Neste artigo, iremos conhecer a rede de vias navegáveis da França, da qual já conhecemos diversos rios e canais, assim como algumas de suas interessantes obras. Agora iremos mostrar os números e as cifras que fornecerão a noção exata da importância da navegação fluvial na França e na Europa.


Mapa da rede de vias navegáveis da França, Alemanha, Holanda, Bélgica e Áustria.

A rede de vias navegáveis é constituída pelo conjunto de rios e canais, equipados com instalações que permitem a circulação de embarcações de carga e passageiros.

O transporte por água se reveste de varias vantagens: ele é muito econômico e consome pouca energia, ele permite transportar importantes tonelagens e é pouco poluente.

Seus inconvenientes são: a lentidão do deslocamento, a pequena extensão da rede e o transporte de ponta até o cliente. O transporte fluvial guarda uma importância significativa para o deslocamento de mercadorias em países que são dotados de uma rede de vias navegáveis bem equipadas.

Engenheiro Freycinet

A rede fluvial francesa que começou a ser construída por Paul Riquet e Louis Freycinet tem hoje 8.501 km, a maior da Europa Ocidental.

A rede de vias navegáveis francesa compreende 1.782 eclusas, 559 barragens, 74 pontes-canais e 35 túneis canais.

Péniche freycinet : 38,5 m de comprimento por 5,05 m de largura para 400 toneladas

A navegação fluvial nos 8.501 km da rede de vias navegáveis francesa movimentou em 2002 uma cifra de negócios de 600 milhões de euros. Apesar de possuir a maior rede de vias navegáveis da Europa, a França não a utiliza suficientemente para o transporte de mercadorias, pois toda a rede não está adaptada ao gabarito e as normas européias e porque faltam também canais de ligação para determinadas partes da rede.

Péniche gabarito riquet para 250 toneladas sendo carregada com trigo

As vias de grande gabarito, mais de 1.000 toneladas, representam um comprimento de 1.800 km, mais são constituídas por trechos isolados, que são se ligam entre si. O projeto Sena ao norte da Europa (veja o artigo sobre o Canal do Norte) visa religar a bacia parisiense à rede fluvial do norte e do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo), através de um canal com grande gabarito. O projeto Reno ao Ródano (veja o artigo sobre o Canal do Reno ao Ródano) foi abandonado em 1997. A ligação do Sena para o leste foi objeto de estudos durante os anos 90 mas não teve uma seqüência concreta.

Comboio de grande gabarito e embarcação de cruzeiro fluvial no Rio Sena

A maior parte da rede fluvial, 6.800 km, é confiada pelo estado à VNF, Vias Navegáveis da França, mais uma parte, aproximadamente 1.000 km, foi transferida às províncias e 700 km restam sob a gestão direta do estado. Entretanto alguns trechos são geridos por concessões aos sindicatos ou por portos marítimos.

No ano de 2000, um total de 2.200 péniches, chalands e comboios de empurra, transportaram 59 milhões de toneladas de carga. De outra parte, a rede fluvial francesa foi utilizada por 300 bateaux-mouches, 1.000 coches de turismo e 50.000 barcos de lazer. No total 8,5 milhões de pessoas fizeram cruzeiros fluvial apesar da França não contar com muitas unidades de embarcações de luxo.

 

Referências bibliográficas:

L’ Office National de la Navigation, La voie navigable: une voie d’avenir. Paris: Automedon, 1980. 56p.

Voies navigables de France, Canal Seine – Nord Europe. Paris: vnf, 2005. 86p.

Robin, C., Bergeaud, C. Le français par la méthode directe – Deuxième livre. Paris: Librairie Hachette, 1951. 186p.

Henry, B.,Henry M. Voyageurs aux longs jours. Paris: Les Éditions Arthaud, 1982.216p.

Wikipédia, l’encyclopédie libre

http://www.vnf.fr/sne

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