Terça, 24 Fevereiro 2026
A negociação em andamento entre a Aracruz e a Votorantim Celulose e Papel (VCP) pode significar mais investimentos no terminal de escoamento de celulose que a empresa construirá em São José do Norte. O diretor-presidente da Aracruz, Carlos Aguiar, admite que é viável tecnicamente ampliar a capacidade de movimentação do complexo (1,8 milhão de toneladas por ano), se for necessário transportar também a produção da VCP - esta negocia participação majoritária na Aracruz.
"Essa questão, se houver a aquisição, precisa ser estudada", adianta Aguiar. O dirigente acrescenta que no seu entendimento, implementado o porto de São José do Norte, não haveria impedimentos para trazer ao município a celulose da fábrica que a VCP pretende instalar no Estado. A VCP já anunciou que sua planta deve ser situada em Rio Grande ou Arroio Grande, mas a confirmação da localização estava prevista para o primeiro semestre deste ano e até o momento não foi divulgada.
O projeto atual do terminal de São José do Norte prevê um investimento de R$ 120 milhões e a operação a partir de julho de 2010. O objetivo principal da estrutura é escoar o incremento da produção da Aracruz no Estado. Aguiar esteve ontem em Guaíba participando do lançamento da pedra fundamental de expansão da unidade da Aracruz Celulose.
O evento contou com a participação de vários empresários e políticos. Na estrada, entre Porto Alegre e Guaíba, já podiam ser vistos outdoors informando sobre a ampliação da fábrica da Aracruz. Com a iniciativa, que deve ser concluída até setembro de 2010, a empresa atingirá uma capacidade de produção de celulose de 1,8 milhão de toneladas anuais. A estimativa de investimento é de R$ 4,9 bilhões, o que contempla o aumento da produção de celulose, expansão de base florestal e implantação de um sistema logístico hidroviário. A governadora Yeda Crusius afirma que o investimento da Aracruz significa um novo ciclo de desenvolvimento para o Estado. A governadora compara a importância da confirmação da ampliação da Aracruz com o momento em que se decidiu pela implantação do Pólo Petroquímico no Rio Grande do Sul.
Yeda enfatiza que o governo sustentará o compromisso da segurança jurídica para o empreendimento. "A palavra não será mais medida pelo fio de bigode, mas pelo fio da sobrancelha que não diferencia se a palavra é de homem ou de mulher", discursou no evento a governadora. Ela também citou que o município de Guaíba, que atravessou fases negativas, está entrando agora em uma etapa positiva. Yeda enalteceu o trabalho "democrático e determinado" do secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, no regramento do setor florestal no Rio Grande do Sul. O planejamento prevê o cultivo de eucaliptos em 150 mil hectares e a preservação de mais 100 mil hectares.
O presidente do Conselho de Administração, Carlos Alberto Vieira, relata que a empresa tem a intenção de "criar raízes no Rio Grande do Sul". Segundo ele, o projeto, somado a outros investimentos no setor, poderão tornar o Estado o maior pólo de produção de celulose do Brasil. Indagado sobre a fusão com a VCP, Vieira disse que não podia comentar nada a respeito, porque é um assunto que está sendo discutido entre os acionistas.

Empresa contratará fornecedores gaúchos
Conforme o diretor-presidente da Aracruz, Carlos Aguiar, a companhia tem entre seus objetivos estimular os fornecedores locais. Ele informa que deverão ser desembolsados cerca de US$ 400 milhões em aquisições de equipamentos de empresas gaúchas, no espaço de dois anos. Esse montante foi redimensionado, pois em abril se calculava um investimento de cerca de US$ 300 milhões.
A Aracruz já adquiriu equipamentos da Demuth no valor de US$ 100 milhões. Além da empresa de Portão, Intecnial, Construtora Pelotense, entre outras, também prestarão serviços para a Aracruz. Outro ponto salientado é o número de postos de trabalho que serão criados com a ampliação da unidade de Guaíba. No pico das obras, em 2009, deverão ser gerados em torno de 7 mil empregos. Em parceria com o governo do Estado, a Aracruz deverá treinar 10 mil trabalhadores. Uma novidade, na fase de implantação da nova unidade, será o aproveitamento de mão-de-obra feminina na construção civil. Em toda a cadeia produtiva vinculada à planta de Guaíba, deverão ser gerados aproximadamente 50 mil empregos diretos.
O Rio Grande do Sul também deverá ser beneficiado ainda com a geração de US$ 800 milhões em divisas com exportações. A atividade da Aracruz, depois da ampliação, corresponderá a 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho.
 
Fonte: Jornal do Comércio (RS) - 28 AGO 08
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O Ceará tem pressa em ver assinado o Memorando de Entendimentos (MOU) com a Petrobras. O prazo a contar desde o dia 20 passado é de 120 dias, mas o Governo cearense trabalha com a idéia de concluir tudo antes dos quatro meses. Nesse tempo, as partes negociam, elaboram e pactuam o Termo de Compromisso. É o MOU (Memorandum of Understanding) que cria as condições jurídicas, técnicas e econômicas para a construção da refinaria. A rigor, o protocolo de intenções assinado na semana passada entre Petrobras e Governo foi muito mais um ato político do que técnico. Em todo caso, hoje o cenário é absolutamente favorável ao Ceará, diante do fato de que o modelo de refino proposto é o Premium, com maior produção de diesel e, portanto, permitindo maior redução de nossa dependência externa do produto. O presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, diz que a primeira parte está superada (terreno e infra-estrutura). Ao mesmo tempo, seguem os acertos para as obras dos píeres para entrada de petróleo cru e do calado do porto - maior capacidade para navios maiores. Ou seja, na medida em que a Petrobras precisa da refinaria, a situação se torna mais profissional e menos passional. A implantação da refinaria parece mesmo irreversível. Um eventual retrocesso causaria sérios estragos políticos. Especialistas ouvidos pela Coluna não titubeiam: a única hipótese para uma tragédia seria algo fora de controle que venha a ocorrer cenário energético mundial. Todavia, não convém abrir a guarda. SIDERÚRGICA COM METADE DA ÁREA Com relação à siderúrgica, este sim um investimento 100% privado, o Ceará cumpre a parte que lhe cabe no latifúndio. Já passou para os investidores entre 30% e 40% do terreno da futura indústria. Segundo Balhmann, terras que já eram do Estado. O restante está em processo de desapropriação. O Governo regulariza terras desapropriadas no Complexo Industrial e Portuário do Pecém ainda em 1996, mas que não haviam sido pagas. Balhmann diz que estará pronto na próxima semana. O trabalho acumulado de 12 anos ficou a cargo do Idace. Uma fração das terras pertencia à MPX, de Eike Batista, que já repassou à siderúrgica. SEMIÓTICA É... O Corpo de Bombeiros vai receber R$ 600 mil. O dinheiro vem de emenda ao Orçamento Geral da União de 2008, de autoria do senador Inácio Arruda (R$ 300 mil) e do deputado federal Chico Lopes (R$300 mil), ambos do PC do B. O SEGUNDO A MRV Engenharia e a Magis Incorporações se dizem felizes com o resultado do lançamento do Fortune Residence Club. Palavra do diretor comercial da construtora, Yuri Chain, e do presidente da Magis, Deda Studart. Já agendam o segundo filho do casamento para setembro: o Four Season Club & Condomínio, nas Dunas. METADE Metade das empresas brasileiras deixou de exportar ou perdeu participação no mercado internacional nos últimos 12 meses por causa da valorização do real frente ao dólar. O dado compõe a Sondagem Industrial Especial, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). METADE II A pesquisa informa que as pequenas e médias empresas foram as mais atingidas. Entre as médias, 46% reduziram as vendas externas e 6% deixaram de exportar. Já no mundo das pequenas, 42% reduziram o volume exportado e 4% pararam os embarques por completo. Ouviram 1.564 indústrias, entre 26 de julho e 6 de agosto - 885 pequenas 458 médias e 221 grandes. COCA ONG Depois de Brasília e Maceió, será lançado em Fortaleza, hoje, o projeto "Gestão Socioambiental da Água", uma parceria Nossa/Coca-Cola e o SOS Mata Atlântica. É em defesa dos recursos hídricos e vai monitorar a qualidade da água do rio Maranguapinho.

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A Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar) refugou na manhã de ontem no Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá, dois caminhões carregados com soja podre. A constatação foi feita durante a classificação dos grãos.Obrigatoriamente, todos os caminhões e trens carregados com soja, milho, sorgo, trigo, farelos e óleo de soja (refinado e degomado) que chegam ao Porto de Paranaguá são vistoriados pela Claspar, que mede o grau de impureza e atesta se o produto segue os padrões de qualidade para ser exportado.De acordo com gerente da unidade da Claspar em Paranaguá, César Elias Simão, os dois caminhões que traziam juntos 52.950 quilos de soja, apresentaram problemas. “Colhemos amostras da carga e verificamos que ela tem excesso de impurezas e está misturada com produtos avariados. Quando desconfiamos que haja possibilidade de fraude, a polícia é avisada”, explica Simão.De acordo com a delegada de polícia Maria Joseléia Pigozzi, os donos da carga refugada no pátio vão responder pelo crime de estelionato na forma tentada, ao informarem em nota fiscal que estavam transportando soja limpa, mas na verdade tratava-se de carga adulterada e impura. O Ministério da Agricultura em Paranaguá também foi acionado pela Claspar para definir o destino que será dado ao produto.O controle de qualidade dos grãos exportados pelo Porto de Paranaguá permitiu que desde 2003, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) conseguisse  zerar  as  reclamações recebidas de importadores internacionais sobre a baixa qualidade dos produtos e a diferença do peso das cargas.

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Os problemas enfrentados pela usina AES Uruguaiana com as interrupções do fornecimento de gás natural argentino podem significar novos investimentos em termeletricidade no Rio Grande do Sul. Isso porque uma das hipóteses para solucionar a questão é o deslocamento da unidade, seguido da formação de um novo pólo de geração de energia, com o acréscimo de outras térmicas.
Essa foi uma das idéias levantadas ontem, em Brasília, durante reunião de políticos gaúchos com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O deputado estadual Frederico Antunes (PP) explica que existe a chance de a térmica de Uruguaiana ser transferida para um local próximo à usina de Canoas, a Sepé Tiaraju. Os dois complexos, somados a outro a ser construído pela Petrobras na região, justificariam a implantação de um terminal de gás natural liquefeito (GNL) em Tramandaí, por parte da estatal, para atender à demanda dos três empreendimentos. A estimativa é de que a capacidade de geração desse pólo seria de 1,3 mil MW a 1,5 mil MW (suficiente para atender a mais de um terço da demanda média de energia do Rio Grande do Sul).
Apesar dessa possibilidade, Antunes destaca que a intenção é manter a termelétrica do Grupo AES em Uruguaiana. Para isso, um terminal de GNL teria que ser instalado em Rio Grande ou na Argentina para após o gás chegar por gasodutos até o município da
Fronteira-Oeste. A alternativa menos atraente é a desativação da usina e a transferência do complexo energético para a base de gás natural de Urucu (da Petrobras), localizada na cidade de Coari, perto de Manaus. "Esta é a pior opção para Uruguaiana. Se isso acontecer, vamos assegurar uma compensação pelas perdas de arrecadação de impostos, a exemplo do que já ocorreu em outras cidades", afirma Antunes. Até o fechamento dessa matéria, o deputado tentava conseguir uma audiência com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para descartar essa última hipótese. Antunes espera para as próximas semanas uma definição do governo federal sobre a situação da termelétrica AES Uruguaiana.
O encontro com o ministro Lobão contou ainda com as presenças do senador Sérgio Zambiasi (PTB), do deputado federal Eliseu Padilha (PMDB), do presidente da Sulgás, Artur Lorentz, do presidente do Grupo CEEE, José Francisco Pereira Braga, e do coordenador da assessoria técnica da Secretaria de Infra-estrutura e Logística do Governo do Estado, Edmundo Silva.

Grupo CEEE tem novo presidente a partir de hoje
Toma posse hoje como novo presidente do Grupo CEEE o economista Sérgio Camps de Morais, de 58 anos. Formado na Faculdade de Economia da Universidade Católica de Pernambuco, Camps de Morais teve a sua indicação anunciada, dia 15 de agosto, pelo secretário de Infra-estrutura e Logística, Daniel Andrade. A cerimônia ocorre às 13h30min, na sede da empresa.
Camps ocupava o cargo de diretor de Planejamento e Projetos Especiais, do Grupo CEEE, desde o dia 27 de fevereiro de 2007. Em junho de 2008, passou a integrar o Gabinete de Transição do governo do Estado, instituído pela governadora Yeda Crusius, que além dele, conta com representantes de outros partidos políticos. O objetivo desta iniciativa é reafirmar metas e compromissos de governo, tomando como referência os 12 Programas Estruturantes.
Natural de São Gabriel, Camps trabalhou como técnico em planejamento de sistemas, na Procenge, em Recife; foi economista na Consultores Gerais - Consultoria, Planejamento e Projetos de Engenharia, de São Paulo; morou dez anos em Roma onde atuou em projetos para os países do Terceiro Mundo, junto a ONGs italianas; diretor da empresa Estância Santa Clara do Batovi, em São Gabriel e presidente da Cooperativa Mista Agroindustrial de São Gabriel. É membro do diretório estadual do PPS, desde 2000, e do diretório nacional. Ocupa, também, há quatro anos, o cargo de secretário-geral do PPS do Rio Grande do Sul.
 
Fonte: Jornal do Comércio (RS) - 28 AGO 08
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Aproveitando-se do câmbio baixo e testemunhando o aumento nas vendas do varejo, a indústria de lingerie registrou um crescimento de 27% nas importações entre janeiro e julho. Foram US$ 14,6 milhões, ante US$ 11,4 milhões no mesmo período do ano passado. As exportações, por sua vez, tiveram um incremento de 2,3%. Apesar da variação dez vezes menor que a dos materiais trazidos de fora, as vendas para o exterior ainda garantem uma balança positiva para o setor, que embarcou o equivalente a US$ 21,8 milhões entre janeiro e julho, ante US$ 21,3 milhões em 2007. O aumento nas importações, no entanto, não tem sido o suficiente para inibir o desempenho das fabricantes nacionais. Um mercado interno propenso a fazer compras tem colaborado para boas perspectivas. Segundo o diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel, "a expectativa para o setor é de crescer 10% neste ano, devido à boa fase do varejo nacional". Isso pode elevar o faturamento geral a R$ 5 bilhões em 2008, depois de já ter crescido 13% e chegado a R$ 4,5 bilhões em 2007. Na fabricante de artigos de alto padrão Jogê, 2008 será um ano ainda mais forte. As vendas da empresa devem crescer entre 16% e 18%, depois de um longo período de desempenho tímido, na faixa dos 5%, e um impulso que já teve início em 2007, quando avançou 10%. O dólar fraco abriu uma porta para auxiliar no fornecimento, suprido por uma produção local de 40 mil peças por mês. Embora as importações tenham historicamente uma participação pequena na Jogê, na faixa dos 3%, foram ampliadas para 5% no último ano. Pequenas também crescem Não são apenas as marcas mais famosas que estão se beneficiando do aumento nas compras. A fluminense Belle, por exemplo, aguarda para 2008 alta de 100% em sua receita. O impulso será conseqüência da estratégia aplicada neste ano de expandir sua participação no País. Atuante principalmente no interior do Rio de Janeiro, onde está localizada, e capital, está reforçando agora os negócios em São Paulo e outros estados. Na paulistana Darling, o volume de vendas deve subir das 2,5 milhões de peças que comercializou em 2007, para 2,6 milhões em 2008. Também o crescimento tímido das exportações ou o dólar caro não têm combalido as intenções de investimentos no exterior. Gilberto Romanato, sócio da Universo Íntimo, conta que aguarda um crescimento de 30% para a empresa. "Nossa linha é mais voltada para moda, não competimos muito com os produtos trazidos da China", disse. A empresa acabou de fechar uma parceria com uma grande rede norte-americana, que deverá distribuir seus produtos nas mais de mil lojas que possui no país. A Universo Íntimo começou a fazer exportações no final do ano passado, e calcula que devam representar 30% das vendas até o final de 2008.

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