Fabio Pinho

Fabio Pinho é formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal Fluminense com curso de especialização em liderança pela Cornell University, e possui mais de 20 anos de experiência em seguros e negócios. Há cerca de três anos e meio, foi nomeado Diretor Executivo (CEO) da Essor Seguros, uma companhia especializada em seguros inovadores para os ramos agrícola, de ônibus e de construção civil.

É fato que a indústria da construção civil tem peso relevante para a economia do País. Embora passe por dificuldades conjunturais, trata-se de um mercado competitivo e que busca evoluir cada vez mais, investindo em novas tecnologias na forma de construir, materiais inovadores, mão de obra especializada e seguros, sempre visando diminuir custos e minimizar prejuízos.Entretanto, nas obras da iniciativa privada como no setor público, o volume de seguros contratados ainda é insignificante. Fatores como a  situação econômica, o desconhecimento, a falta de uma assessoria adequada oferecida pelos corretores e a falta ou planejamento deficiente da obra contribuem muito para esse resultado.Com a estabilização econômica, houve um crescimento considerável na contratação de seguros na construção civil e já é possível notar, com relativa frequência, um aumento no produto para atender pessoas físicas que optam por reformas em suas residências. Nas obras de maior porte e infraestrutura, verifica-se um interesse maior à contratação de seguros específicos.A expansão do setor, nos últimos anos, verificada em grande parte pelas obras da Copa do Mundo e Olimpíadas, além do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), contribuiu bastante para o crescimento da contratação de seguros. Por envolverem riscos significativos, as grandes construções – assim como novas linhas do Metrô, usinas para geração de energia, hotéis, prédios de escritórios, portos, aeroportos e conjuntos residenciais - lideram a lista dos maiores clientes das empresas seguradoras.Muitos clientes, corretoras e empresas de gerenciamento têm se mantido em alerta frente às oportunidades. É um nicho ainda pouco explorado e com grande potencial de mercado a ser atingido. Alguns construtores, infelizmente, ainda se lançam em empreendimentos sem a devida proteção ou com a proteção inadequada, por acreditarem que o seguro é uma despesa e não um investimento.A perspectiva de todo segurado é de que a cobertura contratada garanta o reembolso ou a reposição de seu bem, ou os custos necessários à sua recomposição, quando afetado por um evento coberto pela apólice contratada.  É claro que os diferentes tipos de seguros para a construção civil resguardam a saúde financeira das construtoras. No caso de acidentes em obras, por exemplo, o seguro de “Riscos de Engenharia” garante que os prejuízos resultantes sejam devidamente ressarcidos, sem prejudicar o resultado da construtora ou inviabilizar a continuidade da execução. Nesse sentido, obras que envolvem fundações em encostas e barragens são as que oferecem mais riscos. Os seguros oferecidos pelo mercado também viabilizam o atendimento de exigências de coberturas de riscos por parte do proprietário da obra junto ao construtor ou aos agentes financeiros.Dessa forma, o seguro deve ser entendido como o elo que mantém o equilíbrio econômico-financeiro de uma sociedade, que está constantemente sujeita a uma série de eventos e riscos que podem afetar um patrimônio. Ao repor perdas, o seguro permite a continuidade de negócios e projetos. No entanto, sua contratação deve ser feita com critério e análise detalhada do projeto, acompanhada por profissionais especializados em identificar riscos e propor medidas para minimizar impactos, atender legislações e normas e contratar produtos com coberturas e limites adequados para cada tipo de empreendimento.

Depois de o Banco Central (BC) prever que a economia brasileira encolheria 0,5% na semana passada, próprio BC reuniu analistas do mercado financeiro para divulgar pesquisa com retração ainda maior, em torno de 1%. Um cenário preocupante para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) do nosso país, para o corrente ano.  O brasileiro, ainda, poderá enfrentar um aumento de juros, da inflação e do dólar, além de uma alta na taxa de desemprego do país. Uma retração anunciada que não se sabe quão profunda será e por quanto tempo ela vai durar.

A expansão da indústria de construção civil exigiu do mercado segurador o desenvolvimento de produtos específicos para garantir as obras de infraestrutura que vem sendo realizadas no país, em grande escala. Durante a execução de uma construção sempre surgem situações e/ou condições favoráveis à ocorrência de sinistros. Tais problemas, contudo, podem afetar a própria obra, as pessoas, os bens de terceiros, o meio ambiente, etc.

Para produtores rurais e mercado segurador, o não empenho dos seguros por parte do Governo Federal que cobriram as safras de 2014 é mais um problema que se arrasta, enfraquece e desanima a atividade agrícola no Brasil, trazendo impactos para o desenvolvimento econômico do País.

Basta dar uma circulada pela cidade do Rio de Janeiro para constatar que  as obras de infraestrutura e mobilidade urbana estão por toda parte.  Momento excelente para os brasileiros, que receberão um legado a ser usufruído em um futuro próximo.  Aliás, no que diz respeito a mobilidade urbana, os BRTs, BRSs, ônibus articulados, que transportam 200 passageiros por viagem, já atravessam as regiões mais longínquas da cidade.