Terça, 24 Fevereiro 2026
Além de cobrar a saída de Renan, o grupo de senadores também fez um ultimato para que o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), indicasse o relator do terceiro processo contra Renan – uso de laranjas para comprar rádios. Também deu prazo até 2 de novembro para concluir todos os casos sob pena de obstrução generalizada, com o apoio de siglas da base. Caso isso ocorra, complicará a votação da emenda da CPMF na Casa.

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Ipojuca - Sem-terra coordenados por quatro movimentos que lutam pela reforma agrária em Pernambuco ocuparam na madrugada de ontem a Usina Salgado, no município de Ipojuca, uma das dez maiores produtoras de álcool do Estado, que se encontra em plena safra de cana-de-açúcar. Numa ação conjunta, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) e Comissão Pastoral da Terra (CPT) reivindicam a desapropriação da usina por conta de dívidas fiscais. A empresa classificou a invasão de “absurda” e alega prejuízo diário de R$ 600 mil com a paralisação de suas atividades.Segundo os manifestantes, a ocupação inaugura a luta por um novo conceito de reforma agrária, que prevê a desapropriação de empresas produtivas que possuam dívidas com o governo federal. Eles acusam a Usina Salgado de ter débitos de R$ 83 milhões com o INSS e de ocupar irregularmente terras da União. A área total da Salgado é de 15 mil hectares.O superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Abelardo Siqueira, apoiou a ação. “Se for desapropriar terra só pela improdutividade, não tem reforma agrária em Pernambuco”, disse, após reunião com os líderes dos quatro movimentos. “O estoque de terras no Estado é zero e há uma demanda de 30 mil famílias sem-terra.”PACOs movimentos dizem não ser contra a produção de álcool, mas contra a monocultura da cana. Eles querem um “PAC da reforma agrária”, pelo qual o governo Lula patrocine a inclusão dos sem-terra num plano de desenvolvimento baseado em empresas comunitárias ou cooperativas populares. Os sem-terra assumiriam a produção em um modelo de autogestão, com diversificação de culturas e em condição de disputar mercado.“Reforma agrária com terra e enxada está ultrapassada”, resumiu o dirigente nacional do MLST, Josival Oliveira. “Para avançar na reforma agrária temos de fazer parte do processo industrial.” O argumento foi completado pelo presidente da Fetape, Aristides Santos. “O lucro sai das mãos de poucos para ser transferido em forma de benefício para os trabalhadores.”Plácido Júnior, da direção estadual da CPT, afirmou que crescimento com inclusão social é incompatível com o modelo da Usina Salgado. “Está nas mãos de apenas uma família, gerando miséria, sonegação, ocupação ilegal das terras públicas e monocultura, em plena região metropolitana”, criticou.REINTEGRAÇÃOÀ tarde, o juiz da comarca, Haroldo Carneiro Leão Sobrinho, concedeu liminar de reintegração de posse à usina e determinou multa de R$ 5 mil para os invasores no caso de nova ocupação. Uma oficial de Justiça fez a notificação, mas os manifestantes não aceitaram sair. A direção da empresa preferiu esperar uma saída pacífica hoje. Os movimentos aguardam a presença de representantes do governo federal para negociar.Os organizadores estimaram em 2 mil os participantes da ocupação. Para a usina, foram 700. O Movimento dos Sem-Terra (MST) não aceitou convite para integrar a ação.

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A presença de usuários e traficantes de drogas dentro das escolas põe funcionários em sustações de risco. Uma professora de Educação Física de uma escola da rede pública de São Paulo que não quis se identificar narrou a sua rotina de enfrentamento da violência. Como as suas aulas usam a quadra, segundo ela, local predileto dos usuários por ser mais isolado, ela se considera ainda mais exposta do que os professores de outras disciplinas.“Os usuários, na maioria das vezes, não são alunos. Eles querem usar a quadra para fumar maconha e jogar bola”, contou a professora, que costuma enfrentá-los com freqüência. “Não posso deixar que os meus alunos sejam influenciados dessa forma. Os usuários passam a ser vistos como heróis pelas crianças. Não posso tolerar uma coisa dessa.”A professora contou que é ameaçada quando tenta inibi-los de usar drogas. “Quando fui dar uma dura para que eles parassem de fumar maconha, um deles virou para mim e disse: ‘Fica na sua, professora, porque o chicote vai estalar’. Eles não respeitam nada nem ninguém.”Um estudo divulgado no início do ano, realizado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), revelou que 87% dos professores da rede pública têm conhecimento de violência dentro das escolas. A questão dos entorpecentes é a líder do ranking: o tráfico fica com 70%; e o uso de drogas com 67% dos problemas relatados pelos 684 professores ouvidos na pesquisa.“Precisamos criar grupos de apoio com médicos, psicólogos e pais para combater os problemas das drogas nas escolas”, diz o presidente da Apeoesp, Carlos Ramiro de Castro.A Secretaria de Estado da Educação informou que estimula as escolas a desenvolver atividades na comunidade para conscientização e envolvimento de todos com o “ambiente escolar saudável”. A Secretaria Municipal de Educação afirmou que mantém um curso de formação para professores de prevenção sobre o uso de drogas. Os sindicatos dos professores e da escolas particulares não se pronunciaram.PALESTRASO trabalho para combater as drogas nas escolas paulistas não é só de repressão. Policiais militares, civis e guardas civis metropolitanos também se dedicam a programas de prevenção. O mais famoso deles é o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), da Polícia Militar. Foi criado em 1993 já atendeu 4 milhões de crianças entre 9 e 12 anos. “O Proerd existe para falar das coisas boas da vida e mostrar noções de cidadania aos alunos”, explicou a chefe da Divisão de Apoio a Programas Educacionais da PM, major Lilian Cristina da Silva. A soldado Maria das Graças Fiorucci é um dos 700 policiais do Proerd. “Um dos casos que mais me marcou foi o de um menino que perdeu o irmão num tiroteio com o vigia de um banco. No começo do curso não falava comigo. Na formatura, virou e me disse: ‘Graças a você não vou ter o fim que teve o meu irmão’”, lembrou Maria das Graças, que trabalha no 27º Batalhão, no extremo sul da capital.O Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) oferece palestras ministradas pela Divisão de Prevenção e Educação (Dipe). A Guarda Civil Metropolitana conta com o Projeto Luz - Educação, Desenvolvimento e Cidadania de Crianças e Adolescentes, criado em 1994.

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A provável venda do holandês ABN Amro por US$ 100 bilhões será o maior negócio da história da indústria bancária no mundo e levará à criação do terceiro maior banco no Brasil, lugar hoje do Itaú.

A desistência do Barclays na sexta-feira passada abriu caminho para o consórcio formado pelo escocês RBS (Royal Bank of Scotland), o espanhol Santander e o belga-holandês Fortis levarem o holandês. Segundo o jornal britânico Financial Times, a proposta do consórcio teve aprovação de 85% dos acionistas do ABN, que ainda não anunciaram o resultado final.

A proposta prevê a divisão do ABN Amro em três partes, entre as quais as operações do banco Real no Brasil, que ficarão com o Santander. Hoje, Real e Santander estão na quinta e sétima colocação no ranking das instituições financeiras que operam no País. Após a fusão, os dois bancos juntos saltarão para o terceiro lugar, atrás do Banco do Brasil e do Bradesco, posição nunca antes alcançada por estrangeiros.

Diferentemente da maioria dos negócios de fusão e aquisição, onde as duas partes são interessadas na transação, os gestores do ABN são contra a venda para o consórcio. Isso porque o negócio representa o fim de sua presença mundial.

O ABN tem cerca de 4,5 mil agências e emprega 105 mil pessoas em 53 países. A divisão do banco deve levar à demissão de cerca de 19 mil bancários, sendo 13 mil na Holanda. No Brasil, sindicalistas estimam que a fusão das operações entre o ABN e o Santander leve a pelo menos 1,5 mil demissões, somando os dois bancos, por conta da duplicidade de agências.

No Brasil, o negócio chega num momento de profunda mudança no sistema financeiro, após a transição do modelo de negócio em que os bancos ganhavam dinheiro fácil com os juros altos para a concessão de empréstimos.

Se por um lado a fusão ABN-Santander concentra o sistema e diminui o poder de barganha dos órgãos reguladores e clientes, a emergência de um grande banco estrangeiro renova o otimismo com o aumento da concorrência no crédito brasileiro, que cresce a um ritmo de 20% ao ano. A expectativa é que nos próximos anos os juros caiam mais e os prazos aumentem, condições para fomentar o investimento em infra-estrutura e o financiamento imobiliário, filão do crédito internacional.
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Presidência-relâmpago. Foram apenas 16 dias. Assumiu no dia 18 de setembro e caiu nesta quinta-feira (4). Luiz Fernando de Pádua Fonseca não é mais o presidente da Cia. Docas do Pará (CDP). A queda, ups, saída do ex-novo-presidente da CDP agitou a capital paraense e também Brasília.

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