Hoje, ninguém sabe responder a essa pergunta, mas o projeto de criação do Porto Brasil, a ser desenvolvido pelo grupo EBX no Litoral Sul de São Paulo, pode tirar Peruíbe e suas vizinhas do atual ostracismo econômico. Audácia é pouco para resumir essa obra idealizada por Eike Batista, um empresário que, aos 50 anos, conseguiu ficar rico com os lucros obtidos no setor da mineração.
Após tantas informações e especulações, é até natural que existam opiniões divergentes sobre a instalação de um porto em Peruíbe. Para o leitor do PortoGente, vamos publicar duas visões diferentes sobre o mesmo assunto logo abaixo.
A Unilever Brasil, detentora da marca Kibon, retirou do mercado um lote do sorvete Cornetto Chococo por um erro na embalagem. O rótulo informava, erroneamente, que o produto não continha glúten, embora a proteína esteja presente na casquinha do sorvete. A informação é importante para pessoas hipersensíveis ao glúten, que podem apresentar diferentes disfunções intestinais.
O delegado Pedro Luiz Pórrio e outros oito investigadores tiveram a prisão preventiva decretada ontem pela Justiça, com base em grampos da Polícia Federal. A escutas indicam que este ano, quando Pórrio chefiava a Delegacia Seccional de Osasco, sua equipe extorquiu R$ 35 mil de um traficante fora de sua jurisdição, em Campinas, além de tê-lo torturado.
Os albergues da Capital, que atendem moradores de rua, se tornaram um terreno fértil para o crime organizado. Integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) estão começando a aliciar albergados para práticas criminosas. A facção, que atua nos presídios, tem usado ex-presidiários nessa missão. Isso porque egressos do sistema prisional, que não têm para onde ir, estão vivendo nesses locais que não são próprios para atendê-los.Alguns dos ex-presos hospedados acabam se tornando o elo entre os criminosos e os moradores de rua. De acordo com os profissionais que atendem na rede, a combinação é perfeita para os bandidos: ex-presidiários que não conseguem se reinserir na sociedade e voltam para o crime e moradores de rua fragilizados.A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) confirmou indícios da articulação criminosa nas entidades sociais e está trabalhando em medidas para resolver o problema. Uma delas é a licitação - em andamento - de um sistema de identificação digital para todos os alojados dos 36 albergues e abrigos que oferecem 10 mil vagas. A população de rua estimada é de 13 mil pessoas.A principal área de atuação da facção tem sido nos albergues da região da Baixada do Glicério, no Centro da Capital, segundo os próprios egressos e moradores de rua. No mês passado, dois homens que se diziam do PCC ameaçaram funcionários da entidade São Francisco, que atende 300 pessoas para dormir e 100 para almoçar.O gerente desse albergue, Francisco Xavier de Carvalho Neto, registrou um boletim de ocorrência no dia 11 de setembro. ’’Nós já havíamos chamado as polícias Civil e Militar e a GCM (Guarda Civil Metropolitana) em outras situações que o clima ficou tenso para que fizessem o patrulhamento. Mas decidi registrar a ocorrência para informar o Poder Público e ter o respaldo de um documento.’’Carvalho Neto não sabe se os homens que fizeram as ameaças eram ou não do PCC ou apenas se passavam por militantes para intimidar as pessoas. ’’Estamos muito preocupados, tanto pelos funcionários como pelos moradores de rua que, por causa da vulnerabilidade social que se encontram, são alvos fáceis de serem aliciados.’’A confusão na porta do abrigo São Francisco, segundo um egresso que estava por lá, foi ’’virar o albergue’’, ou seja, a mesma expressão usada no sistema penitenciário, ’’virar a cadeia’’, que significa uma rebelião.A Baixada do Glicério é um dos principais redutos do PCC. O líder da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, passou parte da infância nesse bairro assim como o fundador do comando, César Augusto Roriz da Silva, o Cezinha.’’Sou batizado no PCC e soldado da facção, mas quero sair fora. Só que estou jurado de morte porque não fiz minha parte aqui fora, inclusive nos atentados do ano passado’’, revela um dos abrigados no local e ex-presidiário.