Terça, 24 Fevereiro 2026
Todos os meses, são apreendidos nas prisões paulistas de 800 a 900 telefones celulares. Quem revela o dado é o próprio secretário da Administração Penitenciária, Antonio Ferreira Pinto, o xerife das cadeias no Estado. Para ele, impedir a entrada desses aparelhos nas celas é seu “grande desafio”. “A maior arma dentro da prisão é o celular. É o contato fácil e imediato com o mundo exterior.”A reportagem do Estado apurou que há dois preços para um celular entrar num presídio: R$ 500, se for por meio de agente penitenciário, e R$ 200, se uma visita topar o risco. No primeiro caso, a quantia inclui uma pequena comissão que ambulantes cobram para pôr em contato família e servidor público. No segundo, mulheres embrulham o aparelho em papel carbono, para iludir detectores de metais, empacotam em dois ou três preservativos e introduzem nas partes íntimas.Na frente das unidades, o negócio é feito com discrição. Mas se fala abertamente sobre a presença de celulares nas celas:- Você liga agora para ele e diz que a mercadoria entrou?- Ah, claro. Vou ligar para o amigo dele já.A reportagem do Estado flagrou esse diálogo na manhã de sexta-feira em São Vicente, no litoral. Um homem, cujo filho cumpre pena por porte de armas, aceitou ajudar duas irmãs de outro detento, um traficante que acabou de ingressar no sistema. Elas ainda não tinham autorização para despachar as mercadorias. Mas já tinham o telefone do colega de cela do irmão. Com o parente veterano, inteiraram-se dos preços para “adquirir a linha telefônica”.“Eles não dão condições mínimas para os presos. Um celular serve para o preso dizer que está precisando de alguma coisa básica”, diz Edna Rodrigues, de 21 anos. Ela pagou R$ 600 para que o marido, Rogerio da Silva, de 23, recebesse um aparelho meses atrás. Antes, para falar com ele, só ligando para um colega de cela e sob uma condição: tinha de informar antes o código para introduzir créditos no pré-pago.“Com o celular, eles podem mandar seqüestrar, roubar, matar. Podem mobilizar”, diz o diretor do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado, Luiz da Silva Filho. A última prova de força dos detentos, organizada via celular, foi a mobilização em massa em 50 prisões, na véspera do Natal, em protesto contra a transferência de dois presidiários ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).“Foi um movimento pacífico, não fizeram nenhum refém. Mas decidiram não voltar mais para as celas. Só voltaram para a tranca depois que receberam ordens pelo celular. Querendo ou não, eles mandam e desmandam”, diz Silva Filho, agente penitenciário há dez anos. “Os deputados têm de criar coragem e se mexer, têm de fazer uma lei que puna com rigor celular na cadeia. Precisa dar pelo menos uns 4 anos de cadeia para eles pararem de usar.”Segundo o agente, são poucas as cadeias em que os bloqueadores operam regularmente. “Grande parte não tem bloqueador. As que têm funcionam com falha. Está largado.”No Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, zona leste da capital, um agente penitenciário admite que os celulares têm entrado nas unidades mais por meio dos funcionários do que pelos parentes. As revistas têm sido mais rigorosas e os salários são baixos. Um agente classe 2 ganha R$ 1,164,50 e outros R$ 908,92 de gratificações.Os presos usam os celulares nos pavilhões, onde os agentes não circulam regularmente, à exceção da hora de abertura das celas, por volta das 7h30, e do fechamento delas, às 16 horas. Nesse intervalo e à noite, quem reina são os presidiários.“O ingresso desses aparelhos não diminui. É difícil impedir por causa da promiscuidade”, diz o promotor Marcelo Orlando Mendes, da Promotoria de Execuções Criminais da Capital. “Nenhum sistema de controle pode impedir a entrada de celulares, quando existe possibilidade de corrupção. Aí nenhum sistema funciona.” Fonte: O Estado de S.Paulo - 07 JAN 08

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A Baosteel Group Corporation, maior produtora chinesa de aço, está interessada em adquirir jazidas minerais da Bahia e investir nas infra-estruturas do estado brasileiro, disse hoje à Macauhub fonte do governo estadual.“A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) apresentou a responsáveis da Baosteel, que visitaram a Bahia, uma série de potenciais minerais que serão licitados e falou de projectos já em andamento no estado”, disse Antônio Celso Alves Pereira Filho, superintendente de Comércio e Serviços da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM), que participou da reunião.Os representantes da Baosteel constataram que existem jazidas importantes próximas à operação que eles possuem actualmente no estado do Espírito Santo. A empresa chinesa tem no estado vizinho uma "joint-venture" com a Companhia Vale do Rio Doce, no seu primeiro investimento em uma siderúrgica fora da China.O superintendente da SICM disse à Macauhub que o grupo chinês, representado pelo vice-presidente mundial, Zhang Dianbo, e pelo vice-presidente da empresa no Brasil, João Zhao, mostrou-se animado também com projecto da linha ferroviária Oeste-Leste, cujas obras devem começar em 2009.A linha ferroviária ligará a cidade de Barreiras, no noroeste baiano, ao litoral sudeste do estado, entre as cidades de Ilhéus e Itacaré. Posteriormente, o governo federal pretende estender a ferrovia até Sorriso, no Mato Grosso.O grupo chinês Baosteel mostrou igualmente interesse no projecto do governo de construção de um novo porto na Bahia uma vez que os três grandes portos do estado - Salvador, Aratu e Ilhéus -, estão a operar perto de suas capacidades máximas. O governo baiano anunciou que vai levar a concurso em Abril de 2008 as jazidas minerais do estado.

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A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram, na última semana de 2007, contratos para a liberação de R$4,5 bilhões para a conclusão do Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene), que possibilitará o transporte de até 20 milhões de metros cúbicos de gás natural a partir de dezembro de 2009. A empresa comprometeu-se a iniciar, ainda no primeiro trimestre de 2008, as obras do terceiro trecho, com 946kg de extensão, que ligará Cacimbas, no Espírito Santo, a Catu, na Bahia. As obras serão realizadas pela empresa estatal chinesa Sinopec Group, sexta maior companhia petrolífera do mundo.

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A Total Express fechou 2007 com crescimento de 25% em relação ao ano anterior. A empresa, uma das maiores especializadas no segmento de logística, especializada em entrega porta a porta fracionada, obteve também uma rentabilidade 10% superior a 2006, principalmente devido à entrada de clientes de novos segmentos, que passaram a ser trabalhados no segundo semestre deste ano.

"Para o Natal, a empresa chegou a quase 20 mil entregas ao dia, sendo a maior parte referente ao mercado B2C", diz o gerente comercial da empresa, Marcos Efroin. Para atender à demanda do período a empresa contratou 100 novos funcionários, efetivos e temporários.

Durante 2007, a companhia aumentou sua carteira de clientes em 20%, diversificando os segmentos de atuação. O balanço dos negócios aquecidos deve-se também ao aumento das vendas de fim de ano, que registraram um aumento de 50% nas operações se comparado a igual período de 2006.

Fonte: DCI - 04 JAN 07
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Com 11 ofertas em análise pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que somam captação de R$ 9,57 bilhões, as emissões de debêntures devem voltar a crescer em 2008, alavancadas principalmente pelas operações realizadas por empresas que abriram capital no ano passado.

Pela primeira vez em quatro anos, o volume captado pelos títulos de dívida apresentou uma redução, quando o movimento foi 23% inferior aos R$ 69,4 bilhões captados em 2006. "Podemos dizer que 2006 foi o ano das debêntures enquanto 2007 foi das ações", diz Luiz Macahyba, superintendente de relações institucionais da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima).

Segundo ele, a queda do volume captado pelas debêntures foi causada pelo boom das ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês), com as empresas preferindo captar recursos através da entrada no mercado de capitais. Apesar da queda na captação, o volume das debêntures em 2007 - R$ 46,53 bilhões - ainda é superior aos R$ 33,13 bilhões movimentados pelas emissões primárias de ações, outra opção de captação de recursos utilizada pelas empresas. Outras companhias preferiram realizar suas captações por meio dos Certificados de Créditos Bancários (CCB), que é uma alternativa mais rápida e com um custo menor.

Para os analistas, o segundo momento do mercado acionário é o das debêntures e as perspectivas são de crescimento do setor. "Esse movimento é bastante salutar porque boa parte das empresas estreantes na Bolsa vai participar do mercado de dívidas via debêntures para financiar seus projetos", diz Macahyba.

Outro fator que pode impulsionar o mercado de debêntures é a entrada de investidores de varejo, já que o valor nominal costuma variar entre R$ 10 mil e R$ 50 mil. Com o objetivo de fomentar o mercado, em julho, o BNDESPar realizou uma segunda oferta de debêntures no valor unitário de R$ 1 mil, destinando 20% dos títulos ao investidor de menor porte e com liquidez diferenciada, através da contratação de formadores de mercado. Estão previstas mais três etapas da oferta, que deve totalizar R$ 2 bilhões.

O ambiente econômico interno favorável, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para 5,2% deve alavancar a demanda pelas debêntures, à medida que aumentam os investimentos nas indústrias e na área da infra-estrutura. "A queda da taxa de juros (Selic) pode atrair novamente empresas de grande porte como a Vale do Rio Doce a captar recursos no mercado local", diz José Alexandre Freitas, sócio diretor da Oliveira Trust.

Hoje, o setor de arrendamento mercantil corresponde a mais de 70% das emissões, com R$ 33,1 bilhões. "Os leasings ligados aos conglomerados financeiros têm benefícios porque não arcam com o compulsório nem o fundo garantidor de crédito", diz Macahyba. Em seguida, estão as companhias de energia elétrica com R$ 4,2 bilhões e empresas de securitização de recebíveis com R$ 2 bilhões. Além destes setores, o especialista da Andima prevê a entrada de empresas de transportes, impulsionadas pela privatização das rodovias.

Apesar da queda no ano passado, as debêntures lideraram o volume das operações de renda fixa, com 43 operações registradas na CVM, movimentando R$ 46,5 bilhões. Contabilizando as quatro ofertas dispensadas de registro, esse total aumenta em R$ 1,5 bilhão. Esse montante foi bem superior às demais opções em renda fixa, como os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC) com giro de R$ 9,97 bilhões; notas promissórias, com R$ 9,73 bilhões; e certificados de recebíveis imobiliários (CRI), com R$ 870 milhões.

Opções

A empresa que pretende captar recursos conta com várias opções, como a abertura de capital e a emissão de debêntures, dentre outras. Para escolher entre as duas alternativas, a companhia leva em conta diversos fatores, como custos e o perfil do investidor que pretende atrair.

"Ao abrir capital na Bolsa, a empresa pretende pulverizar os investidores, incluindo os de pequeno porte, já que a debênture é voltada para poucos investidores por causa do alto valor da oferta", diz o professor de finanças corporativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Hsia Hua Sheng.

Segundo o professor, a empresa tem um custo menor ao emitir debêntures do que ao lançar IPOs, já que no processo de valuation deve seguir uma série de exigências de governança corporativa para divulgar para os investidores, o que torna os procedimentos da companhia mais transparentes. Outras empresas buscam o mercado acionário via lançamento de IPOs como uma saída dos investimentos oriundos de venture capital, utilizados na estruturação da companhia.

Fonte: DCI - 04 JAN 07
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