Terça, 24 Fevereiro 2026
A Log-In, antiga Docenave, braço logístico da Vale, vai iniciar na próxima semana o transporte de produtos saindo do Porto de Santos para o Nordeste. Isso será possível com a entrada em operação do navio Log-In Amazônia, comprado recentemente pela companhia e que já está ancorado no estaleiro Eisa, no Rio de Janeiro.

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As incertezas da infra-estrutura energética do País afetou um dos negócios mais esperados em Limeira. A refinaria que negocia a ocupação das instalações da Copersucar, onde até abril de 2007 operava a Nova América, precisou redesenhar o planejamento no município pelo risco da falta de gás natural para a produção.
 
Marcos Torres, um dos três sócios da nova refinaria, revelou à Gazeta que a instalação da empresa travou em novembro passado. O grupo procurou a Comgás, distribuidora de gás natural em São Paulo, para apresentar o projeto e recebeu a informação de que não havia gás para repassar à nova empresa. “A partir disso, tivemos que modificar toda a estratégia de atuação”, falou.

No final de outubro, a Petrobras reduziu em 17% o fornecimento de gás natural para São Paulo e Rio de Janeiro com o objetivo de garantir a geração de energia elétrica para as termoelétricas, que entraram em funcionamento devido ao baixo abastecimento dos reservatórios de água, provocado pela longa estiagem. Com isso, a Comgás apenas garantiu o fornecimento dos contratos fixos, o que provocou cortes no gás excedente usado pelas empresas que ampliaram a produção - o pólo regional de cerâmica, da qual Limeira integra, foi prejudicado.

A medida passou a gerar incertezas quanto ao risco de um novo “apagão” do setor elétrico entre analistas do setor, contestado pelo governo. Torres terá um encontro hoje com representantes da distribuidora para uma nova tentativa de acordo. Ele espera uma proposta mais modesta. Para produzir as 300 mil toneladas anuais de açúcar estimadas inicialmente, a refinaria precisa receber 2,5 milhões de metros cúbicos/dia. “A oferta deverá ser de 600 mil a 1 milhão por dia”, informou. Se confirmada, a produção cairá para 70 mil toneladas no primeiro ano.

Segundo o empresário, a Comgás já avisou que só terá garantias de aumento no fornecimento de gás para junho. Até lá, a refinaria deverá deixar de lado o mercado exportador (de 80% a 90% do planejado) e se concentrar apenas no interno. “Com esse fornecimento, os custos para exportação dobram e o produto não tem preço competitivo”, disse.

Além do gás, as negociações para a aquisição do prédio da antiga União com a Copersucar também esbarraram em trâmites burocráticos. A nova refinaria apresentou uma nova proposta à empresa, que seria não a compra, mas sim o arrendamento do prédio, e aguarda resposta. “Temos interesse em investir em Limeira e temos todo o apoio da Copersucar, da Prefeitura e do sindicato local para a instalação na cidade, mas devemos respeitar os prazos das negociações.
 
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A Casa Branca está estudando um pacote de medidas com o objetivo de estimular a economia, no momento em que ganha força entre os analistas a avaliação de que os Estados Unidos vão mesmo entrar em recessão. A idéia é conceder incentivos fiscais para pessoas físicas e, assim, estimular o consumo, e diminuir impostos das empresas para encorajar investimentos, de acordo com informações do Wall Street Journal.

A principal opção em estudo pelo presidente George W. Bush envolve um incentivo fiscal de cerca de US$ 500 para as pessoas físicas, que seriam encorajadas a consumir, e uma mudança na legislação tributária que permitiria às empresas deduzir dos impostos uma significativa parcela dos investimentos em equipamentos, disseram fontes ouvidas pelo jornal.

Acredita-se que o presidente Bush vai preparar o pacote de estímulo econômico antes de um importante discurso no Congresso (O Estado da União), no dia 28 de janeiro. Se concluído pelo governo e aprovado pelo Congresso, o plano seria o primeiro grande passo da administração Bush para tentar animar a economia americana.

Enquanto as pesquisas mostram que os eleitores estão extremamente preocupados com o futuro de seus recursos, o governo, o Congresso (hoje controlado pelo Partido Democrata) e os candidatos à Presidência competem para aparecer com respostas.

Em conferência de imprensa em Rose Garden, na terça-feira, Bush disse que sua administração vai "olhar todas as opções diferentes". "Estamos observando muito atentamente e ouvindo diferentes idéias sobre o que precisa e o que não precisa ser feito", acrescentou o presidente.

A principal opção na lista do presidente é uma repetição da tática utilizada por ele em seu primeiro mandato, quando a economia dos Estados Unidos passou por desaquecimento. Em 2001, o Tesouro enviou cheques de US$ 300 a US$ 600 para cidadãos do país, entre outras medidas. Os cheques eram antecipações de restituições tributárias, já oriundas de abatimento de impostos.

No Congresso dominado pelos democratas, deputados e senadores trabalham em uma proposta conjunta para tratar da situação econômica. "Haverá coisas no lado dos impostos e no de gastos", disse o senador democrata Charles Schumer, que está envolvido nas discussões. Schumer não especificou as propostas nas quais trabalha, mas disse que, "se Bush tirar o estímulo ao consumo da mesa, ficará difícil lidar com ele".

O senador Barack Obama, que tenta ser o candidato do Partido Democrata à Presidência, propôs um crédito de impostos de até US$ 500 por pessoa ou de US$ 1 mil por família. O ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers, que apóia a senadora Hillary Clinton, também pré-candidata democrata à Presidência, pressiona por um pacote de gastos de US$ 50 bilhões a US$ 75 bilhões, conforme artigo publicado ontem pelo Estado.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 10 JAN 08
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Para evitar o gargalo logístico no País, que vive entraves nos modais rodoviário, ferroviário, aéreo e marítimo, e por conta de um cenário favorável na indústria naval brasileira, 17 projetos de empresas do setor estão enfileirados para abocanhar uma fatia dos mais de R$ 2,1 bilhões previstos para o segmento este ano. O valor é o dobro do do ano passado, para fomento da construção de embarcações e equipamentos de apoio logístico, em grande parte voltados aos segmentos de petróleo e gás, por meio do Fundo da Marinha Mercante (FMM), órgão ligado ao Ministério dos Transportes.Ao todo, 13 corporações conseguiram pré-aprovar seus projetos junto ao Fundo, como a Companhia Brasileira de Offshore (CBO), que quer aporte de R$ 280 milhões para incluir em sua frota quatro navios com maior capacidade de carga. Outra gigante do setor, a Log-In Logística Intermodal, cuja acionista Vale detém 31% dos negócios, aplicará R$ 700 milhões na construção de cinco navios este ano, sendo 90% do valor vindo do FMM. O projeto foi apresentado pela empresa em 2007 e a expectativa é de que o financiamento saia em março - a verba a ser utilizada refere-se ao montante do Fundo de 2007.De acordo com a diretora-geral do Departamento do Fundo da Marinha Mercante, Débora de Mello Martins Teixeira, os recursos são formados por taxas de frete originadas da movimentação de cargas de importação, cabotagem e granel líquido no País. "Os projetos chegam para análise do conselho, que designa quem terá prioridade para a obtenção dos recursos. A partir daí, um agente é selecionado para realizar o financiamento."Entre as instituições financeiras habilitadas, estão o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil (BB). A verba é liberada de acordo com a realização de cada projeto, sendo que a aprovação do financiamento pode demorar até um ano, com prazo de pagamento de até 20 anos.Dentro de dois meses, a Log-In deverá definir qual agente intermediará o financiamento do montante de R$ 630 milhões necessários à construção de seus cinco navios. A empresa está em negociação com o BNDES, e diz que a primeira unidade começará a ser construída este mês pelo estaleiro EISA, no Rio de Janeiro.Para o diretor presidente da Log-In, Mauro Oliveira Dias, o transporte marítimo começa a entrar em nova fase no País e, hoje, o importante é que a limitação do crescimento do transporte de contêineres de cabotagem não está mais limitado à oferta, mas à demanda. "Havendo demanda, temos condições de trazer mais capacidade. É o grande marco dos projetos de investimento da Log-In", diz. Em 2008, a Log-In prevê aumentar em 75% sua capacidade de transporte, investindo na substituição do modal rodoviário pelo marítimo.Atualmente, segundo Dias, o Brasil tem 71% das cargas transportadas por rodovias e apenas 19% do total pelo modal aquaviário. Ao se analisar o transporte na costa brasileira, apenas 18% das cargas transacionadas na região utilizam a cabotagem, enquanto 82% das cargas são embarcadas em caminhões. Dias evita fazer projeções sobre a demanda pela navegação de cabotagem, mas lembra que a frota das companhias brasileiras aumentou em conjunto 47,2% ao ano, em média, desde 1999.Parte do plano de incremento da empresa, que prevê até 2010 aumentar sua presença em 500% no setor de transporte, começa já na próxima semana, com a aquisição de dois porta-contêineres pela sua subsidiária Log-In Logistics GMBH. Já o navio da companhia, Log-In Amazônia, construído na Alemanha, vai interligar os principais portos do País ao Mercosul, passando pela Argentina, portos do Sul, Porto de Santos, até o Nordeste. No mês de abril, entra em operação o segundo porta-contêiner, o Log-In Pantanal. Com os dois navios, a capacidade da Log-In irá a 18 mil TEUs (capacidade de transporte por mar) no ano de 2013 - 500% a mais.RebocadoresOutra otimista com a liberação de recursos para novos investimentos é a Tug Brasil, braço do Grupo Libra que, mais tímida, pleiteia cerca de R$ 76 milhões para a construção de seis rebocadores. De acordo com Luis Pinochet, diretor comercial e de Operações da TugBrasil, os novos equipamentos incrementarão consideravelmente os negócios. "Em termos de atividade fazemos um média de 15 mil manobras de assistência aos navios por ano. Com esses rebocadores, poderíamos aumentar em 30% este número", afirma o executivo. A Tug atua em portos nas cidades São Luís, Salvador, Vitória, Rio de Janeiro, Santos, São Sebastião, Paranaguá, Itajaí e no Rio Grande do Sul.CancelamentoA Wilson Sons, um dos grandes players do modal marítimo no País, teve um de seus projetos apresentados ao FMM cancelado este ano, entre outros quatro, de outras empresas. Mas a companhia garante que foi por desistência própria. "A suspensão para a realização de obras de modernização em nosso estaleiro no Guarujá ocorreu por pedido nosso devido a alterações no projeto", garantiu Arnaldo Calbucci Filho, diretor do grupo. "Continuaremos utilizando esse canal de recursos para construir rebocadores e embarcações", disse ele.

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A Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) prevê que o valor das tarifas bancárias continuará subindo em 2008 na média de 70% acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que deve ficar em 4,26% este ano.

Segundo Miguel de Oliveira, vice-presidente da entidade, o pacote anunciado pelo governo no final do ano passado que padroniza e estabelece prazo mínimo de seis meses para reajustes é bem-vindo, mas não impedirá que as instituições realizem ajustes até abril, mês em que deverão passar a adotar as novas regras. "Além disso, é muito provável que os bancos repassem ao consumidor os impactos da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), o que poderá representar mais aumento de tarifas", avalia.

Levantamento feito pelo DCI com base nos dados do Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros da Febraban (Star) mostram que as cobranças variam bastante de banco para banco, dependendo do produto ofertado. "As tarifas não apenas subiram em valor no ano passado como também em quantidade", diz Oliveira. Por isso, ele avalia que a decisão do governo de permitir a cobrança de apenas 20 tarifas de serviços essenciais a partir de abril vem em boa hora. "Mas falta regulamentar também o prazo da cobrança. Alguns cobram em 30 dias, outros em 90, sucessivamente".

Segundo a última pesquisa realizada pela Anefac, as tarifas bancárias aumentaram 21,65% de agosto a novembro do ano passado. O levantamento - que abordou 12 instituições financeiras - mostrou que das 21 principais tarifas analisadas, 16 tiveram reajuste no período, três mantiveram preços e duas tiveram queda.

Entre aquelas que aumentaram, o reajuste foi maior que a inflação no período, que foi de 0,95%, medida pelo IPCA.

Variações

Segundo o levantamento feito com dados da Febraban referentes a dez instituições (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, ABN Amro Real, Unibanco, HSBC, Nossa Caixa e Citibank), as tarifas sobre movimentações de recursos via Transação Eletrônica Disponível (TED) na agência são mais baratas no Bradesco (R$ 13,30), enquanto o ABN Amro Real tem a tarifa mais cara: R$ 14,50. A cobrança se diferencia pouco quando o TED é realizado pela Internet, ficando em R$ 8 na maioria dos bancos analisados, sendo cobrado R$ 7,80 por Itaú e Citibank. Pelo call center, o preço médio é R$ 8, mas o Citibank cobra R$ 9, enquanto Santander e Unibanco, R$ 7,95.

Já para o Documento de Ordem de Crédito (DOC) realizado na agência, o Bradesco também cobra a tarifa mais barata (R$ 13,30), seguido por Banco do Brasil (R$ 13,50), Itaú (R$ 13,50) e Unibanco (R$ 13,50). As mais altas são ABN Amro Real (R$ 14,50) e HSBC (R$ 14,25). Nossa Caixa, Santander, Citibank e Caixa cobram R$ 14. Pela Internet, a maior parte cobra R$ 8, 00, com exceção de Citibank (R$ 7,80), Itaú (R$ 7,80), Santander (R$ 7,95) e Unibanco (R$ 7,95).

O extrato mensal de conta corrente obtido no caixa de agência fica mais barato no HSBC (R$ 2,70), no Banco do Brasil, Bradesco e Itaú (R$ 3). A tarifa mais cara é cobrada pelo Citibank (R$ 5,20), seguido por ABN Amro Real (R$ 4,50) e Unibanco (R$ 4,50). Pela Internet, a maioria dos bancos não cobra pelo serviço, com exceção do Bradesco (que passa a cobrar a partir do segundo extrato no período), e Citibank, que depois do primeiro cobra R$ 5,75. No caixa eletrônico, a cobrança mais cara é do Bradesco (R$ 3), seguido por HSBC (R$ 2,70), Unibanco (R$ 2,20) e Nossa Caixa (R$ 2,10). Banco do Brasil e Caixa cobram R$ 1,50, mas a partir da segunda via. O mesmo ocorre com o Itaú, só que o banco cobra R$ 1,30. Banco Real e Santander cobram R$ 1,40.

Caixa e Banco do Brasil têm as tarifas menores pela manutenção de conta ativa (R$ 8), cobrada mensalmente. A mais cara (R$ 9) é cobrada por Citibank, ABN Amro Real e Unibanco. Para fornecer ou entregar talões de cheque em domicílio, Citibank, HSBC, ABN Amro Real e Unibanco não cobram. A Caixa Econômica Federal tem a tarifa mais cara (R$ 6), seguida por Santander (R$ 5,95), Bradesco e Nossa Caixa (R$ 5,80), Itaú (R$ 5,50) e Banco do Brasil (R$ 5). No caso da emissão de cheques de baixo valor, a maior parte dos bancos não cobra tarifas, com exceção da Caixa, Nossa Caixa e Santander (R$ 0,50), e Unibanco (R$ 0,55).

Na emissão de cartão de débito, metade dos bancos analisados não cobra, enquanto a Caixa chega a pedir R$ 9, Nossa Caixa, R$ 4, Santander, R$ 3,95, Bradesco, R$ 3,60, e HSBC, R$ 3,50.

Na anuidade do cartão de crédito nacional, o único que não tem tarifas, segundo os dados da Febraban, é o Unibanco. HSBC e Citibank não oferecem o serviço. A anuidade mais cara é do Itaú (R$ 64), seguido por Santander (R$ 58), Caixa (R$ 54), Bradesco e Nossa Caixa (R$ 52). As mais baratas são as cobradas por Banco do Brasil (R$ 45) e Real (R$ 48). No caso dos cartões internacionais, a anuidade mais barata é do HSBC (R$ 64), seguida por Banco do Brasil e ABN Amro Real (R$ 72). A mais cara é do Citibank (R$ 96), seguido por Santander (R$ 94).

Nenhum banco cobra cadastro para abertura de conta corrente, com exceção da Caixa Econômica Federal (R$ 15). Para o cadastro de concessão de empréstimo, Banco do Brasil, Caixa, Citibank, HSBC, Real e Unibanco também não cobram tarifa. A mais cara é a do Bradesco, Itaú e Nossa Caixa (R$ 15), e a mais barata, do Santander (R$ 11,40).

A Febraban lembra que os itens listados no Star não representam todos os produtos e serviços oferecidos pelos bancos, mas apenas os mais utilizados por clientes pessoa física.

"Eventuais diferenças entre os preços indicados e os pagos pelos usuários poderão decorrer de diferenças existentes nas características dos produtos", informa a entidade.

Para justificar os aumentos, a Febraban aponta a maior bancarização do País e o fato de as operações bancárias terem aumentado 85% de 2000 a 2006.

Fonte: DCI - 10 JAN 08
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