Terça, 24 Fevereiro 2026
Entre as formas de flexibilização dos contratos de trabalho, a terceirização é mais expressiva delas, responsável por 71% dessas modalidades, mas não é a única. No mercado de trabalho brasileiro, outros tipos de flexibilizações estão avançando como é o caso, por exemplo, dos funcionários demissíveis e dos contratos temporários, que cresceram 158,6% de 1995 a 2005. Além disto, as contratações de assalariados por meio de Pessoa Jurídica e cooperativas só não foram mais intensas em razão de denúncias feitas por instituições públicas que atuam no mercado de trabalho. "Nesses contratos há dois direitos principais que são ignorados: seguro-desemprego e estabilidades provisórias, como a licença-maternidade", explica o professor José Dari Krein, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas.

Dari é autor do estudo "O Avanço da Contratação Flexível", que prova a ampliação e diversificação das formas de flexibilização nas relações de trabalho. O autor cita cinco modalidades de contratação flexível, mas o estudo enfatiza três: formas atípicas (trabalho formal), terceirização e relação de emprego disfarçada

. "Essas contratações são caracterizadas pela precariedade, insegurança e com isso é muito difícil o trabalhador ter, por exemplo, perspectivas de progressão na carreira profissional", conta Dari. Segundo o professor, apesar das dificuldades em mensurar a terceirização, com as pesquisas disponíveis, é possível afirmar que a ela é a principal forma de flexibilização da contratação, a partir dos anos 90, no Brasil.

Segundo o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, a terceirização em si não é um mal, o problema é que ela não segue regras e acaba se transformando em precarização do trabalho. "Defendemos incrementos para a geração de emprego, mas a terceirização acaba hoje servindo para burlar as leis, essa é a realidade", afirma o sindicalista.

A terceirização, segundo Dari, se manifesta de forma bastante distinta em diversos segmentos econômicos: desde a subcontratação de uma rede de fornecedores com produção independente, passando pela contratação de empresas especializadas de prestação de serviços de apoio e pela alocação de trabalho temporário via agência de emprego, até a contratação de pessoa jurídica ou do autônomo nas áreas produtivas e essenciais da empresa, o trabalho domiciliar , a organização de cooperativas de trabalho, o deslocamento de parte da produção ou setores para ex-empregados etc.

As centrais sindicais têm batido na tecla do avanço da terceirização como um modelo de contratação que traz insegurança ao trabalhador e torna sua situação precária. "No setor privado, a gente tem conseguido acompanhar, algumas empresas do setor industrial, por exemplo, experimentaram esse formato e depois acharam que não era eficiente e por isso voltaram a contratar de forma direta", conta Edílson de Paula, presidente da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo. "O que preocupa é o setor público", alerta. No próximo dia 13, a CUT realiza um ato público para entrega de uma agenda do servidor público para o governador de São Paulo.

O professor Dari, que é pesquisar do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (CESIT) reafirma a impressão da CUT, segundo o estudo, o setor público brasileiro se destaca comparado aos países desenvolvidos quando o assunto é contratações atípicas, (funcionários públicos demissíveis, temporários, aprendizes e primeiro emprego). Em números absolutos, há praticamente 2 milhões de empregados e funcionários públicos contratados por alguma modalidade de contratação atípica. Além disso, há outros 2 milhões de contratados não-ativos (dispensados durante o ano).

Diante do avanço de contratações flexíveis, Dari acredita que é fundamental estruturar o mercado e os sindicatos terem maior poder para inibir as contratações precárias e instituir contratações estáveis. "É preciso ter sindicato forte", afirma.

Recentemente, a Força Sindical anunciou que fará um esforço para representar os terceirizados, nicho cada dia maior. "Vamos abrir um debate sobre a terceirização nas empresas, a fim de elaborar um projeto de lei para regularizar esta atividade sem prejudicar o trabalhador. Nossa experiência no movimento sindical tem mostrado que as empresas estão usando a legislação que trata do serviço de terceiros para reduzir salários e direitos", diz o presidente da entidade e deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).

Entre os modelos de flexibilização, Dari aborda também as contratações disfarçadas (quando estão presentes as características do trabalho assalariado, mas a contratação da prestação do serviço é feita sem contemplar os direitos trabalhistas e previdenciários vinculados a ele). Segundo o professor da Unicamp, os médicos e jornalistas são aqueles mais afetados por esse tipo de modalidade e o Estado de São Paulo ganha destaque nas contratações disfarças, crescendo de 20,9% em 1989 para 35,6% em 2004.

A Emenda 3, que entre outros pontos veda os auditores fiscais da Receita Federal de autuar ou fechar as empresas prestadoras de serviços constituídas por uma única pessoa, quando entendessem que a relação de prestação de serviços com uma outra empresa era uma relação trabalhista, será um vetor importante para orientar a tendência deste tipo de flexibilização. A Emenda, que aguarda votação no Senado, é combatida pelas centrais. "Para se ter um mercado de trabalho decente, é preciso diminuir o grau de flexibilidade e aumentar o número de carteiras assinadas, com tempo indeterminado", diz Dari. Segundo ele, reverter a tendência de avanço nas contratações flexíveis será possível apenas se o desenvolvimento econômico priorizar a formalização de empregos e se houver a participação dos sindicatos e do Estado para assegurar qualidade de postos de trabalho.

Fonte: DCI - 05 NOV 07
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Depois de invadir o mercado de produtos de consumo, os chineses começam a concorrer com a indústria de base na América Latina. As siderúrgicas latino americanas, incluindo a brasileira, lançaram na semana passada um alerta sobre o risco de os chineses ocuparem rapidamente o mercado do aço na região. Pelos dados compilados de importação em agosto, isso já pode ter começado.Relatório do Instituto Latino Americano de Ferro e Aço (Ilafa) mostra que em agosto a China exportou para a América Latina 315,9 mil toneladas de aço, mais do que o dobro do volume que ingressou na região em julho, 149,4 mil toneladas.A principal preocupação do instituto decorre do fato de que, no mesmo período, as exportações chinesas para o mundo caíram de 5,94 milhões para 5,16 milhões de toneladas.’’É preocupante. A China deixou a condição de importadora de aço e se tornou nos últimos anos uma grande exportadora. E o mais sério é que o governo chinês está ciente do problema, mas mesmo com medidas que desestimulam a exportação não têm tido sucesso’’, diz o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Marco Polo Lopes.Em três anos, a China deixou de ser uma importadora líquida de aço para ser uma exportadora. ’’Ela importava 35 milhões de toneladas há três anos. Neste ano, o país deve exportar 55 milhões de toneladas. Uma inversão de 90 milhões de toneladas’’, explica.Os efeitos no Brasil já podem ser sentidos. A Mercotubos, uma das quatro maiores distribuidoras de tubos de aço no Brasil, retardou investimentos nos últimos dois anos devido ao avanço dos chineses no mercado brasileiro. ’’Os importadores ofertam produtos a preços muito baixos. Nossa oferta é de US$ 2,50 o quilo do tubo de aço, os revendedores chineses oferecem a US$ 1’’, diz Murilo Cavaleiro, gerente comercial da Mercotubos. O novo ciclo de investimentos pelo qual passa o País tem garantido a sobrevivência dos distribuidores de siderúrgicas locais. ’’Com tanta demanda, deveríamos estar num movimento impressionante de crescimento, mas com a concorrência com os produtos chineses não é o que ocorre’’, explica.Na semana passada, o Ilafa lançou um alerta para que as associações siderúrgicas dos países latino americanos se mobilizassem junto aos governos de cada país. O objetivo é encontrar alguma forma de frear a invasão chinesa no mercado siderúrgico. Fora mercados específicos, o tamanho da invasão chinesa no Brasil ainda é modesta. Segundo o IBS, de janeiro a setembro a importação brasileira de produtos siderúrgicos chineses foi de 300 mil toneladas.CABO DE GUERRAO avanço chinês preocupa, mas o IBS tenta reverter uma derrota que teve em 2005, quando, por pressão da indústria automotiva, o governo reduziu a alíquota de importação de 15 produtos siderúrgicos.’’Queremos que até o fim do ano, o governo reveja esta decisão e volte a alíquota para os 12%, conforme previsto na Tarifa Externa Comum (TEC)’’, diz. Lopes, do IBS, alega que o Brasil não pode se dar ao luxo de ficar desprotegido na questão do aço enquanto todo o mundo se protege dos chineses.Mas essa não é uma posição de consenso. O setor de máquinas rodoviárias, um dos segmentos da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), já anunciou que pretende pedir ao governo que não só mantenha a alíquota de zero por cento para os 15 produtos, como amplie a lista para a chapa grossa, matéria-prima para a produção de máquinas pesadas.O setor diz que a valorização do real tem comprometido a competitividade nacional e que a redução das alíquotas de importação desse produto poderiam segurar o preço do aço nacional. A Usiminas é a maior fornecedora desse tipo de chapa.NÚMEROS DO AÇO55 milhões de toneladasserá a exportação de líquida de aço da China em 2007, mesmo com medidas de restrição do governo315 mil toneladasfoi o volume de aço que a América Latina importou da China no mês de agosto, o dobro de julho

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Na Malha Norte, o consumo de diesel também teve redução, de 12% no acumulado entre julho e setembro, ante o mesmo trimestre de 2006. Os gastos anuais da companhia com a compra de diesel somam R$ 400 milhões.Fonte: Gazeta Mercantil - 01 NOV 07

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No País em que negociação virou sinônimo de negociata, não admira que a opinião pública se abstenha de dar as boas-vindas às conversações entre o governo e os cabeças da bancada tucana no Senado em torno de um acordo que permitiria ao Planalto, mediante concessões, ver aprovada na Casa a prorrogação da CPMF até 2011, em tempo hábil para entrar em vigor em 1º de janeiro. Assiste-se em Brasília a uma raridade, que tende a ser praxe nas democracias amadurecidas, quando estão em jogo, como no caso do imposto do cheque, questões do interesse de toda a sociedade e o padrão de atuação dos Estados nacionais. Diga-se desde logo que os entendimentos em que se engajaram figuras expressivas do Executivo, como o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, não advieram de uma providencial incursão do presidente pela Estrada de Damasco.

Lula mandou auxiliares seus ouvirem o lado de lá não porque tenha sido bafejado de repente por uma iluminação sobre as virtudes do diálogo democrático, a que o jeito petista de governar tem sido notoriamente avesso, mas tão-somente porque lhe falta no Senado a ampla maioria de que desfruta na Câmara, graças à aliança que logrou construir com uma dezena de legendas, a começar do PMDB. Ali, por isso mesmo, prevaleceu a velha tática do rolo compressor - e os oposicionistas que fossem se queixar ao bispo. O Planalto admitiu entregar alguns anéis ao PSDB depois de fazer e refazer as contas que desembocavam, todas, num ponto de interrogação sobre o alcance da fidelidade da sua maioria nominal de 53 membros - 4 além dos 49 necessários. Sendo 4 também os votos dados como de antemão perdidos na bancada peemedebista, justifica-se a insegurança do governo.

Diga-se desde logo, ainda, que a atitude da liderança tucana de apresentar as suas condições para aceitar mais quatro anos de CPMF - diferentemente do DEM, que fechou questão contra a eternização da contribuição "provisória" - não torna o imposto melhor do que é: um tributo perverso que afeta de ponta a ponta a cadeia produtiva e de consumo, além de desvirtuado desde a primeira hora. Mesmo levando em conta, porém, que outro governo, com outra política de gasto público, poderia dispensar a enormidade, é altamente provável que, neste, a eliminação tout court da CPMF teria um custo socialmente indesejável. É sintomático, a propósito, que os tucanos mais engajados na sobrevivência do imposto sejam os seus governadores e presidenciáveis, encabeçados pelo paulista José Serra e o mineiro Aécio Neves: podem ser oposicionistas, mas, literalmente, não rasgam nota de mil.

Eles temem que, privado dos R$ 40 bilhões da CPMF, o governo cortará na carne dos Estados para assegurar o seu ajuste fiscal de má qualidade, centrado nas metas de superávit primário. Não é de excluir, de todo modo, que o PSDB-Senado, sob pressão do PSDB-Câmara, acabe rejeitando majoritariamente o acerto em obras e se alinhe ao DEM. O que decerto induzirá o Planalto a cooptar um punhado de oposicionistas com os meios que a oposição não se cansa de denunciar - no que faz muito bem. A questão de fundo, no entanto, é outra: a abertura de negociações já produziu duas conseqüências benéficas. Primeiro, colocou na mesa, publicamente, os pontos críticos da política fiscal, envolvendo o custeio da máquina, o endividamento da União, que sobrenada a Lei de Responsabilidade Fiscal, e a eternamente adiada reforma tributária. O terreno, em suma, foi delimitado.

Segundo, no plano imediato, o Planalto indicou que está propenso a reduzir a alíquota da CPMF em dois centésimos, para 0,36%, já em 2008, inaugurando, tacitamente, a redução progressiva do imposto. Indicou também um aumento gradual da parcela do imposto destinada à saúde, dos atuais 20% para 28%, em 2011, representando um repasse escalonado de pelo menos R$ 23 bilhões no período. Politicamente, se os entendimentos vingarem, será prova de que a oposição não só não está morta, quando pode ser o fiel da balança numa decisão de grande porte, mas cumpre com o seu dever: melhor para o PSDB ter arrancado concessões do governo para a CPMF passar, do que dizer não à CPMF e vê-la passar grátis para Lula. Enfim, um acordo digno atestará que eppur si muove: a democracia brasileira funciona.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 01 NOV 07
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A indústria vive um momento de tensão em relação ao fornecimento de insumos importantes, em um cenário de produção a toda carga para atender à demanda e de estoques em queda.

Motivos para tensão não faltam: o preço da nafta sobe 10% em dólar a partir de hoje, o que terá efeito direto sobre o setor petroquímico e o corte no fornecimento de parte do gás pela Petrobras, anunciado terça-feira, impacta a produção de empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Bayer.

Além disso, o preço do minério de ferro, insumo básico para a siderurgia, continua a subir e está acima de US$ 130 no mercado à vista, utilizado pelas empresas que não têm contratos com fornecedores do produto, como a Vale do Rio Doce. A cotação é superior aos US$ 111 pagos, em média, pelo minério entregue na China. E o preço da energia elétrica preocupa as grandes empresas, depois de a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) fixar a cotação em R$ 122 por megawatt-hora na Usina de Santo Antônio, do Projeto Madeira.

Para agravar esse quadro, a indústria opera com estoques em baixa. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria, os estoques dos fabricantes de plástico estão no nível 46,4 e os de produtores de veículos, em 48,4, em uma escala em que 50 significa equilíbrio.

Essas incertezas quanto aos insumos acontecem quando a indústria ainda comemora resultados positivos. A Indústrias Romi, por exemplo, maior fabricante de máquinas-ferramenta e injetoras de plástico, registra crescimento de pedidos de até 70% até setembro. (Leia texto na página B2)

Nafta sobe 42% em dólar

Impulsionado pela cotação do barril de petróleo acima dos US$ 90, o preço da tonelada da nafta subiu mais US$ 8 dólares, sendo comercializada desde ontem a R$ 1.339 (preço oficial da Petrobras).

No acumulado de janeiro a outubro, o preço do produto aumentou 42% em dólar. Com o aumento do preço da principal matéria-prima para o setor petroquímico, as resinas plásticas poderão sofrer reajustes nos próximos meses.

A Petrobras, única fornecedora de nafta petroquímica no País, calcula um preço fixo mensal para o derivado de petróleo considerando indicadores da variação cambial e preço da nafta no mercado internacional do mês anterior. Além disso, a estatal cobra uma taxa pelo transporte do produto, que somado ultrapassa o valor do mercado externo.

De acordo com Otávio Carvalho, diretor sócio da Maxiquim, consultoria especializada no setor petroquímico, o aumento do preço da nafta em novembro foi minimizado em função da valorização do câmbio.

"Os contratos da nafta no Brasil são firmados em reais, multiplicados por um dólar médio do mês anterior. O dólar médio de outubro ficou em R$ 1,80, portanto o aumento da nafta de outubro para novembro está atrelado à desvalorização do dólar neste período", explicou Carvalho.

Ele previu que as petroquímicas deverão reajustar os preços dos seus produtos diante da valorização da nafta. "As resinas devem ter aumento de preço, mas não na mesma velocidade da nafta", lembrou o consultor.

Diante da alta do barril de petróleo, o gás natural se torna uma alternativa para o setor petroquímico. A Riopol, por exemplo, produz 540 mil toneladas anuais de polietilenos a partir do gás proveniente da Bacia de Campos (RJ). Porém, a baixa disponibilidade do produto e o crescente aumento de demanda do setor termoelétrico, industrial e doméstico fazem com que a Petrobras tenha dificuldade de suprir todos os mercados consumidores.

Na terça-feira, a estatal racionalizou em 17% o fornecimento de gás natural para a Comgás (que atua em São Paulo) e CEG (que atua no Rio de Janeiro) visando garantir a energia das usinas termoelétricas a gás natural do País. As plantas da Bayer e CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), localizadas no Rio de Janeiro, foram prejudicadas pela interrupção.

Corte à vista

De acordo com Dilma Pena, secretária de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, o fornecimento para São Paulo não foi prejudicado, mas a o potencial de corte do estado de 400 mil m³ pode ocorrer a qualquer momento.

"Conversamos com a diretora de gás e energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, e nos foi informado que ainda não foi necessário realizar o corte no Estado de São Paulo", destacou Dilma.

Segundo a secretária, a Petrobras necessita de 1,2 milhão de m³ por dia de gás natural para abastecer as termoelétricas que integram o termo de compromisso assinado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

"Desse volume, a Petrobras já possui 800 mil m³ por dia assegurados que não afetam o mercado de São Paulo. De fato, a situação é estressante, mas está sendo gerenciada para que os efeitos sejam minimizados", afirmou Dilma.

A Comgás está negociando com os clientes que consomem grandes volumes de gás natural a substituição do produto por óleo combustível, por causa da restrição temporária no fornecimento do gás pela Petrobras. Segundo a companhia, a medida foi tomada por sugestão da Petrobras, que garantiria o fornecimento do óleo a preço mais baixo.

A Comgás diz que buscou reduzir o volume de gás natural por ela recebido da Petrobras em até 1 milhão de metros cúbicos por dia.

Para Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), o problema no fornecimento de gás natural reforça a necessidade de uma política energético de longo prazo.

Segundo ele, o segmento mais prejudicado é o industrial e principalmente as empresas que investiram na substituição de sua matriz energética por gás.

"Com a potencialidade energética que o País tem, esta interrupção de fornecimento é um certificado de incompetência para o Brasil. Isso reforça o alerta de que em termos de energia não se pode brincar", afirmou Godoy.
Fonte: DCI - 01 NOV 07
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