Terça, 24 Fevereiro 2026
Os seis maiores bancos do País, excluindo Caixa Econômica Federal (CEF), pagaram R$ 6,2 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio a seus acionistas de janeiro a setembro de 2007, crescimento de 21,5% na comparação com os R$ 5,1 bilhões registrados no ano passado. O valor deve subir ainda mais até dezembro de 2007, já que a distribuição do pagamento aos acionistas não é homogênea durante o ano todo. Analistas atribuem esse aumento ao próprio crescimento dos lucros dos bancos no período, que atingiram recordes.

Os destaques ficaram com os dois maiores bancos privados , Itaú e Bradesco. Com payout (indicador que reflete a porcentagem dos resultados que a empresa distribui sob a forma de dividendos e juros sobre capital próprio) de 30%, o Bradesco pagou R$ 1,901 bilhão a seus acionistas, alta de 0,63% na comparação com os R$ 1,889 bilhão pagos no mesmo período do ano anterior. Já o Itaú, que também tem payout de 30%, pagou R$ 1,7 bilhão, crescimento de 41,6% na comparação com o mesmo período de 2006. As instituições lucraram R$ 5,81 bilhões e R$ 6,4 bilhões, respectivamente. De acordo com a Lei das Sociedades Anônimas, de 2001, toda empresa de capital aberto deve destinar ao menos 25% de seus lucros na forma de dividendos e juros sobre capital próprio aos acionistas.

Para o consultor financeiro e professor da Universidade de São Paulo (USP), Alexandre Assaf, os bancos no mundo todo são bons distribuidores de dividendos. "Instituições financeiras são empresas rentáveis e alavancadas e, por isso, pagam bem", diz. Ele lembra que, na comparação com empresas reconhecidamente rentáveis no mercado de capitais brasileiro, como Petrobras e Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), os dividendos pagos pelos bancos tendem a ser mais estáveis. "Essas empresas têm características diversas do setor financeiro, não podem trabalhar muito alavancadas. Podem, em um período, pagar mais dividendos, mas no momento posterior já não pagam tanto".

Entre as instituições financeiras, o Banco do Brasil tem o maior payout (40%), seguido por Unibanco (35%), Itaú e Bradesco (30%) e Santander (25%). O ABN Amro Real, por não ter capital aberto, não segue um percentual mínimo de pagamento de dividendos. No entanto, no terceiro trimestre de 2007, o banco pagou R$ 450 milhões, o equivalente a 20,5% de seu lucro líquido no período (R$ 2,194 bilhões).

Assaf lembra que, quanto maior o payout, menor o crescimento do lucro líquido da empresa. "O Banco do Brasil paga 40% de dividendos, mas o crescimento de seu lucro no último trimestre foi inferior a Itaú e Bradesco, por exemplo". O BB teve queda de 19,9% no lucro líquido em nove meses, enquanto Itaú e Bradesco tiveram crescimento de 112,7% e 73,6%, respectivamente.

Segundo Luis Santacreu, analista da agência Austin Rating, os lucros recordes das instituições contribuem para aumentar as remunerações. "O lucro do ano passado foi muito inferior ao deste ano", lembra. De janeiro a setembro de 2007, a soma dos lucros dos seis maiores bancos, excluindo a CEF, foi de R$ 22 bilhões, alta de 39,2% sobre mesmo período de 2006. Uma das instituições que mais destina dividendos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) conta com payout de 60% para seu principal acionista, o Tesouro. O banco registrou lucro líquido de R$ 4,4 bilhões no primeiro semestre.

Pesquisa da Economática divulgada ontem mostrou que cinco bancos brasileiros de capital aberto estão entre os 25 maiores da América Latina e EUA em ativos. Já quatro deles (BB, Bradesco, Itaú e Santander + Real) têm ativos de mais de US$ 100 bilhões cada. O BB é o maior banco de capital aberto por ativos da América Latina e o Bradesco é o maior não estatal de capital aberto da AL.

Fonte: DCI - 22 NOV 07
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PortoGente -  Como o senhor avalia a sua chegada para comandar a CDRJ?

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Em maio de 2006, a antiga diretoria da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com objetivo de inibir o tráfego de caminhões em péssimo estado de conservação pela região portuária de Santos, um problema grave que poderia causar, até mesmo, graves acidentes.

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Na manhã desta terça-feira (20), a Polícia Civil voltou ao local onde estava o corpo do jogador norte-americano de basquete Tony Lee Harris. O jogador foi encontrado morto, no último domingo (18) em Formosa (GO), a 70 quilômetros de Brasília. A área, propriedade do Exército, é de difícil acesso.

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A descoberta de fraudes na produção de leite serviu para que o governo intensificasse a fiscalização nas empresas. Com isso, o setor estima que deve haver uma maior concentração do mercado, por meio do fechamento de fábricas - principalmente envasadoras de leite UHT, o chamado leite longa vida -, de aquisições e fusões no setor.Hoje, o Brasil conta com mais de 170 marcas de leite longa-vida, produzido por cerca de 80 empresas. Os baixos custos de instalação de fábricas de leite UHT e a falta de fiscalização nas empresas, provocou o aumento do número de marcas disponíveis no País, afirma Ademar de Barros Neto, dono da Indústria de Alimentos Nilza. "Há uma grande oferta de produtos lácteos com preços acessíveis, mas a qualidade é discutível", questiona.Uma alternativa encontrada pelos pequenos laticínios para garantir mercado foi a união. Os microprodutores processam a matéria-prima e comercializam o leite longa-vida, por exemplo, com uma única marca, segundo Paulo Tilelli, diretor da Associação dos Laticínios de Pequeno Porte (Alapp). Muitas das fábricas investiram menos de R$ 500 mil para produzir leite longa-vida com matéria-prima adquirida de pequenos produtores. Mas, segundo especialistas do setor, para se montar um laboratório de análises que atestem a qualidade do leite cru trazido pelos produtores é necessário ao menos R$ 1 milhão."Para evitar a comercialização de leite contaminado, seja por produtos químicos ou coliformes fecais, a matéria-prima deve ser testada antes de entrar na fábrica", explica Barros.Com a ampla divulgação, na mídia, das fraudes - adição de água oxigenada e soda cáustica - e a retirada dos lotes de leite do mercado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o setor registrou queda nas vendas. Segundo a Associação Brasileira de Leite Longa-Vida (ABLV), no último mês houve redução de 10% no consumo de leite de caixinha.A Nilza registrou queda de cerca de 23% do volume de vendas e, segundo informações do mercado, algumas empresas registraram perdas de até 80% no período. Apesar da redução nas vendas, no Estado de São Paulo a Nilza conquistou a liderança do mercado. "Trabalhamos de forma transparente e investimos em qualidade. Se a empresa tivesse sido envolvida nas denúncias de fraude, eu teria feito um recall nacional", afirma Neto.O impacto negativo foi significativo para as empresas envolvidas na denúncia de fraude, como Parmalat e Calu, que adquiriram leite adulterado das cooperativas dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale) e Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil).No caso da Parmalat, ela perdeu participação no mercado de leite longa-vida no Estado de São Paulo, de acordo com dados da Latin Panel. Procurada pelo jornal DCI, a Parmalat informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que a perda de participação ocorreu devido ao aumento de preço do leite da marca. Hoje, no estado, a Parmalat detém cerca de 3,5%. A líder, Nilza, responde por 10% do mercado paulista.Mas a empresa registra outras perdas, como o valor das ações da Laep, que controla a marca e abriu capital recentemente. No mês, a Laep já acumula desvalorização de quase 20%. Na segunda-feira (19/11), as ações da empresa estavam cotadas a R$ 5,63.Na linha de fusões e aquisições, a Perdigão saiu da terceira posição para a liderança do mercado nacional de queijos e leites longa-vida por meio da aquisição recente da Eleva, antiga Avipal e dona da marca Elegê, que era a quinta maior empresa do segmento. Com a aquisição, a Perdigão, que processava 700 mil litros de leite por dia, aumentou sua capacidade para 3,5 milhões de litros por dia. As vendas da marca Batavo, adquirida pela Perdigão em 2006, representavam apenas 10% de sua produção.E não é só no Brasil que está ocorrendo movimentação entre as empresas do setor lácteo. Na Argentina, o grupo investidor Adecoagro, que tem entre seus acionistas George Soros, anunciou a criação de uma joint venture com a Agropur, principal cooperativa de lácteos do Canadá. A Adecoagro já havia tentado comprar a SanCor.Em princípio, com o nome La Lácteo - empresa de Córdoba que a Adecoagro adquiriu em agosto -, as duas empresas construirão em Venado Tuerto uma planta de leite em pó e de queijos cuja capacidade de processamento será de cerca de 1,5 milhão de litros por dia.A cooperativa canadense fatura US$ 2,3 bilhões por ano, tem 3,9 mil membros, 4,3 mil funcionários, 21 plantas e processa 2 bilhões de litros. Sua participação no mercado canadense é de cerca de 25%. A Adecoagro produz mais de 600 mil toneladas de grãos e sua produção de leite supera os 120 mil litros por dia.

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