Alessandro Atanes

Jornalista e mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Servidor público de Cubatão, atua na assessoria de imprensa da prefeitura do município.

O escritor chileno Rodrigo Naranjo esteve em Santos na última quinta-feira (09), quando lançou no Sesc Santos “Apartados” (2011, edição bilíngue espanhol/português), livro de relatos que, como apresentou o escritor Ademir Demarchi, “suspende as fronteiras entre os gêneros”, rompendo os limites entre ensaio e ficção.

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“Invenção de Onira” (1988), romance do autor paraense Sant’Ana Pereira, tem como pano de fundo os eventos da Revolução Cabana (1835-1840),  a Cabanagem, revolta na província do Grão-Pará devido à péssima condição de vida das camadas mais baixas da população impulsionada ainda pela insatisfação das elites locais com o poder central em um país independente há pouco tempo e ainda em formação. A escrita do autor transforma o fato histórico em mito, isto é, algo “capaz de envolver indivíduos e grupos de uma forma totalizante” (Gilberto Velho). É como quando afirmamos que Santos é a terra da liberdade e da caridade: não é algo nem falso nem verdadeiro, é apenas simbólico.

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I “Revita... o que?” Nas primeiras páginas do romance “Jacinto, o Sansão do Cais Santista” (Sergio Willians, 2011, edição do autor), Pedro, 18 anos, aluno do primeiro ano de Jornalismo, é levado de 2011 para 1905, quando conhece o rapaz a quem o título se refere. Ainda sob o choque, ele começa a perceber o deslocamento temporal ao reconhecer, novíssimos, os armazéns I e II do porto de Santos. Os dois conversam:

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Provocada pelo programa, a releitura do ensaio – “O som da maré” – me fez notar um comentário de Brodsky sobre o segundo verso, que me levou a nova versão. Tudo começa quando ele apresenta os versos, uma aula poética:

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IIMais já para além da metade da aula Barthes escreveu / disse algo que ilumina essa obsessão expressa em “El mal de Montano” pelo perigo que a literatura possa correr. Para ele, o ato criativo é “não propriamente um Triunfo sobre a Morte, mas uma Dialética do Indivíduo e da Espécie”. As anotações, com uma profusão de sinais e traços e uma brevidade de lista de itens, revelam o componente afetivo, ou psicológico, da obra de Vila-Matas:

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