Alessandro Atanes

Jornalista e mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Servidor público de Cubatão, atua na assessoria de imprensa da prefeitura do município.

Saí do texto da semana passada infectado pelo mal de Montano, nome do livro e da enfermidade descrita neste romance de Enrique Vila-Matas [foto] no qual personagens acabam tendo a vida agitada/perturbada por relacionar tudo que lhes ocorre a textos e episódios da literatura.

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Imagem: José Carlos SilvaresTratando do filme “Santos – cidade passagem”, abordei como a autora, Gabriela Canale, usa a memória pessoal e o reportório de histórias familiares para compor um vídeo-ensaio de pouco mais de 4 minutos sobre Santos, porto de chegada de milhares de imigrantes italianos ao Brasil. Ao ir atrás do próprio sobrenome, a autora condensa uma miríade de trajetórias.

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IIO acerto narrativo de Carmen Laforet está aí, em fazer da solidão da personagem e da solidão das ruas uma mesma narrativa. Ao passar pelo porto, ao contrário do que ocorre com Emma Zunz, Andrea não busca uma história, ela quer é se livrar das histórias familiares que a oprimem. O espaço portuário, da escala da vastidão, torna-se assim uma promessa de vazio, o nada do título:

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Quanto mais venho conhecendo a poesia e a prosa poética do chileno Roberto Bolaño (1953-2003), mais encontro semelhanças entre estes primeiros escritos do autor de Os detetives selvagens e a poética de Marcelo Ariel, autor que vive em Cubatão, principalmente o livro Tratado dos anjos afogados (2008).

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Clique aqui e leia a primeira parte deste artigo. Os planos da cidade: as políticas de intervenção urbana em Santos – de Estevan Fuertes a Saturnino de Brito (1892-1910), de Sidney Piochi Bernardini (São Carlos: Editora RiMa e Fapesp, 2006). Apresentando mapas, projetos e documentos, o autor conta a história do saneamento de Santos desde antes de Saturnino de Brito construir os canais. Há o caso do projeto da construção de uma estação de quarentena para o Porto de Santos em Ilhabela, onde as embarcações passariam por banhos de “vapores, soluções de mercúrio, biclorureto de mercúrio, hipocloruretos e fumigação com enxofre” antes de atingir o porto das epidemias do século XIX.

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