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De acordo com a Agência Estadual de Notícias, a obra já tem licença do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e autorização da Marinha do Brasil. Está prevista a retirada de quase 17 milhões de metros cúbicos de sedimentos. O material será usado na engorda da praia de Matinhos, na criação de dois Distritos Industriais Alfandegados e três ilhas artificiais (duas em Antonina e uma em Paranaguá). Parte dos sedimentos também será despejado em frente à Praça Central de Antonina, preparando o local para a construção do terminal para navio de passageiros.
O serviço será pago pela medição de profundidade das áreas dragadas. O valor médio do metro cúbico será de R$ 6, o mesmo pago no último contrato de dragagem dos portos. A abertura da licitação está marcada para o dia 16 de janeiro de 2008, às 10h, na sede da Appa.
Os dois distritos industriais alfandegados, um em Antonina e outro em Paranaguá, serão espaços para arrendamento de indústrias. Em Paranaguá, no lado leste do cais, o material resultante da dragagem dará origem a um terreno de mais de 30 mil metros quadrados, que será loteado e licitado, criando espaço para a instalação de cerca de 30 indústrias. No Porto de Antonina serão criados outros seis lotes. As empresas instaladas nos Distritos contarão com facilidades como a isenção de impostos para produtos exportados.
Fonte: Gazeta do Povo - 13 DEZ 07
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O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, João José de Nora Souto, e o gerente-geral de Operação de Logística de Gás Natural da Petrobras, Sérgio Abramant Guerbatin, destacaram as ações do governo para garantir uma oferta capaz de atender à demanda de gás natural no País, que deverá passar da média atual de 70,6 milhões de m³/dia para 134 milhões de m³/dia em 2012. Para chegar a essa oferta, o País deverá aumentar a sua produção de 40,4 milhões para 72,9 milhões de m³/dia e passará a contar com gás natural liquefeito (GNL). Em relação a esse último, o volume estimado para 2012 é de 31,1 milhões de m³/dia.
Monitoramento
Cláudio Sales destacou que o Brasil deve contar com o gás natural para não ser agravado o risco de falta de abastecimento. Ele assinalou que, já em 2008, haverá um déficit estrutural de energia de 2.600 megaWatts, o que representa mais do que a usina do Rio Madeira poderá produzir. "Isso não significa que vai faltar energia, mas pode acontecer se não houver chuva farta", alertou.
Sales observou que diminuiu a previsão de energia assegurada para 2008, passando de uma projeção de 57 mil megaWatts médios, em 2004, para 51 mil megaWatts médios, em outubro deste ano. "Desapareceram 6 mil megaWatts de energia", afirmou. Segundo ele, essa quantidade foi retirada de oferta em decorrência de problemas ligados ao gás natural.
Ele destacou ainda a importância de restabelecer o fornecimento de gás para as termelétricas, e de monitorar com atenção especial a situação do GNL e o cumprimento do termo de compromisso entre a Petrobras e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para garantir a oferta de energia, especificamente das usinas térmicas.
Investimentos
Sérgio Guerbatin informou que, até 2012, serão investidos 18,2 bilhões de dólares (o equivalente a cerca de R$ 32 bilhões) na cadeia do gás natural no Brasil. Segundo o deputado Albano Franco (PSDB-SE), que propôs a audiência, esse investimento será fundamental para garantir o abastecimento. O parlamentar enfatizou que falar em escassez de gás é falar em racionamento de energia elétrica, algo inadmissível para um país que quer crescer 5% ao ano.
Segundo Guerbatin, a participação do gás natural na matriz energética brasileira chegou a 9,6% em 2006, contra 3,5% em 1996. Já em relação à matriz de energia elétrica, João José Souto informou que o gás natural teve uma participação de 4% em 2006.
Souto disse ainda que o Brasil tem uma situação privilegiada em relação ao gás natural, em razão do grande potencial de novas descobertas de reservas. Segundo ele, há hoje no País reservas comprovadas de 347 bilhões de metros cúbicos de gás natural. Ele acrescentou que a Petrobras decidiu acelerar a produção antecipando de 2010 para 2008 a operação de campos recentemente descobertos. Além disso, acrescentou, o Ministério de Minas e Energia vem atuando para oferecer blocos de alto potencial para gás natural nas rodadas de licitação de blocos exploratórios.
João José Souto e Guerbatin destacaram que o governo vem investindo não apenas no aumento da produção, mas também na estrutura de transporte para que o produto chegue ao consumidor final. A malha de gasodutos deverá ter um investimento de R$ 6,6 bilhões até 2021.
Em relação ao gás importado da Bolívia, Sérgio Guerbatin garantiu que aquele país vem dando prioridade ao contrato de fornecimento firmado com o Brasil. "É a segunda prioridade da Bolívia, após o mercado interno", disse. Cláudio Sales lembrou, no entanto, o corte no fornecimento de gás para a usina termelétrica de Cuiabá (MT). Vários participantes da audiência assinalaram que a viagem do presidente Lula à Bolívia será uma oportunidade importante para discutir o assunto.
Fonte: Agência Câmara - 13 DEZ 07
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