Sem aumentos de capacidade produtiva previstos para este ano, as siderúrgicas devem enfrentar dificuldades para abastecer toda a demanda do mercado interno. A expectativa é de que as encomendas da indústria manterão o ritmo acelerado do ano passado, esbarrando na capacidade das usinas, que já operam a todo vapor.Segundo estimativas do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), se o crescimento do consumo de aços planos alcançar 15% este ano sobre as 11,7 milhões de toneladas do ano passado, a demanda chegará muito perto da capacidade de produção, que é de 14 milhões de toneladas. ’’Podem surgir problemas de abastecimento no segundo semestre’’, disse o presidente do Inda, Christiano da Cunha Freire.No ano passado, a limitação da capacidade provocou uma queda significativa das exportações de aço, que foram direcionadas para atender o mercado interno. No entanto, especialistas acreditam que essa opção está próxima do limite, porque coloca em risco as relações comerciais das siderúrgicas no mercado externo. ’’As vendas internas podem chegar no máximo a 80% porque existem contratos de longo prazo no exterior’’, disse o analista da Link Corretora Leonardo Alves.As siderúrgicas produtoras de aços planos CSN e a Usiminas destinam 71% e 77% das vendas para o mercado interno, respectivamente. A Gerdau, que fabrica aços longos, separa 69% da sua produção no Brasil para o mercado local. De janeiro a setembro do ano passado, a Usiminas reduziu suas exportações em 25% para atender os clientes brasileiros. A CSN diminuiu suas vendas internacionais em 18% no terceiro trimestre de 2007, enquanto o volume vendido no País cresceu 21,8%. A Gerdau reduziu seus embarques a partir do Brasil em 10,3% no ano passado.Isso indica que as siderúrgicas terão pouco espaço para cortar ainda mais suas exportações, gerando dificuldades de abastecimento internamente. Nesse cenário, as usinas e a indústria terão de apelar para as importações de aço justamente em um momento de alta nos preços internacionais. Desde o início do ano, o aço laminado a quente no exterior subiu 20%, passando de US$ 660 por tonelada para US$ 800 por tonelada, impulsionado pela demanda e pela alta dos insumos. As importações trarão custos muito maiores para a indústria devido aos preços elevados e às questões logísticas.
Pela importância do assunto, reproduzimos, na íntegra, comunicação da assessoria de imprensa do Sindicato da Administração Portuária de Santos, Sindaport, como se segue:
Uma rápida pesquisa nesta lista mostra que aguardam votação temas que vão desde regras para ampliação da cobertura da seguridade social até normas de combate ao “doping” nos esportes, passando pelos direitos das pessoas com necessidades especiais e regras internacionais para o combate ao terrorismo.
O guindaste Liebherr, tipo LHM 320, com capacidade de movimentar, diariamente, cerca de 18 mil toneladas de cargas, já começou a operar no cais 1 do Porto de Suape. O equipamento, adquirido pela empresa Brandão Filhos, foi inaugurado com o descarregamento do navio Nord Pegasus, que trouxe clínquer e escória, material para produção de cimento, para a empresa Cimec, instalada no complexo.
Se já é um tremendo aborrecimento perder horas no trânsito de São Paulo, imagine então a situação de Michel Antunes dos Santos, de 56 anos, cinco filhos e três netos, motorista profissional de carretas. Apenas para cruzar a capital, Michel leva nada menos do que três dias. Isso se não chover, claro. Apesar de ser fã de Fórmula 1 ("Economizo todo ano para ir a Interlagos e ver a McLaren de perto"), o máximo que ele consegue alcançar com sua jamanta de 100 metros de comprimento e 32 eixos é cerca de 10 quilômetros por hora."É uma lerdeza só... Se fosse andando, chegaria mais rápido", brinca. "Teve uma vez que fiquei três semanas, só para chegar a Santos. Um carro chegaria em uma hora e meia. Outra vez ficamos entalados em uma rua, com uma carga de 500 toneladas, não dava para ir para frente nem dar ré. É sempre um sofrimento."Nas madrugadas, histórias como as de Michel se repetem pelas ruas de São Paulo, rota de passagem obrigatória das carretas gigantescas com destino ao porto de Santos ou ao interior. Vira e mexe acontece algum acidente. Ontem, às 4h15, uma peça de turbina de usina hidrelétrica se desprendeu da carroceria do veículo, no momento em que o motorista fazia a curva na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, em Pirituba, zona oeste da cidade. A tal peça pesa a bobagenzinha de 33 toneladas. O trânsito ficou complicado até as 8 horas. Ainda na madrugada de ontem e de anteontem, várias vias da zona sul ficaram fechadas para o transporte de um veleiro de 3 metros de altura e 9 metros de largura. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que monitora esses monstrengos, é responsável por analisar o impacto no trânsito e ajudar a traçar rotas alternativas. "As empresas de transporte precisam procurar a CET com uma antecedência de 48 horas até 2 semanas, para requisitar uma autorização especial de trânsito", explica o engenheiro Antonio Tadeu Prestes de Oliveira, coordenador de transportes especiais de São Paulo. "Quando as cargas têm altura acima de 5,3 metros e peso acima de cem toneladas, cerca de 12 agentes da CET acompanham o percurso para levantar semáforos, bloquear ruas e ajudar na operação."Só no ano passado, a CET emitiu 23.500 autorizações especiais de trânsito - dessas, os agentes acompanharam 652 supercarretas de perto, uma média de 1,7 por dia. "As empresas precisam pagar, quando a CET participa do percurso. São cobradas por hora de serviço", diz Oliveira. "No caso do veleiro, por exemplo, custa cerca de R$ 2.500 por dia."Cerca de 230 mil caminhões trafegam diariamente por São Paulo, sendo que quase 50 mil estão apenas de passagem pela cidade. Segundo estudos da CET, a cada três horas um deles quebra e ajuda a complicar ainda mais os congestionamentos. "Há poucas opções para acabar com essa dor de cabeça. É preciso, antes de tudo, concluir o trecho sul do Rodoanel", diz o engenheiro e especialista em trânsito Paulo Costa. "Isso diminuiria em até 30% o tráfego de cargas nas marginais Pinheiros e Tietê. Não é a solução final, mas já é um alento para o paulistano."