Opinião | Paulo Shiff
Engenheiro portuário e jornalista. Apresentador do ISFM News na ISFM - 100,7 e na ISTV. No YouTube, radio_isfm.
Paulo Shiff

O contrato de dragagem do canal do estuário do Porto de Santos que se encerra neste mês de março tem o valor de R$ 277 milhões por 24 meses.

A empresa responsável pela manutenção da profundidade em 15 metros é a Van Oord.

A dragagem nos últimos anos não tem trazido problemas para a operação portuária.

Mas nem sempre foi assim. Houve períodos no passado mais ou menos recente marcados por interrupções, dificuldades para acertar contratos e insegurança quanto à manutenção da profundidade necessária para a operação. Entre 2015 e 2018, por exemplo, uma longa disputa judicial envolveu o consórcio Boskalis / Van Oord e a EEL Infraestruturas na licitação da dragagem.

A ideia atual é o aprofundamento do canal para 17 metros e depois, talvez, para 18.

Essa profundidade permitiria a atracação de navios New Panamax, com mais de 366 metros de extensão, sem nenhum esforço logístico adicional, como a interrupção do tráfego de balsas entre Santos e Guarujá ou a espera de horários específicos de preamar.

A dragagem de aprofundamento e, depois, de manutenção da profundidade alcançada certamente vai exigir um contrato bem mais caro e também vai trazer modificações ambientais no entorno mais complexas de administrar.

A dragagem representa uma intervenção drástica em uma situação estabilizada pela natureza. Quanto mais profunda, mais drástica a intervenção. A natureza tende a recompor a condição original e estável, promovendo sedimentação. É por isso que a dragagem de manutenção se torna permanente.

O custo da dragagem de manutenção, somado aos prejuízos ambientais que muitas vezes acabam sendo ignorados, justifica plenamente o estudo de uma solução alternativa.

Esse Plano B surge sob a forma de um píer offshore instalado próximo ao Porto, em local que garanta naturalmente profundidades de 17 a 18 metros, sem necessidade de dragagem constante.

O porto já instalado continuaria operando com navios Panamax, que não exigem profundidades maiores. Já os navios New Panamax e Ultra Large, com capacidades de até 24 mil TEUs, operariam nesse novo píer.

Não seria nenhuma novidade. A Turquia inaugurou no ano passado a extensão para 880 metros do píer offshore East Med Hub. O custo, incluindo dragagem necessária no local e equipamentos — como 32 guindastes — foi de cerca de US$ 455 milhões.

No fim, trata-se essencialmente de uma questão de fazer contas.

Paulo Shiff
Engenheiro portuário e jornalista. Apresentador do ISFM News na ISFM - 100,7 e na ISTV. No YouTube, radio_isfm.
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PORTOS E LOGÍSTICA

Movimentação portuária cresce 12,79% em janeiro e atinge 104 milhões de toneladas

Setor portuário inicia o ano com desempenho recorde; portos públicos movimentaram 35,5 milhões de toneladas no período.


O setor portuário brasileiro iniciou o ano mantendo o ritmo de crescimento. Dados do Estatístico Aquaviário referentes ao mês de janeiro apontam que os portos do país movimentaram 104 milhões de toneladas, um aumento de 12,79% em relação ao mesmo período do ano passado.

Movimentação portuária no Brasil

Portos públicos movimentaram 35,5 milhões de toneladas em janeiro. Foto: Divulgação/Porto do Rio de Janeiro

As informações foram divulgadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e confirmam a continuidade da expansão da atividade portuária no país.

Números da movimentação em janeiro

104 mi
toneladas movimentadas
+12,79%
crescimento anual
35,5 mi
portos públicos

Portos públicos ampliam movimentação

Nos portos públicos, a movimentação alcançou 35,5 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 10,3% na comparação com janeiro de 2025. Entre as 20 instalações portuárias com maiores movimentações, o destaque de maior crescimento relativo foi o Porto de Santarém (PA), que movimentou 1,6 milhão de toneladas, registrando alta de 156,3%.

“O resultado demonstra que o setor portuário brasileiro vive um momento consistente de expansão e os números evidenciam o avanço da infraestrutura dos nossos terminais.”
Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou que os resultados refletem políticas públicas e projetos estruturantes voltados à ampliação da capacidade logística e ao fortalecimento do comércio exterior brasileiro.

Desempenho dos Terminais de Uso Privado

Os Terminais de Uso Privado (TUPs) também apresentaram desempenho expressivo, com 68,7 milhões de toneladas movimentadas e crescimento de 14,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre os destaques está o Terminal de Petróleo TPET/TOIL, localizado no Porto do Açu (RJ), que registrou movimentação de 7,7 milhões de toneladas, avanço de 159,8%.

Movimentação por tipo de navegação

Impulsionada pelas exportações brasileiras, a navegação de longo curso movimentou 70,9 milhões de toneladas em janeiro, crescimento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A cabotagem, responsável pelo transporte entre portos nacionais, registrou crescimento de 13,7%, com 27,4 milhões de toneladas movimentadas, reforçando seu papel estratégico na logística nacional.

Tipos de cargas movimentadas

Entre os tipos de carga, a carga geral solta apresentou crescimento de 13,2%, totalizando 4,9 milhões de toneladas. Já as cargas conteinerizadas registraram aumento de 1,9%, com cerca de 13,2 milhões de toneladas movimentadas.

Os granéis sólidos alcançaram 54,7 milhões de toneladas, crescimento de 10,4%, enquanto os granéis líquidos registraram alta de 29,7%, com 31,2 milhões de toneladas movimentadas.

Principais mercadorias

Entre as mercadorias mais movimentadas no período, o destaque foi para o óleo bruto de petróleo, com 21,4 milhões de toneladas e crescimento de 37,6%. Em seguida aparece a soja, com 4 milhões de toneladas movimentadas e avanço de 114,3%.

O coque de petróleo também registrou crescimento relevante, alcançando 0,6 milhão de tonelada e aumento de 32,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Trabalhos da Ecovias Imigrantes incluem implantação de telamento, lavagem de placas e recuperação de barreiras e juntas de dilatação.

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PORTOS E LOGÍSTICA

Porto do Açu bate recorde e movimenta 89 milhões de toneladas em 2025

Complexo porto-indústria do Norte Fluminense registra crescimento de 14% no ano e consolida posição entre os maiores portos do Brasil.


O Porto do Açu encerrou 2025 com 89 milhões de toneladas movimentadas, alta de 14% em relação ao ano anterior e volume recorde do complexo porto-indústria. O desempenho mantém o Açu como o segundo maior porto do país em movimentação de cargas.

Porto do Açu

Porto do Açu, divulgação

O resultado reforça a trajetória de crescimento do complexo, que registra média anual de expansão de 26% na última década. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos segmentos de petróleo, minério de ferro e cargas gerais.

Números do Porto do Açu em 2025

89 mi
toneladas movimentadas
+14%
crescimento anual
US$ 16 bi
fluxo comercial

Exportações lideradas por petróleo

O Porto do Açu respondeu por cerca de 3% do fluxo brasileiro no comércio exterior e movimentou aproximadamente US$ 16 bilhões em 2025. O petróleo liderou a pauta exportadora com US$ 14,5 bilhões, seguido pelo minério de ferro, com US$ 2 bilhões.

O Terminal de Transbordo de Petróleo (T-Oil), operado pela Vast Infraestrutura, registrou recorde de embarques de óleo cru com 220 milhões de barris destinados ao exterior. Já o terminal da Ferroport movimentou 24 milhões de toneladas de minério de ferro.

“Os resultados confirmam nossa solidez, eficiência operacional e integração logística. Ampliamos nossa relevância no cenário nacional como plataforma estratégica para o comércio exterior.”
Eugenio Figueiredo, CEO do Porto do Açu

Diversificação impulsiona Terminal Multicargas

O Terminal Multicargas (T-Mult) também registrou recorde histórico com 2,1 milhões de toneladas movimentadas. Entre 2016 e 2025, o crescimento acumulado foi de 32%.

O terminal encerrou o ano com 77 clientes ativos e 25 tipos diferentes de cargas operadas, entre elas tarugo, trigo, soja, locomotivas e milho.

Perspectivas para 2026

Para 2026, o complexo inicia o ano com projetos estruturantes em fase avançada e novos investimentos já implementados, ampliando sua capacidade de atender setores como energia, mineração, agronegócio e indústria.

Segundo a administração do porto, a estratégia continua focada na geração de valor de longo prazo e na consolidação do Açu como plataforma logística estratégica para o Brasil.

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GOL anuncia voos intercontinentais e apresenta nova Business Class INSIGNIA

Companhia detalha nova experiência premium a bordo e lança categoria Magno no programa Smiles.


Expansão internacional
Nova malha de longo curso conectará o Rio de Janeiro a destinos na Europa e nos Estados Unidos.

Com a incorporação de aeronaves widebody à sua frota, a GOL anunciou sua nova malha internacional de longo curso para 2026, partindo do RIOgaleão (GIG), hub escolhido para expansão internacional da companhia. Os novos destinos incluem Nova York (JFK), Orlando (MCO), Paris (CDG) e Lisboa (LIS).

4
Destinos internacionais
2026
Início da operação
A330
Nova aeronave widebody
“Há 25 anos transformamos a aviação do Brasil e da América Latina. Agora, com inteligência e como parte do Grupo ABRA, a GOL decola para conquistar novas fronteiras.”
Celso Ferrer, CEO da GOL

✈ Nova Business Class INSIGNIA

A nova classe Business INSIGNIA by GOL foi desenvolvida com foco em conforto, exclusividade e gastronomia. Entre os diferenciais estão assentos que se transformam em cama totalmente horizontal (full flat bed), kits de amenidades personalizados, fones de ouvido com cancelamento de ruído e telas individuais touchscreen de 16 polegadas.

Business Class INSIGNIA GOL

Diferenciais da nova classe Business INSIGNIA by GOL

Amenidades Business GOL

Kit de amenidades para passageiros da classe executiva

Serviço de bordo Business GOL

Design do serviço de bordo inspirado em ícones brasileiros

A experiência premium inclui ainda check-in e embarque prioritários, acesso aos lounges GOL Smiles e parceiros internacionais, além de entrega prioritária de bagagens.

🍽 Gastronomia assinada por chef Michelin

A gastronomia da nova classe executiva será assinada pelo chef Felipe Bronze, detentor de duas estrelas Michelin. O menu contempla pratos contemporâneos com inspiração na culinária brasileira, servidos em três etapas – entrada, prato principal e sobremesa.

⭐ Nova categoria Magno do Smiles

Para acompanhar a expansão internacional da companhia, o programa Smiles lançou a categoria Magno, posicionada acima do nível Diamante. A nova categoria oferece benefícios ampliados para clientes frequentes, incluindo maior conversão de milhas e possibilidade de upgrades para a nova Business INSIGNIA.

Benefícios da categoria Magno:
  • Até 6 milhas por real gasto em voos nacionais
  • Até 18 milhas por dólar em voos internacionais
  • Possibilidade de upgrade para Business INSIGNIA
  • Experiência premium ampliada

🌌 Espetáculo de drones em Copacabana

O evento de lançamento contou ainda com um espetáculo de 1.200 drones sobre a praia de Copacabana. As luzes formaram imagens do novo Airbus A330 da companhia, além de símbolos de destinos internacionais como a Estátua da Liberdade, Torre Eiffel e Torre de Belém.

Show de drones GOL
Cristo Redentor iluminado GOL

Como parte da celebração, o Cristo Redentor foi iluminado em laranja, cor símbolo da companhia, reforçando a conexão da GOL com o Brasil e com sua expansão internacional.

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