Alessandro Atanes

Jornalista e mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Servidor público de Cubatão, atua na assessoria de imprensa da prefeitura do município.

O romance 'Navios Iluminados' volta a ser assunto da coluna. Desta vez, o foco é direcionado para a forma como a amizade entre o protagonista José Severino de Jesus e Felício é utilizada pelo autor como eixo principal da narrativa. Isso ocorre de duas maneiras: a mobilidade dos dois personagens faz com que a história incorpore diversos personagens e grupos sociais; e a própria tensão entre os dois permite ao autor inserir um conteúdo de denúncia social.

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‘Navios Iluminados’, obra de 1937 já apresentada anteriormente na coluna (Pelo Macuco de 1930), volta ao espaço. Desta vez, o destaque é para as descrições que o autor Ranulpho Prata, médico de profissão, faz dos acidentes de trabalho e das condições de vida dos trabalhadores que habitavam o bairro portuário do Macuco.

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Na coluna anterior comentava-se o conteúdo de uma carta de Manuel Barbosa, personagem de "A carne", romance de Júlio Ribeiro escrito na segunda metade do século XIX, em 1888. Barbosa é um homem de seu tempo, um entusiasta dos avanços científicos e técnicos que explora, colhe e cataloga espécimes da fauna e da flora da fazenda da família no interior da província de São Paulo; é acionista da São Paulo Railway Co., companhia que explorava o percurso de trem de Jundiaí a Santos.

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Quem gosta de ler uma obra literária cujo cenário são as ruas e avenidas pelas quais passa todo dia pode começar a procurar nos sebos da cidade uma edição de ‘Navios Iluminados’, livro escrito em 1937 pelo médico sergipano Ranulpho Prata. O bairro portuário do Macuco é o grande personagem deste romance em que as pessoas vivem em torno do prédio da Inspetoria da Companhia Docas de Santos.

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Parte da crítica literária relaciona a ocorrência dos gêneros literários a determinados espaços (para uma história de naufrágio, por exemplo, são necessários um porto de embarque, uma rota oceânica e uma ilha ou continente distante). Franco Moretti, um geógrafo que estuda literatura, defende que “cada espaço determina, ou pelo menos encoraja, sua própria espécie de história”.

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