Alessandro Atanes

Jornalista e mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Servidor público de Cubatão, atua na assessoria de imprensa da prefeitura do município.

Em “O Terror Portuário”, vimos como em duas ficções européias do final do século XIX os portos dos países periféricos são tratados como a origem do mal que acomete cidades ícones da modernidade, Paris (“O Horla”, de Guy de Maupassant) e Londres (“Drácula, de Bram Stocker).

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Na coluna anterior, registrava a tese do pesquisador italiano Franco Moretti de que cada lugar gera seu próprio tipo de história. Apontava então o procedimento do escritor Alberto Martins (autor de “Cais” e “História dos Ossos”) para captar a natureza de uma cidade portuária como Santos, um local transitório cujo conflito entre a História (atividade portuária) e a Geografia (o clima úmido e a maresia) é o principal formador das passagens literárias.

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“História dos ossos” é o novo lançamento de Alberto Martins, autor também de “Cais” (2002, ver “As imagens do cais”, coluna de 08 de agosto). “História dos Ossos” é composto por duas novelas em que as imagens poéticas de Santos e do litoral, exploradas na obra anterior, voltam para compor uma narrativa que acompanha uma situação familiar, a transferência da ossada do pai do narrador do cemitério do Paquetá, que será transformado em um pátio de contêineres, para outro lugar.

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O valor de uma obra literária como documento histórico é tanto maior quanto for a distinção dos tempos que a compõem: o tempo da narrativa (incluídos aí os flashbacks e outros procedimentos de saltos temporais) e o tempo da escrita (o tempo do autor). Conforme a obra atinge as gerações acumulam-se também os tempos da leitura. Esses tempos se entrelaçam e até muitas vezes são coincidentes, mas oferecem lentes através das quais se visualizam perspectivas próprias de análise.

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Apresentado em coluna anterior (“Duas visões da natureza do litoral”), “Cais”, livro de poemas de Alberto Martins lançado em 2002, volta ao espaço para que seja apresentada a relação que os poemas mantêm com as gravuras que ilustram o livro, feitas pelo próprio autor.

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