a ser de 11 horas para o empregado, mas de apenas oito para o autônomo – fácil prever aí a precarização do trabalho no setor).

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Os acontecimentos dos últimos dias deveriam servir como alerta para empresários e autoridades irresponsáveis, que acreditam poder perpetuar as práticas do velho capitalismo selvagem e do coronelismo, ignorando as comunidades em que estão inseridos. O cidadão comum está saindo da apatia, pressionado por situações extremas causadas pelo desleixo e desprezo com que os velhos atores da política e da economia tratam a população.

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