Alessandro Atanes

Jornalista e mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Servidor público de Cubatão, atua na assessoria de imprensa da prefeitura do município.

Em tempos de hipócrita discussão sobre a redução da maioridade penal, Porto Literário relê Querô – uma reportagem maldita, romance de Plínio Marcos publicado em 1976 que narra a história de um adolescente, Querô, que cresceu órfão pelas ruas em torno do cais do porto de Santos, sobrevivendo de bicos e pequenos crimes. Em O porto dos pequenos expedientes, o espaço mostrou o ambiente portuário em que se desenrola parte da história.

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Na coluna anterior (As cores dos bairros portuários), Porto Literário pôs as pinturas portuárias de Benito Quinquela Martín para dialogar com o romance de identidade portuária Navios Iluminados (1937), de Ranulpho Prata. Nas obras dos dois artistas, o universo do trabalho portuário toma conta de toda a forma artística, tanto no Macuco, o bairro portuário de Santos, como na Boca, o bairro portuário de Buenos Aires. Para hoje, a coluna prometeu continuar o tema pela relação do pintor com seu bairro.

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Em 2005, ao apresentar um seminário sobre o romance de identidade portuária Navios Iluminados durante as aulas de História da Cultura e Cultura Popular, o professor Nicolau Sevcenko me perguntou se não seria relevante descobrir – ou pelo menos levantar algumas hipóteses – sobre as razões de a obra de Ranulpho Prata, publicada em 1937, não ter entrado no cânone dos clássicos brasileiros da literatura do século 20, apesar de ter até conquistado um prêmio da Academia Brasileira de Letras. O artigo desta semana tratará de levantar algumas questões sobre a inserção da obra portuária no sistema literário nacional, na expressão de Antonio Candido.

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No Atlas do romance europeu 1800-1900 Franco Moretti escreveu que “cada espaço determina, ou pelo menos encoraja, sua própria espécie de história”, sentença que norteia as análises históricas sobre literatura que o espaço desenvolve, principalmente em relação às histórias que têm os portos como cenário. Na semana passada, por exemplo, este espaço tratava das histórias de iniciação e como o espaço portuário contribui no enredo de duas delas: as apresentações dos Beatles na cidade portuária de Hamburgo, na Alemanha, e a vigem de Charles Darwin pela América do Sul.

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As viagens portuárias costumam ter funções narrativas em enredos que contenham naufrágios ou pirataria, por exemplo. São ambientes comuns também das histórias sob o cenário da colonização e imperialismo ocidental nos séculos 18 e 19; são os portos que garantem a realização em imagens da idéia abstrata de império colonial.

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