Alessandro Atanes

Jornalista e mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Servidor público de Cubatão, atua na assessoria de imprensa da prefeitura do município.

Porto do Oceano Índico e capital da Tanzânia até 1973, Dar-Es-Salaam é uma das cidades visitadas poeticamente pelo escritor peruano Óscar Limache em seu livro “Viaje a la lengua del puercoespín” (Viagem à língua do porco-espinho), de 1989, ainda inédito em português e do qual Porto Literário já publicou a tradução do poema “Nueva York”.

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IDe alguns poemas sobre o Porto de Santos apresentados na coluna anterior, retomo “Engolidores de contêineres”, de Ademir Demarchi, do livro “Costa a Costa” (2012), reunido no volume “Pirão de Sereia” (Realejo / Facult), lançado em abril.

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Autora do poema “Raízes”, apresentado em “Raízes portuárias”, a escritora Madô Martins enviou ao Porto Literário o poema inédito “À deriva”, que fará parte de “Outras marés”, livro ainda em escritura.

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Em Flávio Viegas Amoreira, isso se dá pela linguagem: “CHOVENOMAR desperdício estarmundo / CHOVENOMAR acontece / POEMASPONJA recolhos reunimentos / meus poros são olhos! Pontos focados / pés castos / costados dobradiços / jazz aqui poensia: ex-boçamento”. Lírico em “Do sereno que enche o Ganges” (2007) , Demarchi descreve prosaica e ironicamente mente a paisagem em alguns poemas de “Costa a Costa” (2012): “um porto é lugar de encanto para alguém cansado pelas atribulações da vida”. Nota uma garça que “vive no canal poluído e fétido de onde tira alimento”, vê na praia “objetos regurgitados e devolvidos pelo mar”, onde navios desovam contêineres e “com as ressacas brilham e deitam aos pés / chusmas de lixo e entulhos e moluscos e agudos”. Também está nos títulos: a 1ª, 2ª e a 3ª “Manhã no Hades”, “Vento do Diabo” (sobre o Vento Noroeste). Em “Engolidores de contêineres” descreve os navios como bestas:

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Quem tem acompanhado a coluna Porto Literário nas semanas recentes tem lido um vai-e-vem entre textos sobre o Porto de Santos como tema literário e literatura latino-americana. Pelo ritmo das leituras, parece que não vai mudar. Há duas semanas escrevi sobre os temperamentos de dois grupos de poemas sobre a cidade portuária, fui para Roberto Bolaño na semana anterior e hoje volto aos tais temperamentos.

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