Terça, 24 Fevereiro 2026
A atual crise internacional não impediu a realização de negócios recentes entre empresas do mercado imobiliário brasileiro e fundos de investimento internacionais, inclusive os ligados a instituições em perigo, como o AIG Investments, que acaba de se associar ao Grupo Advento, de construção e engenharia, controlado pelo empresário Juan Quirós, ex-presidente da Agência de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex Brasil).Junto com o banco Credit Suisse, o fundo comprou 40% de participação no Grupo Advento, injetando investimentos de R$ 80 milhões na empresa. A maior parte deles, correspondente a R$ 60 milhões, foi aplicada na aquisição da construtora Serpal, no início do mês. No período de um ano, mais R$ 20 milhões deverão ser aplicados na expansão das atividades do grupoA injeção de capital visa a ampliar a estrutura do grupo, que prevê abrir capital em um prazo de até três anos. Com os novos sócios, o grupo prevê fechar 2008 com volume de negócios de R$ 580 milhões. Em 2009, a meta é alcançar R$ 770 milhões.Segundo Juan Quirós, que manteve o controle majoritário, com 60% de participação na holding, a crise internacional não irá alterar os planos dos sócios e aponta que novos aportes vem por aí. "No nosso caso, a crise não muda absolutamente nada. O AIG tem uma área imobiliária mundial, que possui sinergia com o grupo Advento. Isso facilitará a nossa inserção internacional", afirma.Segundo o empresário, já há um projeto internacional em estudo, de um grande cliente da área industrial, e que deve ser executado ainda este ano.O grupo também afirma estar de olho em empresas de montagem industrial, com atuação nas áreas de petróleo, gás e mineração e experiência mínima de dez anos nestes setores. "A partir daí, estaremos em todos os segmentos, exceto o residencial, que não é o nosso foco", explica Quirós, que afirma já possuir recursos para o negócio.A aquisição faz parte do planejamento estratégico dos sócios, que prevê a consolidação do grupo em todas as etapas de engenharia e construção, possibilitando a entrega de grandes projetos integrados, modalidade conhecida como turn key (chave na mão).Além da Serpal, o grupo conta com as empresas Vecotec Sistemas de Climatização, Vox Engenharia Elétrica, Hidráulica e Mecânica e Temar Manutenção Integrada e atua nos segmentos industrial, cosmético, farmacêutico, automobilístico, de shopping centers, de papel e celulose, cimento, aço, alimentos e bebidas.InvestidoresAo contrário da seguradora AIG, que precisou ser socorrida pelo governo norte-americano, o AIG Investments vai bem, comprando ativos de empresas.Braço de investimentos do American International Group, o fundo possui 46 escritórios no mundo e atualmente administra US$ 800 bilhões. Recentemente o AIG Investments anunciou a captação de seu novo fundo de US$ 692 milhões para investimentos na América Latina, com foco no Brasil.No País, eles detêm ativos com Gol Linhas Aéreas (aviação), Grupo Sendas (hipermercados), Providência (empresa de não-tecidos) e Mercosul (frigorífico).O Credit Suisse, que não revela quanto investiu no Advento, passou a ser acionista minoritário depois de ter assessorado o grupo nas negociações de compra da Serpal e na busca de investidores.ImobiliárioA história se repete na incorporação e na arquitetura, com dois novos negócios de empresas de capital fechado. Foi anunciada semana passada uma joint venture entre a incorporadora paulistana Lindencorp, do grupo LDI, com o fundo norte-americano Golden Tree InSite Partners, sediado em Nova York, no valor de R$ 400 milhões, e uma parceria entre a Metágora, braço de planejamento e desenvolvimento imobiliário do grupo brasileiro de arquitetura De Fournier, com a Colony Capital LLC, dos Estados Unidos, uma das maiores empresas globais de investimentos no setor imobiliário, responsável pela gestão de quase US$ 40 bilhões de ativos e sócia, pelo mundo, de grupos como Accor e Carrefour.A parceria fechada pela Lindencorp prevê o desenvolvimento de R$ 2 bilhões em lançamentos imobiliários em até cinco anos. Como esta é uma parceria exclusiva, a empresa não deve fechar com nenhum outro fundo neste período. Segundo Eduardo Teixeira, diretor-geral da holding, na parceria fechada com o Golden Tree já existem cerca de seis projetos em avaliação, a serem lançados até o ano que vem, o que pode ser um indicativo de que o valor previsto seja gasto antes do período estabelecido em contrato. "Esperamos que o investimento seja gasto em menos tempo, pois enxergamos várias oportunidades entre este ano e o ano que vem", afirma o diretor.A incorporadora faz parte da holding LDI, que atua nos segmentos de incorporação imobiliária, loteamentos, centros comerciais e construção e já mantém uma joint venture internacional com a Kimco Realty Corporation, dos Estados Unidos.O fundo norte-americano possui um escritório em São Paulo e já injetou R$ 300 milhões este ano na incorporadora Yuni. Criado a partir de uma joint venture entre a Golden Tree Asset Management, empresa de gerenciamento de investimentos, e seis executivos especializados no mercado imobiliário e em finanças, ele é responsável hoje pelo gerenciamento de cerca de US$ 1,1 bilhão em investimentos em todo o mundo, com capital aplicado em empreendimentos residenciais, de varejo, industriais, escritórios, hotéis e projetos mistos.A parceria entre a Metágora e o fundo Colony Capital LLC está dentro da estratégia da empresa de atrair novos investidores ao mercado imobiliário brasileiro, por conta do desaquecimento norte-americano no segmento. O presidente da empresa, Henri Michel De Fournier, já tinha contato com o fundo. "Entre os setores que iremos prospectar estão aqueles em que a Colony tem forte atuação em todo o mundo, como o de hotéis e resorts e o residencial de alto padrão", afirma Anwar Nassar, sócio da Metágora.

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De dez produtos ilegais que saem do Paraguai para o Brasil, nove chegam a Foz do Iguaçu através do rio Paraná. Centenas de portos clandestinos são abertos e abandonados em rápidas ações dos contrabandistas na região. A equipe do Fantástico entrou num dos barcos piratas e mostra essa rota do crime.

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Com a interdição do terminal portuário de Manaus há dois anos, por falta de infra-estrutura, o governo manauara perdeu a oportunidade de participar do crescimento da região no que se dá ao transporte de mercadorias. Esse crescimento foi absorvido pelos portos privados de uso misto, estimulando-os a investir em expansão, como foi o caso de Chibatão, que expandiu 10 vezes a sua retroárea. "Vimos aumento de 38 mil metros quadrados para cerca de 390 mil m² nos últimos quatro anos, em Chibatão. O outro porto, Superterminais, tem cerca de 72 mil m²", disse Norberto Kobelt, diretor da Aliança Navegação e Logística. "O porto público foi construído há 140 anos pelos ingleses e tem um projeto de um novo terminal parado há 20 anos", completou.Kobelt disse não estar satisfeito com a infra-estrutura atual. Isso justifica a queda do número de navios contêineres da Aliança, de 2006 para 2007, de 23 para 21. "O principal problema que encontramos aqui não é diferente do resto do País: é falta de infra-estrutura e de capacidade portuária. Além disso, este ano, tivemos de enfrentar também mais de 40 dias de greve da Receita Federal, que prejudicou seriamente o nosso negócio, porque perdemos muita carga para os outros modais, como o rodo-fluvial", explicou.

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A coreana Hyundai Motor Company assina hoje, em São Paulo, protocolo de intenções para a construção de uma fábrica em Piracicaba. Inicialmente o grupo, sexto maior fabricante de veículos no mundo, vai investir US$ 600 milhões para produzir 100 mil carros por ano, mas o projeto é bem mais ambicioso.Dois anos após o início das operações, previsto para 2011, a empresa pretende montar uma unidade de motores e uma de transmissões para, mais adiante, triplicar a produção. O projeto completo está orçado em US$ 1,6 bilhão (quase R$ 3 bilhões).O dinheiro virá de recursos próprios e de financiamentos que a montadora pretende buscar, em princípio, nas agências externas. "Será nossa entrada na América Latina, inicialmente para abastecer o mercado brasileiro, mas depois vamos exportar para outros países da região", disse ontem ao Estado o vice-presidente da Hyundai Motor, In Seo Kim.Além do investimento direto, um grupo de 20 fornecedores de autopeças coreanas estuda instalar unidades locais, o que resultaria em aportes extras de US$ 250 milhões a US$ 400 milhões. Cinco empresas já confirmaram unidades produtivas para fornecer painéis, peças de estamparia, ar condicionado, pára-choques e bancos.O protocolo será assinado hoje à tarde no Palácio dos Bandeirantes, com a presença do governador José Serra e do presidente de negócios internacionais, vendas domésticas e planejamento da Hyundai, Jae-Kook Choi. Em novembro, na cerimônia de instalação da pedra fundamental, devem participar o presidente da Coréia do Sul Lee Myung-bak, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente mundial do grupo Hyundai, Chung Mong-Koo.O modelo a ser fabricado em Piracicaba é um compacto que está sendo desenvolvido na Coréia especialmente para o mercado latino-americano. Kim só adiantou que haverá versões hatchback e sedã do modelo, que terá motores 1.0 e 1.6 flex. Hoje, custariam a partir de R$ 25 mil. Para a produção de 100 mil veículos ao ano serão contratados 1,5 mil funcionários.O Brasil será o sétimo país a abrigar uma fábrica do grupo, que tem unidades, além da Coréia, nos EUA, China, Índia, Turquia, República Checa e Rússia. "Em 2012, queremos atingir produção de 6 milhões de veículos ao ano, sendo 3 milhões na Coréia e 3 milhões nos demais países", disse Kim.Antes de escolher Piracicaba, os executivos da Hyundai visitaram 35 locais em seis Estados (Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Rio e Bahia, além de São Paulo). "Recebemos várias ofertas de incentivos, mas São Paulo venceu principalmente por causa da infra-estrutura e do parque de fornecedores de peças", afirmou Kim.TERRENOAs obras de construção da fábrica começarão em junho de 2009. O terreno de 130 hectares, que hoje abriga uma plantação de cana, será doado pela Prefeitura, que vai adquiri-lo de particulares. O município também garantiu incentivos fiscais previstos na lei local. Kim explicou que todas as fábricas construídas pela Hyundai, com exceção da unidade da Turquia, têm capacidade para 300 mil veículos ao ano, volume que a companhia considera ideal para uma indústria automobilística ser eficiente.Ele contou que, inicialmente, a idéia era começar com 150 mil unidades ao ano, das quais 100 mil para o mercado interno e o restante para exportação. "Depois resolvemos adiar o projeto de exportação em pelo menos dois anos para que, até lá, alcancemos 60% de índice de nacionalização, o que nos permitirá vender os carros no Mercosul."Inicialmente, entre 50% a 60% das peças serão importadas. Em cinco anos, a montadora pretende atingir 90% de índice de nacionalização.O grupo Caoa, do empresário brasileiro Carlos Alberto de Oliveira Andrade, que já tem uma fábrica com a marca Hyundai em Anápolis (GO), seguirá com seus projetos de montagem do minicaminhão HR e, no próximo ano, do utilitário Tucson."O grupo seguirá também como importador oficial da marca e sua rede de distribuidores poderá vender nossos carros, assim como a nossa rede venderá os dele", disse o vice-presidente da Hyundai. Kim disse que a criação de uma rede própria de concessionários ainda está em negociação.A Hyundai deve produzir este ano mais de 4 milhões de veículos no mundo e, junto com a coligada Kia, emprega 120 mil pessoas.

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O conglomerado americano Sara Lee anunciou ontem que assinou um acordo para adquirir a brasileira Café Moka, localizada na área metropolitana de São Paulo. Os termos do acordo não foram revelados. A transação deve ser concluída em outubro de 2008 e precisará ser aprovada por autoridades brasileiras.A Café Moka, fundada em 1912, é uma empresa familiar e atende a mais de 4 mil clientes no varejo através de um sistema direto de distribuição, e é dona das marcas Jaraguá e Moka. As vendas líquidas totais da empresa em 2007 alcançaram aproximadamente US$ 65 milhões."Com a aquisição da Café Moka, iremos complementar e fortalecer nossa posição no mercado brasileiro de café, principalmente na importante área de São Paulo, onde fica a empresa", afirmou Frank van Oers, diretor executivo do negócio internacional de bebidas da Sara Lee."A empresa tem um sistema muito bem estabelecido de distribuição e vendas diretas para o crescente segmento de comércio de pequeno e médio porte, e tem grandes oportunidades de expansão. A transação também inclui uma fábrica processadora de café verde, que nos dará acesso às lavouras de café de Minas Gerais, principal estado produtor do Brasil, e ajudará a impulsionar ainda mais nosso programa sustentável de café", afirmou ele.No BrasilO Brasil é o maior produtor mundial de café e o segundo maior consumidor do produto. A Sara Lee é líder de mercado no Brasil, e atualmente comercializa cinco marcas: Pilão, Caboclo, Café do Ponto, União e Seleto.A empresa tem em seu portfólio marcas de alimentos, bebidas, produtos para a casa e para cuidados pessoais, incluindo Ambi Pur, Ball Park, Douwe Egberts, Hillshire Farm, Jimmy Dean, Kiwi, Sanex, Sara Lee e Senseo. Coletivamente, essas marcas geram mais de US$ 13 bilhões em vendas líquidas anualmente, cobrindo aproximadamente duzentos países. A empresa norte-americana tem cerca de 44 mil funcionários em todo o mundo.

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