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Sozinhas, as empresas distribuidoras do benefício - três de atuação nacional e 10 regionais - respondem por R$ 3 bilhões deste montante. Os outros R$ 5 bilhões, ficam com os órgãos emissores dos vales nas cidades, que fazem a venda-direta, como por exemplo, em São Paulo, SPTrans. Hoje, no mercado nacional, VB Serviços, Sodexo e Ticket, trabalham na distribuição dos vales, ou seja, têm licença para intermediar a compra do vale-transporte junto aos órgãos emissores. "O Ano de 2007 foi muito bom para o setor. Entre os aspectos positivos que influenciaram o resultado, podemos citar o ciclo virtuoso da economia brasileira e o aumento de empresas formalizadas em razão da Lei Geral. Juntos, esses fatores abriram espaço para este momento", diz André Martins, presidente da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras e Usuários de Vale-Transporte e Outros Benefícios (Abravale).
Segundo Martins, a concessão do vale-transporte se transformou em um símbolo do emprego formal e é o primeiro passo que as empresas dão ao serem legalizadas, ou seja, conceder o vale aos funcionários, resguardando o direito garantido por lei de deslocamento trabalho-casa-trabalho.
Conquistas
A boa fase da economia, comenta o presidente da Abravale, também garantiu parte das conquistas do setor, "isto porque, os empresários contratam mais e cresce a geração de emprego", conta. Martins diz que também contribuí na contabilidade um ’’final de ano’’ forte em consumo. "Em novembro e dezembro, o varejo é responsável por movimentar ainda mais o setor em razão das contratações temporárias. Esta é uma tendência que vem se repetindo nos últimos anos e que já foi incorporado ao faturamento das empresas", afirma.
Apesar de depender do funcionamento do transporte coletivo público, que sofre déficits de investimento, Martins acredita que haja meios de os distribuidores expandirem o seu mercado. Adotado pelas empresas gradualmente, hoje, o vale-transporte é a principal fonte de financiamento para a operação de transporte urbano no País, sendo responsável por quase 50% do faturamento do setor. "Ainda existe espaço para o crescimento do setor, tanto nos mercados do eixo Rio-São Paulo como fora deles." Segundo pesquisa da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos de junho de 2006, a população urbana brasileira com idade superior a 15 anos, em 27 cidades com população acima de 100 mil habitantes, mostrou que, dos 23% que recebem auxílio transporte, apenas 5% recebem o benefício em dinheiro (funcionário público federal ou recebimento ilegal em dinheiro). Isto também mostra o potencial de ’’consumo’’ do VT.
Martins acredita que é preciso também investir na melhoria do serviço prestado e massificação do uso do transporte público. Outra iniciativa que colaboraria para o crescimento seria, por exemplo, a desoneração da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) no combustível para transporte público.
Driblando problemas
O vale-transporte sofreu, há cerca de quatro anos, alguns abalos, que poderiam ter levado ao fim do setor.
Além do comércio paralelo criado com o ’’vale-transporte’’ quando ainda era papel, houve também a tentativa no Congresso de fazer com que o benefício fosse pago em dinheiro, o que iria abolir as empresas distribuidoras.
"Os transportadores foram obrigados a criar alternativas que também passou por evoluções. Com o advento da bilhetagem eletrônica, que proporcionou a possibilidade de integração tarifária ou temporal no transporte público, o VT tornou-se mais forte e consistente, pois com a tecnologia, além da diminuição dos custos com transporte por conta da integração, eliminou-se o mercado paralelo de vendas de passes, pois com o cartão torna-se impossível a troca dos vales por dinheiro", conta.
Fonte: DCI - 12 DEZ 07
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