Terça, 24 Fevereiro 2026
O incentivo à formalização de empresas, projeto no qual o governo federal tem investido, e os resultados positivos da economia do País ajudaram mais um setor a colher bons frutos em 2007, o de vales-transporte. Os empresários deste segmento fecham o ano comemorando a marca de R$ 8 bilhões em movimentação dos negócios. Hoje, a bilhetagem eletrônica está presente em 47% das cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. Além disso, mais 12% dos municípios de mesmo tamanho estão em fase de implantação do sistema.

Sozinhas, as empresas distribuidoras do benefício - três de atuação nacional e 10 regionais - respondem por R$ 3 bilhões deste montante. Os outros R$ 5 bilhões, ficam com os órgãos emissores dos vales nas cidades, que fazem a venda-direta, como por exemplo, em São Paulo, SPTrans. Hoje, no mercado nacional, VB Serviços, Sodexo e Ticket, trabalham na distribuição dos vales, ou seja, têm licença para intermediar a compra do vale-transporte junto aos órgãos emissores. "O Ano de 2007 foi muito bom para o setor. Entre os aspectos positivos que influenciaram o resultado, podemos citar o ciclo virtuoso da economia brasileira e o aumento de empresas formalizadas em razão da Lei Geral. Juntos, esses fatores abriram espaço para este momento", diz André Martins, presidente da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras e Usuários de Vale-Transporte e Outros Benefícios (Abravale).

Segundo Martins, a concessão do vale-transporte se transformou em um símbolo do emprego formal e é o primeiro passo que as empresas dão ao serem legalizadas, ou seja, conceder o vale aos funcionários, resguardando o direito garantido por lei de deslocamento trabalho-casa-trabalho.

Conquistas

A boa fase da economia, comenta o presidente da Abravale, também garantiu parte das conquistas do setor, "isto porque, os empresários contratam mais e cresce a geração de emprego", conta. Martins diz que também contribuí na contabilidade um ’’final de ano’’ forte em consumo. "Em novembro e dezembro, o varejo é responsável por movimentar ainda mais o setor em razão das contratações temporárias. Esta é uma tendência que vem se repetindo nos últimos anos e que já foi incorporado ao faturamento das empresas", afirma.

Apesar de depender do funcionamento do transporte coletivo público, que sofre déficits de investimento, Martins acredita que haja meios de os distribuidores expandirem o seu mercado. Adotado pelas empresas gradualmente, hoje, o vale-transporte é a principal fonte de financiamento para a operação de transporte urbano no País, sendo responsável por quase 50% do faturamento do setor. "Ainda existe espaço para o crescimento do setor, tanto nos mercados do eixo Rio-São Paulo como fora deles." Segundo pesquisa da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos de junho de 2006, a população urbana brasileira com idade superior a 15 anos, em 27 cidades com população acima de 100 mil habitantes, mostrou que, dos 23% que recebem auxílio transporte, apenas 5% recebem o benefício em dinheiro (funcionário público federal ou recebimento ilegal em dinheiro). Isto também mostra o potencial de ’’consumo’’ do VT.

Martins acredita que é preciso também investir na melhoria do serviço prestado e massificação do uso do transporte público. Outra iniciativa que colaboraria para o crescimento seria, por exemplo, a desoneração da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) no combustível para transporte público.

Driblando problemas

O vale-transporte sofreu, há cerca de quatro anos, alguns abalos, que poderiam ter levado ao fim do setor.

Além do comércio paralelo criado com o ’’vale-transporte’’ quando ainda era papel, houve também a tentativa no Congresso de fazer com que o benefício fosse pago em dinheiro, o que iria abolir as empresas distribuidoras.

"Os transportadores foram obrigados a criar alternativas que também passou por evoluções. Com o advento da bilhetagem eletrônica, que proporcionou a possibilidade de integração tarifária ou temporal no transporte público, o VT tornou-se mais forte e consistente, pois com a tecnologia, além da diminuição dos custos com transporte por conta da integração, eliminou-se o mercado paralelo de vendas de passes, pois com o cartão torna-se impossível a troca dos vales por dinheiro", conta.

Fonte: DCI - 12 DEZ 07
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Mais um ano perdido para os portos do Brasil. Assim foi 2007, o primeiro do segundo mandato de Lula, no qual as comunidades portuárias esperavam mudanças depois de quatro anos de marasmo. No entanto, nada foi feito para modificar a situação inercial indesejável das gestões anteriores, criticadas pelo próprio presidente Lula (veja discurso).

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A realidade que vemos nas várias e importantes categorias de trabalhadores é a paralisia geral de ações e movimentos, ou apenas medidas meramente burocráticas de assinar acordos, homologar demissões, ajuizar ações na Justiça. Poucas são as ações realmente politizadas de dentro para fora do chão de fábrica. Ou seja, da categoria para a sociedade.

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Algumas histórias das casas em que Niemeyer morou já são famosas. Nas últimas três décadas, o arquiteto vem adotando um tom autobiográfico em seus relatos. Não é difícil encontrar um texto em que ele escreva a respeito da residência de seu avô, onde nasceu e cresceu, nas Laranjeiras, tradicional bairro carioca. Da mesma forma, as narrativas acerca da casa das Canoas também são diversas. Contudo, isso não tira o interesse - quase que meramente biográfico - da publicação “As casas onde morei”.

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Os grupos São Martinho e Cosan anunciaram o fechamento da Usina Santa Luiza S/A e o enceramento das atividades da Agropecuária Aquidaban S/A Foi anunciada ainda a extinção da Etanol Participações S/A, holding criada entre as duas companhias e a Usina Santa Cruz para a aquisição da unidade sucroalcooleira localizada em Motuca (SP). Após a cisão, a Etanol Participações será incorporada pelos sócios, proporcionalmente. A Usina São Martinho tem 41,67%, a Cosan, 33,33% e a Santa Cruz 25% do capital acionário da unidade.

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