Como se fosse uma empresa, o Primeiro Comando da Capital (PCC) não tem apenas “contrato social” - a sua constituição criminosa com 16 artigos - que dita as regras para seus “empregados” dentro e fora dos presídios. A facção também elabora relatórios disciplinares. Neles são registradas as punições, ou seja, “suspensões do serviço” e as exclusões, espécie de “demissões por justa causa”, de seus integrantes ou “irmãos” (chamados de “I” nos textos dos relatórios). Todos os casos são julgados por um “conselho”. E a decisão é tomada seguindo a vontade da maioria dos votos.O Jornal da Tarde teve acesso a dois relatórios disciplinares do PCC. São como atas internas. Uma delas trata da punição imposta a um preso e outra registra a expulsão de um detento dos quadros do “partido do crime”, como a facção é chamada por seus adeptos.Livro de anotaçõesOs documentos foram apreendidos no mês passado numa cela do Centro de Detenção Provisória 2 (CDP) do Belém, na Zona Leste, durante blitz realizada por agentes penitenciários. Os funcionários responsáveis pelas apreensões ficaram surpresos com o grau de organização da facção criminosa. Todas as decisões tomadas pelos criminosos do PCC, principalmente nas cadeias, são anotadas, como em um livro de registros. A primeira ata relata a exclusão do preso Edmilson Francisco Guimarães dos Santos, o Toco, matrícula 360.734, recolhido no raio (ala) IV do CDP 2 do Belém (leia ao lado).No relatório consta que Toco usou o dinheiro do PCC em benefício próprio. O detento foi acusado de desviar R$ 520 provenientes da venda de cocaína, também chamada pelo PCC de “novo progresso” ou “purinha”. Em vez de entregar aos “disciplinas” (chefes) os R$ 900 obtidos com a comercialização da droga, Toco apresentou só R$ 380.Ainda de acordo com o relatório, o detento mentiu ao afirmar que sua mulher havia ficado com o dinheiro. Um dos “disciplinas”, com uso do telefone celular, ligou para a “cunhada” - como são chamadas as mulheres dos “irmãos”, no caso a mulher de Toco, e descobriu a farsa. Ela negou a versão do marido.Toco foi julgado pelos “disciplinas” Pequeno, Magrelo e Rachid. No interrogatório, o preso teve o direito de se defender. Mas acabou excluído por unanimidade de votos. Os motivos alegados foram falta de responsabilidade com os assuntos da “família”, falta de transparência e mentira. A exclusão aconteceu em 23 de maio deste ano.Outro relatório, com data de 18 de março deste ano, trata da suspensão (“gancho”) de 90 dias do preso conhecido como Borogue, do CDP 2 de Osasco, na Grande São Paulo. Consta na ata que Borogue agrediu o detento Pilas porque este último, num dia de visita, beijou a irmã de um preso recém-chegado. O beijo em visitas alheias é proibido na cadeia, considerado falta de respeito. Por causa da agressão, Borogue foi punido. O “gancho” terminou no último dia 18.
O crescente uso do contêiner no transporte da produção mundial, com a perspectiva de que dentro de dois anos quase 75% de toda carga geral seja movimentada por essa via, segundo dados da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de uso Público (Abratec), faz com que os principais terminais do segmento, a Libra Terminais e a Santos Brasil, corram para incrementar até 2009 sua capacidade de movimentação no maior porto do País, o de Santos. Somadas, a duas empresas estão aportando quase R$ 300 milhões em Santos.
SHARM EL-SHEIKH, Egito - A União Africana (UA) adotou nesta terça-feira, 1, uma resolução que pede um governo de unidade nacional no Zimbábue para resolver a crise eleitoral, informaram delegados da UA reunidos em uma cúpula no Egito. A proposta havia sido oferecida pela África do Sul, um dos principais aliados do governo de Mugabe, e conta com o apoio total dos demais líderes africanos que participam da reunião.
O decreto que o presidente Lula ameaça assinar nos próximos dias (veja aqui) vai, na verdade, decretar o fim do modelo de portos públicos estabelecido na Lei dos Portos, à época exaustivamente debatida no Congresso. E provavelmente extinguirá muitos dos atuais portos e também os terminais privados neles instalados.
Pelo porto cearense, passam por ano mais de três milhões de toneladas de mercadorias, com o envolvimento de duas mil pessoas e funcionários de mais de 50 empresas, explica ao PortoGente o diretor-presidente da Companhia Docas do Ceará, Sérgio Novais. Por isso tudo, em sua opinião, a DC em mãos significou o cumprimento de uma etapa de adequação ao ISPS Code, não um atestado de que mais nada precisa ser feito no cais de Fortaleza.