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Cada vez mais pressionada pelos segmentos de exportadores que são impactados negativamente pela valorização do real em relação ao dólar, a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) terá em 2008 um orçamento aproximadamente 40% superior ao de 2007. Passará dos atuais R$ 327 milhões para R$ 409 milhões.
Este crescimento da previsão orçamentária da Apex foi possibilitado pela inclusão da agência no sistema de financiamento que utiliza a receita de contribuições sobre a folha de salários das empresas. Também está relacionado ao problema cambial, porque ele impõe ao Governo Federal a responsabilidade de contrabalançar os efeitos negativos da valorização da moeda nacional com ações que garantam a manutenção das taxas de crescimento das exportações. De acordo com o presidente da agência, Alessandro Teixeira, "o efeito negativo do câmbio aos exportadores não se discute. Logo, o papel do governo, através da Apex, é agir para se contrapor a esta circunstância e possibilitar que as empresas desenvolvam seu potencial exportador".
Ações
As ações da agência, a partir desta perspectiva, objetivam reduzir o custo do exportador de modo que esta redução possa ser transferida ao preço final do produto a ser exportado. Compensando assim, a elevação que decorreria da apreciação cambial do real em relação ao dólar.
As medidas da Apex estão concentradas em dois elementos centrais: na ampliação dos centros de distribuição ao redor do mundo e no desenvolvimento dos escritórios que desenvolvem a inteligência de mercado. "Tanto os centros de distribuição quanto os escritórios que realizam pesquisas em relação ao mercado, à burocracia e logística de cada nação, são elementos que reduzem consideravelmente as despesas dos exportadores, o que possibilita compensar a perda da competitividade causada pela questão cambial", frisa Teixeira.
Outra preocupação da agência é promover os produtos brasileiros em novos mercados, em especial onde a moeda local também tem se valorizado em relação ao dólar ou onde o custo dos fretes é menor devido à distância. É o caso do mercado latino-americano. Para tanto, a Apex busca desenvolver parcerias com outras agências de fomento do comércio exterior da região. Entre os dias 12 e 15 de dezembro, no Rio de Janeiro, promoverá o 1º Encontro das Agências de Promoção de Exportações da América Latina e Caribe. O evento deve contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na inauguração. Teixeira diz que "o Brasil tem obrigação, como maior economia do subcontinente, em promover o intercâmbio de informações que possam decorrer no incremento das trocas comerciais regionais, ainda pequenas diante de todo o potencial verificado".
A exportação ao mercado latino-americano tem sido, inclusive, a alternativa que a Indústria de Bens de Capital Mecânicos tem encontrado para compensar as perdas que estão sofrendo nos Estados Unidos por causa do câmbio. Considerando o faturamento com as vendas externas entre janeiro e setembro de 2007 em relação ao mesmo período de 2006, verifica-se uma redução ao mercado norte-americano de 8,9%. São, aproximadamente, US$ 170 milhões a menos. Enquanto isto, os índices cresceram em relação aos países da América Latina. Para Argentina e México, que são as principais economias da região ao lado do Brasil, o faturamento subiu, respectivamente, 40% e 30%.
Apesar do crescimento das exportações à América Latina, Luiz Albert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), seguirá reclamando da valorização do real frente ao dólar. Ele diz que esta circunstância cambial leva cerca de 2 meses para refletir no aumento das importações, mas 2 anos para que se possa fazer uma análise confiável dos efeitos negativos sobre as exportações. As reduções nas vendas externas só aparecem quando os contratos deixam de ser prorrogados. "Só no final de 2008 teremos uma perspectiva do quanto perdemos em mercado desde que a nossa moeda entrou neste processo de apreciação excessiva. Com relação ao mercado dos EUA, já notamos uma perda no volume de vendas considerável que só não está levando setores das indústrias à falência porque o mercado interno está aquecido e houve desvio de oferta à América Latina", destaca, explicando porque não pode deixar de reclamar do problema cambial.
O presidente da Abimaq não é uma voz isolada. Fernando Pimentel, diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), alega que a valorização do real frente ao dólar preocupa bastante porque está impondo um "ônus tremendo" ao setor têxtil que está perdendo mercado externo que, no futuro, será difícil para recuperar. "Enquanto os concorrentes asiáticos adotam uma política cambial controlada que reduz consideravelmente o impacto da desvalorização mundial do dólar, o Brasil não adota nenhuma medida que, de fato, esteja compensando este problema", lembra. Para ele, nenhum acordo internacional preferencial foi assinado, nem tampouco reduções tributárias e medidas compensatórias consistentes foram implementadas. Assim como Albert Neto, Pimentel fez referência ao aquecimento do mercado interno, dizendo que "isto tem evitado que os efeitos perversos do câmbio fossem ainda maiores". Ele ressalta ainda que o setor têxtil, nos últimos tempos, investiu bastante para tentar manter sua competitividade, mas finalizou dizendo que "a perda potencial do mercado pelo exportador deste segmento, todavia, não pode e nem poderá ser mensurada. Talvez nunca recuperada".
A desvalorização do dólar frente ao real é um problema aos exportadores que pode se agravar. Ainda no início desta semana, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo de Rato, declarou que o dólar deverá manter a tendência de queda em relação ao euro e outras moedas internacionais.
Cada vez mais pressionada pelos exportadores prejudicados pelo câmbio, a Apex-Brasil terá em 2008 um orçamento aproximadamente 40% superior ao de 2007, passando para R$ 409 milhões.
Fonte: DCI - 29 OUT 07
Este crescimento da previsão orçamentária da Apex foi possibilitado pela inclusão da agência no sistema de financiamento que utiliza a receita de contribuições sobre a folha de salários das empresas. Também está relacionado ao problema cambial, porque ele impõe ao Governo Federal a responsabilidade de contrabalançar os efeitos negativos da valorização da moeda nacional com ações que garantam a manutenção das taxas de crescimento das exportações. De acordo com o presidente da agência, Alessandro Teixeira, "o efeito negativo do câmbio aos exportadores não se discute. Logo, o papel do governo, através da Apex, é agir para se contrapor a esta circunstância e possibilitar que as empresas desenvolvam seu potencial exportador".
Ações
As ações da agência, a partir desta perspectiva, objetivam reduzir o custo do exportador de modo que esta redução possa ser transferida ao preço final do produto a ser exportado. Compensando assim, a elevação que decorreria da apreciação cambial do real em relação ao dólar.
As medidas da Apex estão concentradas em dois elementos centrais: na ampliação dos centros de distribuição ao redor do mundo e no desenvolvimento dos escritórios que desenvolvem a inteligência de mercado. "Tanto os centros de distribuição quanto os escritórios que realizam pesquisas em relação ao mercado, à burocracia e logística de cada nação, são elementos que reduzem consideravelmente as despesas dos exportadores, o que possibilita compensar a perda da competitividade causada pela questão cambial", frisa Teixeira.
Outra preocupação da agência é promover os produtos brasileiros em novos mercados, em especial onde a moeda local também tem se valorizado em relação ao dólar ou onde o custo dos fretes é menor devido à distância. É o caso do mercado latino-americano. Para tanto, a Apex busca desenvolver parcerias com outras agências de fomento do comércio exterior da região. Entre os dias 12 e 15 de dezembro, no Rio de Janeiro, promoverá o 1º Encontro das Agências de Promoção de Exportações da América Latina e Caribe. O evento deve contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na inauguração. Teixeira diz que "o Brasil tem obrigação, como maior economia do subcontinente, em promover o intercâmbio de informações que possam decorrer no incremento das trocas comerciais regionais, ainda pequenas diante de todo o potencial verificado".
A exportação ao mercado latino-americano tem sido, inclusive, a alternativa que a Indústria de Bens de Capital Mecânicos tem encontrado para compensar as perdas que estão sofrendo nos Estados Unidos por causa do câmbio. Considerando o faturamento com as vendas externas entre janeiro e setembro de 2007 em relação ao mesmo período de 2006, verifica-se uma redução ao mercado norte-americano de 8,9%. São, aproximadamente, US$ 170 milhões a menos. Enquanto isto, os índices cresceram em relação aos países da América Latina. Para Argentina e México, que são as principais economias da região ao lado do Brasil, o faturamento subiu, respectivamente, 40% e 30%.
Apesar do crescimento das exportações à América Latina, Luiz Albert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), seguirá reclamando da valorização do real frente ao dólar. Ele diz que esta circunstância cambial leva cerca de 2 meses para refletir no aumento das importações, mas 2 anos para que se possa fazer uma análise confiável dos efeitos negativos sobre as exportações. As reduções nas vendas externas só aparecem quando os contratos deixam de ser prorrogados. "Só no final de 2008 teremos uma perspectiva do quanto perdemos em mercado desde que a nossa moeda entrou neste processo de apreciação excessiva. Com relação ao mercado dos EUA, já notamos uma perda no volume de vendas considerável que só não está levando setores das indústrias à falência porque o mercado interno está aquecido e houve desvio de oferta à América Latina", destaca, explicando porque não pode deixar de reclamar do problema cambial.
O presidente da Abimaq não é uma voz isolada. Fernando Pimentel, diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), alega que a valorização do real frente ao dólar preocupa bastante porque está impondo um "ônus tremendo" ao setor têxtil que está perdendo mercado externo que, no futuro, será difícil para recuperar. "Enquanto os concorrentes asiáticos adotam uma política cambial controlada que reduz consideravelmente o impacto da desvalorização mundial do dólar, o Brasil não adota nenhuma medida que, de fato, esteja compensando este problema", lembra. Para ele, nenhum acordo internacional preferencial foi assinado, nem tampouco reduções tributárias e medidas compensatórias consistentes foram implementadas. Assim como Albert Neto, Pimentel fez referência ao aquecimento do mercado interno, dizendo que "isto tem evitado que os efeitos perversos do câmbio fossem ainda maiores". Ele ressalta ainda que o setor têxtil, nos últimos tempos, investiu bastante para tentar manter sua competitividade, mas finalizou dizendo que "a perda potencial do mercado pelo exportador deste segmento, todavia, não pode e nem poderá ser mensurada. Talvez nunca recuperada".
A desvalorização do dólar frente ao real é um problema aos exportadores que pode se agravar. Ainda no início desta semana, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo de Rato, declarou que o dólar deverá manter a tendência de queda em relação ao euro e outras moedas internacionais.
Cada vez mais pressionada pelos exportadores prejudicados pelo câmbio, a Apex-Brasil terá em 2008 um orçamento aproximadamente 40% superior ao de 2007, passando para R$ 409 milhões.
Fonte: DCI - 29 OUT 07
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As medidas não valerão para todos os leites, mas apenas para alguns lotes (veja quadro ao lado). As decisões serão publicadas hoje nos Diários Oficiais da União e de Minas Gerais, de acordo com informações da Secretaria da Saúde de Minas.
Exemplares desses leites foram recolhidos em supermercados de Uberaba (MG) e, após análises em laboratório, foi constatado que estavam adulterados. Continham substâncias proibidas pelo Ministério da Agricultura. Não foram especificadas quais eram essas substâncias.
Os consumidores que tiverem esses leites em casa devem procurar os fabricantes, por meio do telefone de atendimento que consta das embalagens, e solicitar a troca do produto ou a devolução do dinheiro, até mesmo nos casos em que o produto estiver fora do prazo de validade. "Se passou mal por ter ingerido esse leite, é de responsabilidade do fabricante indenizar o consumidor", explica a advogada Maíra Feltrin, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
A Parmalat disse ontem que não havia sido notificada pela Anvisa e acrescentou que garante a qualidade dos produtos. A Calu afirmou que retirou do mercado os lotes que teriam problemas assim que soube dos resultados dos exames. O Estado não conseguiu contato com a Centenário.
OURO BRANCO
A descoberta de problemas nos lotes das três marcas são mais um desdobramento da Operação Ouro Branco, deflagrada na segunda-feira passada, quando policiais federais prenderam cerca de 30 pessoas envolvidas num suposto esquema de adulteração de leite em duas cooperativas de Minas Gerais - em Uberaba e em Passos. Os produtos, de acordo com as investigações, continham soda cáustica e água oxigenada.
As interdições que serão tornadas oficiais hoje, segundo as autoridades policiais e sanitárias, mostram que esse tipo de irregularidade pode ser mais comum do que se imagina. "O problema ultrapassa as fronteiras de Minas Gerais", disse Cláudia Parma Machado, gerente de Vigilância Sanitária de Alimentos da Secretaria da Saúde mineira. De acordo com ela, problemas com outros fabricantes de leite deverão ser descobertos nos próximos dias.
EM SÃO PAULO
Segundo o promotor Paulo Márcio da Silva, do Ministério Público na cidade de Passos, o leite da cooperativa local Casmil - adulterado - foi comprado por empresas dos Estados de São Paulo e do Rio. "Nossa primeira hipótese é que as empresas tenham sido vítimas", disse.
Embora não façam mal à saúde - quando dissolvidas em pequenas quantidades no leite -, a adição de soda cáustica e água oxigenada vai contra as normas técnicas do Ministério da Agricultura. Elas são usadas para mascarar produtos de má qualidade, obtidos em condições ruins de higiene. Essas irregularidades tornam a industrialização do leite mais barata.
OS PRODUTOS INTERDITADOS
Parmalat: será interditado de forma cautelar hoje pela Anvisa o leite UHT integral embalado na fábrica da Parmalat localizada em Carazinho (RS) com fabricação em 22 de junho de 2007 e vencimento em 22 de outubro de 2007, e fabricação em 22 de junho de 2007 e vencimento em 20 de outubro de 2007; e o leite embalado na fábrica localizada em Santa Helena de Goiás (GO) com fabricação em 24 de junho de 2007 e vencimento em 24 de outubro de 2007.
Calu: serão interditados hoje, também por determinação da Anvisa, os lotes do leite embalado pela Cooperativa Central de Laticínios do Estado de São Paulo, localizada no município de Itumbiara (GO), com fabricação no dia 7 de julho de 2007 e vencimento em 17 de novembro de 2007, fabricação no dia 26 de julho de 2007 e vencimento em 26 de novembro de 2007, e fabricação no dia 3 de agosto de 2007 e vencimento em 3 de dezembro de 2007.
Centenário: será interditado hoje, pela Vigilância Sanitária de Minas Gerais, o leite produzido pela Usina de Beneficiamento Cooperativa Agropecuária do Vale do Rio Grande Ltda., em Uberaba (MG), com fabricação em 28 de julho de 2007 e vencimento em 2 de janeiro de 2008, fabricação em 4 de agosto de 2007 e vencimento em 8 de janeiro de 2008, e fabricação em 25 de julho de 2007 e vencimento em 30 dezembro de 2007.
Fonte: O Estado de S. Paulo - 26 OUT 07
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