Terça, 24 Fevereiro 2026
O Estado submeteu à avaliação de seis economistas as idéias do que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou a base do modelo social-desenvolvimentista. Em entrevista ao jornal, publicada no domingo, o ministro anunciou que o governo prepara um documento para explicar as bases desse modelo. Nenhum dos economistas viu uma revolução conceitual em curso na gestão estratégica do Estado. Pelo contrário, onde o ministro viu “novidade”, a maioria viu “continuidade” - o que eles consideram a explicação essencial para o que está acontecendo de positivo hoje no País.Em nome da objetividade, Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, chega a ser irônico ao falar das políticas de transferência de renda festejadas pelo ministro Mantega como alavancas da criação da nova classe média. “Se Lula é o pai, o Fernando Henrique Cardoso é o avô.” Neri interessa-se menos pela disputa em torno da autoria das políticas, e mais pelo reforço da idéia de que o País vem ganhando com a manutenção de “gerações de políticas públicas que fazem parte da mesma linhagem”. Mas faz um alerta: “Programas vinculados ao salário mínimo são (políticas) de velha geração”. Nesta página, a síntese das avaliações: Marcelo Neri - Chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro “Existe continuidade tanto do ponto de vista da política econômica como da social. O Fernando Henrique criou o bolsa-escola. O Lula criou o bolsa-família, que é um bolsa-escola 2.0. O nosso desafio é ter um bolsa-escola 3.0. São gerações de políticas que fazem parte da mesma linhagem. O primeiro mandato do Lula não se caracterizou por um avanço na educação e na saúde. Dá-se muita ênfase a nomes, e talvez o nome procure diferenciar, mas o que é mais interessante são as semelhanças. Existe de fato alguma coisa muito especial acontecendo, que começou em 2001. A política social avançou no sentido de transferência de renda. É preciso agora focar na geração de novas políticas sociais. Mas o governo ainda explora velhas tecnologias. Por exemplo, os programas constitucionais, tipo os benefícios de prestação continuada, previdência rural. Programas melhores de novas gerações, como o bolsa-família, estão se expandindo com maus programas. O mercado de consumo de massa não será sustentável se não houver focalização. Programas vinculados ao salário mínimo são de velha geração. Não são sustentáveis a longo prazo. O risco dessa boa colheita de resultados sociais é o relaxamento. Se quiser continuar tem que fazer melhor. No Brasil, temos um Estado grande e ruim. Esse modelo que o ministro fala tem muito a melhorar. O que mudou agora foi o grau de ousadia. O governo Lula é mais ousado, mais pró-pobre. A grande vantagem do momento que vivemos agora é a chamada persistência. Se essa redução de pobreza é filha do Lula, o avô dela é o FHC. Mudar o nome agora e chamar de social-desenvolvimentista é apenas dar nome.”

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são paulo - A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. (Usiminas), uma das maiores siderúrgicas do País, anunciou na quinta-feira passada seu ingresso para o Nível 1 de Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Segundo informações da empresa, seus papéis USIM3, USIM5 e USIM6 já começaram a ser negociados nesse segmento na mesma data do anúncio. Hoje tem início as negociações das ações da Trisul SA e Construtora Tenda SA no Novo Mercado e do Bicbanco no Nível 1.

A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. (Usiminas), uma das maiores siderúrgicas do País, anunciou seu ingresso para o Nível 1 de Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa da Bovespa.

Fonte: DCI - 15 OUT 07
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A Petrobras informou nesta quarta-feira que fará sua primeira exportação de etanol pelo Porto de Suape, em Pernambuco, após fechar contrato para vender 9 milhões de litros do combustível ao mercado europeu.

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Área específica onde a mercadoria aguarda os trâmites que envolvem o despacho aduaneiro, condição que agiliza o trâmite burocrático da fiscalização - o Redex instalado pela empresa Localfrio de Itajaí, começa a funcionar até o final do mês e que deve contar com a Receita Federal, Ministério da Agricultura e Anvisa - no processo de desembaraço das cargas - que menos burocrático, permitira maior agilidade em todo o processo que precede as operações de exportação de cargas. Com a instalação do espaço de 82 mil metros quadrados a empresa quer triplicar a movimentação de volumes, num prazo de seis meses, contabiliza Eduardo Guimarães de Assumpção, diretor comercial e operacional da Localfrio. "A expectativa é movimentar cerca de cinco mil contêineres até o final de janeiro", projeta o executivo. Segundo ele a demanda é boa e, até aqui, cerca de 300 empresas se mostraram interessadas em utilizar os serviços. No processo, pequenas e médias empresas, segundo ele, poderão dispor da possibilidade de fracionamento da carga - situação em que o exportador não conseguindo encher sozinho um contêiner, por exemplo, pode lançar mão do recurso de enviar suas mercadorias ao Redex de onde são adicionadas à carga de outras pequenas empresas para completar o contêiner. A autorização para funcionamento do Redex Localfrio foi publicada no Diário Oficial da União em portaria assinada pelo delegado da Receita Federal em Itajaí, Jackson Aloir Corbari.

Governo quer adotar metas para exportação
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior quer estabelecer uma meta para aumentar a participação brasileira no comércio mundial. A nova política para o setor deve ser anunciada ainda este mês pelo pela Secretaria de Desenvolvimento da Produção, encarregada de executar a nova política industrial do Pai. A nova sistemática estará focada em três objetivos: investimentos, inovação tecnológica e comércio exterior. A intenção dos representantes da pasta é fazer com que as vendas externas cheguem à casa dos US$ 180 bilhões em 2008, o que representa três vezes mais que o valor exportado em 2002. Em 2006, a participação das exportações brasileiras no mercado mundial foi de 1,14%, o que coloca o País em 24º lugar no ranking de maiores exportadores, liderado por Alemanha e Estados Unidos. Nos últimos cinco anos, segundo o Ministério, as exportações brasileiras cresceram em um ritmo maior que as exportações mundiais. Em 2003, o Brasil tinha 0,96% do mercado mundial, que movimenta US$ 12 trilhões por ano. Os dados do governo mostram que a corrente comercial brasileira (soma das exportações e das importações) rompeu pela primeira vez, em nove meses, a barreira dos US$ 200 bilhões.

Fonte: Tribuna Catarinense - 11 OUT 07
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Um duplo acidente deixou 27 mortos e pelo menos 90 feridos, na noite de terça-feira, numa estrada de Santa Catarina. Foi a maior tragédia no Estado desde 2000. Duas horas depois da colisão de um ônibus com uma carreta, um caminhão, aparentemente sem freios, furou barreiras, arrastou 15 carros e atingiu equipes de resgate, jornalistas e curiosos que lotavam a Rodovia BR-282, na altura da cidade de Descanso.

Entre os mortos estão três jornalistas e quatro bombeiros. O motorista Rosinei Ferrari, que causou o segundo acidente, deve responder por homicídio doloso (intencional). Há outras 15 vítimas internadas em estado grave. "Quando ouvimos foi aquele estouro, não teve nem sinal de buzina nem de freada. A carreta veio levando (carros e caminhões). Saí correndo e a carga me atropelou", afirmou o motorista Adair Bernardi.

O acidente que deu início à tragédia aconteceu por volta de 19h30. Um ônibus com trabalhadores rurais de São José do Cedro (SC) foi atingido por uma carreta de grande porte de Frederico Westphalen (RS), carregada de soja, que tentou uma ultrapassagem pela contramão. Com a colisão, os dois veículos caíram em uma ribanceira e pegaram fogo. Morreram os motoristas dos dois veículos e cinco passageiros.

O último corpo, o do menino Eduardo Matthes, de 4 anos, só foi resgatado às 16 horas de ontem. Ele estava no caminhão que bateu no ônibus. Também morreram no acidente o pai de Eduardo, que dirigia o veículo, a mãe e um irmão.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) chegou ao lugar do acidente e instalou bloqueios e sinalização, para facilitar a ação das equipes de socorro, formadas por voluntários e bombeiros dos municípios de São Miguel d?Oeste e Maravilha. O delegado Rodrigo César Barbosa, que estava no plantão em Maravilha, também seguiu para o local.

Às 21h30, quando quase todas as vítimas da primeira colisão já haviam sido retiradas dos escombros e um guincho levantava o ônibus de bóias-frias, o delegado viu quando uma carreta de Cascavel (PR), carregada de açúcar, não obedeceu à ordem de reduzir a velocidade. O veículo furou o bloqueio da PRF. Como a fila de veículos parados pela interdição da estrada tinha 2 quilômetros, o caminhão avançou pela contramão, num trecho em descida. Atingiu em cheio a área onde bombeiros, policiais, voluntários e repórteres trabalhavam, arrastando viaturas, ambulâncias e até um guincho.

Barbosa lavrou o flagrante do motorista e determinou que ele fosse levado sob custódia. Como não houve nenhuma tentativa de frenagem, segundo o policial, não está descartada a hipótese de falha mecânica do veículo. Com o atropelamento, 18 pessoas morreram no local. Outras duas morreram depois de serem socorridas em hospitais da região.

INVESTIGAÇÕES

Além da hipótese de falha mecânica, a PRF investiga outros motivos para o segundo acidente. O trecho do acidente é estreito, mas não chovia na hora da colisão, a área estava bem sinalizada e a pista, recentemente recapeada, não apresentava problemas. "Com certeza houve falha de alguém, no mínimo negligência", afirmou o policial rodoviário Antônio Gilmar Freitas.

O caminhoneiro Ferrari foi submetido a testes de sangue e urina para detectar a eventual presença de substâncias tóxicas. Mas o fato de ele ter percorrido 2 quilômetros em linha reta sem ziguezaguear, ainda que na contramão, indica, no entender dos policiais, que estava lúcido. A PRF informou que a inspeção prévia indicava que o peso da carga estava dentro dos limites permitidos.

Em São Miguel do Oeste, o clima era de desolação ontem, quando, às 17h45, carros e caminhões dos bombeiros saíram da Igreja Matriz e seguiram até o Cemitério São Miguel e Almas, levando flores e os corpos dos soldados. Grande parte do comércio fechou as portas, em solidariedade, e a população foi para as ruas.

ESTUDO

Segundo estudo feito no ano passado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), com base em dados revisados recentes da PRF, um caminhão se acidenta a cada 5 minutos nas estradas federais. A maior tragédia já registrada nas rodovias brasileiras aconteceu em julho de 1987, quando 68 pessoas morreram na BR-040, que liga Belo Horizonte ao Rio, próximo de Nova Lima, no choque de dois ônibus.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 11 SET 07
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