Terça, 24 Fevereiro 2026
Pela primeira vez uma mulher será agraciada com o prêmio do PortoGente. Formada em Economia pela Universidade Federal Fluminense, Agnes Barbeito iniciou carreira profissional na Companhia Vale do Rio Doce e passou por empresas de navegação como Transroll e US Lines do Brasil. Depois, assumiu a diretoria dos Terminais Marítimos Especializados (Termares), de onde saiu para assumir importante papel na direção do Tecondi.

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Trata-se de uma economia forte, com um governo centralizado e poderoso, que não encontrará resistências internas que possam postergar medidas "oportunistas" e imediatas. Em um cenário como o atual, por certo ocupará as lacunas que a economia ocidental deixar vazias. E aí, o “vento amarelo” se fará sentir. Essa sensação aumenta quando se conhece, ainda que de forma digital, a grandiosidade de Xangai. Não falo das muralhas, do exército de terracota ou das invenções chinesas, por se tratarem de fatos remotos, que apesar de significativos, não indicariam no momento a possibilidade de um crescimento vigoroso face a crise atual.Tomei conhecimento da cidade de Xangai por um e-mail recebido. Fiquei impressionado! A curiosidade me levou a buscar pelo Porto de Xangai, hoje o segundo maior porto do mundo. E aí, surpresa de novo!

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“A nossa intenção é que as obras do terminal sejam iniciadas no dia 10 de janeiro e o serviço será feito em seis meses”, comentou o presidente do Porto do Recife, Alexandre Catão. A estatal contratou uma consultoria para fazer um projeto do novo terminal.

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Na lista de empresas não-financeiras que integram o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), principal indicador do mercado acionário brasileiro, quase quatro em cada cinco companhias possuem contratos de derivativos de câmbio em seus balanços mais recentes. Muitos dos casos são swaps de moedas e juros ou contratos de compra e venda futura de dólares, mas alguns envolvem operações mais complexas e arriscadas.
Levantamento indica que 37 das cerca de 50 empresas não-financeiras do Ibovespa mantêm posições abertas com derivativos. A maior parte delas ainda não divulgou o resultado do terceiro trimestre e, nesses casos, o estudo leva em conta as notas explicativas das informações trimestrais encaminhadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) referentes ao encerramento do primeiro semestre.
O dólar saltou de R$ 1,56 no encerramento de julho para cerca de R$ 2,30 no fechamento de quinta-feira, dia em que chegou a flertar com os R$ 2,50 durante os negócios. A valorização de quase 50% da moeda norte-americana em pouco menos de três meses teve início com a deterioração das condições de crédito dos mercados financeiros globais. A forte alta da moeda norte-americana teve reflexos nos instrumentos financeiros contratados por empresas brasileiras e o assunto ganhou relevância depois que Sadia e Aracruz divulgaram, entre o final de setembro e o início de outubro, perdas bilionárias, após suas tesourarias terem montado posições acima do permitido nas políticas financeiras internas.
A Sadia optou por liquidar todos os contratos, com perda de R$ 760 milhões. A Aracruz resolveu manter em aberto as operações com derivativos, que geraram uma perda contábil de R$ 2,1 bilhões no resultado do terceiro trimestre, divulgado no dia 17. Para reduzir o impacto de novas desvalorizações do real, a Aracruz assumiu uma posição comprada em dólar futuro na BM&FBovespa, da ordem de US$ 538 milhões, entre outras medidas. Em 10 de outubro, foi o Grupo Votorantim quem anunciou ter desembolsado R$ 2,2 bilhões para eliminar sua exposição cambial decorrente de operações de swap com verificação em dólar.
Em meados deste mês, circularam informações de que o governo teria uma lista com o nome de 200 empresas com problemas cambiais por terem apostado na baixa da moeda norte-americana. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou a existência de uma relação de nomes de companhias.
De acordo com o professor de derivativos e riscos Alexandre Jorge Chaia, do Ibmec-SP, a dificuldade de se dimensionar os potenciais problemas é que há muitos contratos fechados entre empresas e instituições financeiras no mercado de balcão, ou seja, sem registro na BM&F. Na quinta-feira, o Banco Central anunciou um programa de venda de contratos de swap cambial no valor de até US$ 50 bilhões, dentro da estratégia de reduzir o impacto da crise financeira internacional sobre a economia brasileira, tirando a pressão sobre o dólar.

Entenda o que é
Derivativo é um contrato estabelecido entre duas partes no qual se definem pagamentos futuros baseados no comportamento dos preços de um ativo de mercado (neste caso, a cotação do dólar). Em resumo, podemos dizer que um derivativo é um contrato cujo valor deriva de um outro ativo. O que se denomina por derivativo pode ser negociado em uma série de mercados, dos quais o mais utilizado é o mercado futuro.

Posições caíram mais da metade
em outubro
Do final de setembro para o final de outubro, as posições em derivativos cambiais que trouxeram prejuízos para algumas grandes empresas como Sadia e Aracruz caíram mais da metade no Brasil tanto em número de empresas quanto em valor total em derivativos cambiais, disse o presidente da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), Alfredo Neves Penteado Moraes. "Hoje não tem praticamente nenhuma empresa que seus executivos não tenham dado uma examinada para ver qual seria sua eventual exposição e repassado", declarou.
De acordo com Moraes, "o BC entrou a tempo e na hora no câmbio e deu oportunidade para quem estava excessivamente exposto ir a mercado". Ele explica que "o BC impediu que houvesse uma cotação explosiva e o comprador se dispôs a fazer negócio", disse. Segundo Moraes, a possibilidade de saída foi criada porque a ação do BC recriou nas expectativas a possibilidade de a taxa de câmbio cair, além da de subir. Quem estava em posição comprada em dólar passou a ter a dúvida sobre se vale a pena manter a posição. "É um cenário que favorece que o comprador venda e a pessoa que está vendida, compre", disse.

Medida do Banco Central pode ter reduzido riscos nas operações
Na visão do professor Alexandre Jorge Chaia, do Ibmec-SP, o risco sistêmico que existia no mercado de câmbio foi reduzido depois da ação do BC. Apesar disso, ele acredita que os contratos com derivativos ainda terão efeito financeiro nos resultados das empresas por um tempo razoável, já que a maioria dos instrumentos tem vencimentos que se estendem por 12 meses ou mais, com ajustes mensais de acordo com as oscilações de moeda. "No curto prazo ainda existe o risco de vermos empresas insolventes, que podem, inclusive, acabar desestabilizando alguns bancos", alertou.
Na sexta-feira passada, o Unibanco divulgou que a marcação a mercado das posições de seus clientes nas operações conhecidas como Target Forward, isto é, o valor para a liquidação imediata desses contratos, era de cerca de R$ 200 milhões em 23 de outubro. Nas operações alavancadas, o montante estava em R$ 800 milhões.
Segundo a assessoria do Unibanco, isso significa que na situação hipotética de todos esses clientes serem chamados a zerar suas posições e não tiverem caixa, o banco emprestaria recursos aos clientes e ficaria com uma exposição de crédito a esses tomadores que teria o valor adicional de R$ 1 bilhão no balanço do banco.

Cinco empresas têm maior exposição às flutuações cambiais
Cerca de metade das empresas não-financeiras que têm ações no Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) possui pelo menos um terço de suas dívidas em moeda estrangeira, segundo levantamento da Economática. O estudo leva em conta os dados do encerramento de junho, já que muitas das empresas listadas na bolsa ainda não divulgaram seus números referentes ao terceiro trimestre.
Os dados mostram que Gol (com 94,8% do endividamento em moeda estrangeira), B2W (93,9%), VCP (84,1%), Gerdau (80,8%) e Perdigão (74,5%) são as que apresentam maior exposição às flutuações do câmbio sobre seus empréstimos e financiamentos. Todas elas, exceto a siderúrgica, que não informa com clareza se possui derivativos, têm algum tipo de instrumento financeiro relacionado ao câmbio.

Mantega nega ajuda a companhias
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que o governo não vai socorrer empresas que fizeram operações com derivativos cambiais. O presidente do Bndes, Luciano Coutinho, disse na sexta-feira passada que a instituição pretende ajudar empresas exportadoras que tiveram perdas com derivativos cambiais. Sem dar muitos detalhes, Coutinho explicou que o processo está em discussão.
"O governo não vai salvar nenhuma empresa porque são assuntos privados. As empresas que ousaram no mercado financeiro e no mercado futuro têm de pagar o preço de sua ousadia", afirmou Mantega.
 
Fonte: Jornal do Comércio - 28 OUT 08
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Nova York - Bilhões de dólares em valores de ações simplesmente desapareceram. Bilhões de dólares em forma de poupança evaporaram. Uma grande parcela do dinheiro pago por moradia, do dinheiro economizado para arcar com a educação das crianças, do capital necessário para que uma empresa pague seus funcionários sumiu. Seja um corretor de bolsa de valores ou um cidadão comum, se você tinha dinheiro aplicado num plano de aposentadoria privada 401 (k), num fundo mútuo ou numa poupança para pagar a faculdade de seus filhos, a baixa da bolsa de valores significa que você perdeu uma grande fatia de suas economias num intervalo de poucos meses. Mas se esse dinheiro não está com você, quem ficou com ele? Os grandes investidores de Wall Street? Os xeques do petróleo da Arábia Saudita? O governo da China? Ou o dinheiro simplesmente evaporou?Caso uma pessoa tente averiguar o paradeiro de seu dinheiro desaparecido - descobrir quem ficou com ele, talvez até mesmo exigir sua devolução -, ficará decepcionada ao descobrir, para começar, que esse dinheiro nunca foi real. Robert Shiller, economista da Universidade de Yale, resumiu isso de maneira muito mais direta: a noção de que alguém perde um montão de dinheiro sempre que a bolsa cai é uma “falácia”. Ele esclarece que o preço de uma ação nunca é o mesmo que o dinheiro, mas sim “a suposição mais aproximada” do valor de uma ação. “Nós nos limitamos a registrar um indício do que acreditamos que seja o valor dessa ação na bolsa. É o preço pelo qual as pessoas estão dispostas a negociar hoje - e elas são muito, muito poucas pessoas. Desta forma, nos limitamos a pensar que seja essa a quantia que todo mundo acha que vale.”Shiller utiliza como exemplo um corretor de imóveis que certo dia avalia uma casa em US$ 400.000 e uma semana depois avalia o mesmo imóvel em US$ 350.000. “De certa forma, quando isso acontece, US$ 50.000 acabam de desaparecer. Mas esse valor existe apenas no pensamento.”Em outras ocasiões, no entanto, esses valores somem de verdade, como numa queda no mercado de valores ou numa redução dos preços dos bens. Mesmo que uma ação não seja uma cédula em sua carteira, mesmo que o valor de sua casa não seja algo que possa ser cobrado à vontade, existe a possibilidade de se perder dinheiro. Ou seja, o dinheiro que seria seu para gastar ao vender um imóvel ou para se aposentar com as economias de seu fundo de pensão.Quando se está a poucos meses da aposentadoria ou se pretende vender uma casa para comprar outra menor e pagar os estudos universitários dos filhos, esse “dinheiro potencial” é algo com que se contava. Para quem precisa de dinheiro, principalmente se for de imediato, a perda é bastante real, apesar de não se ajustar exatamente à definição técnica de dinheiro. O problema começa quando a pessoa pensa que esse dinheiro potencial significa o mesmo que o dinheiro em sua carteira ou em sua conta corrente. “Isso é um grande erro”, observa o professor de economia Dale Jorgenson, da Universidade de Harvard.Existe uma diferença clara: apesar de o dinheiro seguramente não sumir, a quantia que poderia ter sido ganha se a casa tivesse sido vendida ou se a aposentadoria tivesse sido sacada um ano atrás certamente poderia desaparecer. “Não é possível desfrutar dos benefícios de seu fundo de aposentadoria se ele desapareceu”, explicou Jorgenson. “Se ele estivesse todo investido em ações e baixado 80%, má sorte! Essa perda é permanente porque esse dinheiro não volta.”

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