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O número de consultorias ambientais feitas este ano no Pinheiro Neto Advogados já superou o das feitas no ano passado. Este ano já foram feitas cerca de 30 due diligences, e a previsão é de que o segundo semestre seja ainda melhor, segundo o sócio do escritório Antonio Monteiro. Por conta do crescimento dos negócios o Veirano Advogados e o Dória Jacobina e Rosado, associado do Rio de Janeiro ao Koury Lopes Advogados (KLA) já dobraram o número de sócios na área no último ano. O Dória, que contava com 8 advogados na área, hoje já está com 16 e até agosto deve contratar mais sete, e o Veirano, de dois advogados já passou para quatro na área. O Machado Meyer, Sendacz e Opice (MMSO) , que manteve o número de advogados nesses últimos anos, já prevê a possibilidade de novas contratações.
De olho nos negócios
Segundo a advogada Maria Alice Dória, do escritório Dória Jacobina e Rosado Associados, as empresas estão preocupadas com os passivos ambientais porque a fiscalização tem aumentado e um eventual passivo nessa área pode demandar muito dinheiro para a empresa.
Na área administrativa, por exemplo, as multas podem chegar até a R$ 50 milhões, limite imposto pelo Decreto n° 3179/99. Se a empresa também responder um processo cível pelos danos causados ao ambiente não há limite para a indenização, além de a empresa ter de recuperar o ambiente desgastado. Também pode haver uma responsabilização criminal, cujas penalidades podem ser a interdição da indústria ou suspensão das atividades.
Problema herdado
Por conta das sanções impostas, as empresas têm ficado mais atentas, segundo Maria Alice Dória, já que esses passivos são herdados no caso de uma sucessão e, ao contrário dos trabalhistas e tributários, os ambientais não prescrevem nunca.
Antes mesmo da regulamentação mais rigorosa dos crimes ambientais com a lei de 1998, o Pinheiro Neto Advogados já havia detectado que a consultoria ambiental é essencial para o fechamento de um bom negócio, segundo o advogado Antonio Monteiro. Isso porque, além do gasto com eventuais indenizações há também o prejuízo ao se adquirir uma empresa que se acreditava ser promissora, mas que por conta de problemas ambientais pode trazer grandes dores de cabeça como a interdição da fábrica adquirida.
Ele conta que o escritório cuidou de um caso em 1989 de uma cliente do escritório que conseguiu negociar, na compra de uma empresa em Camaçari (BA), que fossem descontados R$ 12 milhões do valor total da compra, porque esse valor seria usado pelo novo dono na incineração de 12 mil toneladas de resíduos tóxicos que estavam no pátio. "A partir dessa auditoria, a área ambiental virou item obrigatório nas auditorias feitas em possíveis aquisições e, junto com a fiscal, já se tornou a mais importante", diz.
Segundo Monteiro, a questão ambiental tem sido tão cogitada que as empresas mais sofisticadas já declaram no seu balanço os valores dos passivos ambientais.
Cuidado com a imagem
A preocupação com a imagem da empresa também pesa - e muito - na hora de se fazer uma auditoria ambiental, segundo a advogada Ana Luci Grizzi , do Veirano Advogados. "A notícia de que uma empresa está envolvida com algum tipo de crime ambiental pode fazer com que os consumidores rejeitem seus produtos ou qcom ue a empresa passe a ser malvista no mercado."
Em alguns setores a auditoria ambiental já se tornou quesito crucial para o fechamento do negócio, segundo a advogada. Um dos exemplos que ela dá é o da área de mineração, que já é uma atividade em si, que envolve a degradação do ambiente, devendo ser analisado o valor gasto com a recuperação do ambiente desgastado.
Além da preocupação com a imagem da empresa, a maior fiscalização do meio ambiente promovida pelo Ministério Público também tem contribuído por uma maior consciência das empresas na área ambiental, explica a advogada Roberta Danelon Leonhardt, do Machado Meyer Sendaz e Opice.
"A idéia do escritório é fazer uma análise jurídica em parceria com a análise técnica do ambiente para que a empresa ande dentro das normas e das regras impostas. Assim, não terá problemas futuros com a fiscalização e não sofrerá eventuais danos à sua imagem."
Fonte: DCI - 16 JUL 07
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O estaleiro Atlântico Sul, em Suape (PE), passa por uma nova reestruturação societária. Depois da saída da construtora Andrade Gutierrez e do grupo norueguês Aker Yards do consórcio, a brasileira PJMR está ampliando sua participação de 1% para 10%, processo que deve ser concluído em seis meses. Os outros dois sócios são Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, cada um com 49,5%, cujas participações serão reduzidos proporcionalmente com a expansão da PJMR.
O estaleiro busca ainda um sócio detentor de tecnologia para construção de plataformas e navios. O sócio natural seria a coreana Samsung, que tem parceria com o Atlântico para assistência tecnológica.
O presidente do estaleiro, Paulo Haddad, diz, porém, que as portas não estão fechadas. "O grupo tem interesse em um parceiro tecnológico, pode ser a Samsung ou qualquer outro", disse o executivo, que oficializou ontem o contrato com o estaleiro coreano, em evento no Rio de Janeiro.
A PJMR era a empresa que controlava o estaleiro Promar, que em 2001 foi vendido ao grupo norueguês Aker, que ficou com 51% do ativo. A PJMR, iniciais de seus quatro sócios, ficou com 49%. Nascia o Aker Promar. Quando a Transpetro, empresa de logística da Petrobras, anunciou a licitação a seus navios, o Aker Promar se interessou em formar consórcio para disputar a concorrência. Mas, a demora no resultado da licitação fez o grupo e a Andrade Gutierrez desistirem da disputa. A PJMR passou, então, a integrar o estaleiro.
Injeção de capital
Para ampliar sua participação, a PJMR precisava de uma injeção de capital. Os quatro sócios decidiram fazer uma troca de ações com o grupo Aker, operação realizada em março deste ano. A PJMR transferiu todas as ações ordinárias do Aker Promar ao grupo norueguês e ficou com 49% das preferenciais.
Segundo Waldemiro Arantes Filho, presidente do Aker Promar e sócio da PJMR, o acordo tomou por base a previsão de lucro acumulado do estaleiro nos próximos cinco anos, de US$ 49 milhões. Com a estrutura societária desenhada, o Atlântico Sul tem conduzido as obras em Suape. Haddad estima que o dique seco onde serão construídos os navios estará pronto em 20 meses. O Atlântico Sul venceu a licitação da Transpetro para o maior e mais valioso lote, um conjunto de dez navios Suezmax, que são avaliados em US$ 1,2 bilhão.
Fonte: DCI - 13 JUL 07
O estaleiro busca ainda um sócio detentor de tecnologia para construção de plataformas e navios. O sócio natural seria a coreana Samsung, que tem parceria com o Atlântico para assistência tecnológica.
O presidente do estaleiro, Paulo Haddad, diz, porém, que as portas não estão fechadas. "O grupo tem interesse em um parceiro tecnológico, pode ser a Samsung ou qualquer outro", disse o executivo, que oficializou ontem o contrato com o estaleiro coreano, em evento no Rio de Janeiro.
A PJMR era a empresa que controlava o estaleiro Promar, que em 2001 foi vendido ao grupo norueguês Aker, que ficou com 51% do ativo. A PJMR, iniciais de seus quatro sócios, ficou com 49%. Nascia o Aker Promar. Quando a Transpetro, empresa de logística da Petrobras, anunciou a licitação a seus navios, o Aker Promar se interessou em formar consórcio para disputar a concorrência. Mas, a demora no resultado da licitação fez o grupo e a Andrade Gutierrez desistirem da disputa. A PJMR passou, então, a integrar o estaleiro.
Injeção de capital
Para ampliar sua participação, a PJMR precisava de uma injeção de capital. Os quatro sócios decidiram fazer uma troca de ações com o grupo Aker, operação realizada em março deste ano. A PJMR transferiu todas as ações ordinárias do Aker Promar ao grupo norueguês e ficou com 49% das preferenciais.
Segundo Waldemiro Arantes Filho, presidente do Aker Promar e sócio da PJMR, o acordo tomou por base a previsão de lucro acumulado do estaleiro nos próximos cinco anos, de US$ 49 milhões. Com a estrutura societária desenhada, o Atlântico Sul tem conduzido as obras em Suape. Haddad estima que o dique seco onde serão construídos os navios estará pronto em 20 meses. O Atlântico Sul venceu a licitação da Transpetro para o maior e mais valioso lote, um conjunto de dez navios Suezmax, que são avaliados em US$ 1,2 bilhão.
Fonte: DCI - 13 JUL 07
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