Terça, 24 Fevereiro 2026
A portabilidade numérica, que permite ao consumidor trocar de operadora e manter o número do telefone, chega à Grande São Paulo na próxima segunda-feira. Com isso, o serviço passa a estar disponível em todo o território nacional. Quem quiser trocar de prestadora de serviço deve procurar a operadora que vai receber o número, que ficará encarregada da mudança.

O prazo máximo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o número ser portado é de cinco dias úteis. Durante o processo, o consumidor pode ficar até duas horas sem o serviço. A portabilidade só vale dentro de um mesmo código de área e mesmo tipo de serviço. Não é possível, por exemplo, levar um número de São Paulo (código 11) para o Rio de Janeiro (código 21). Também não dá para transferir um número de celular para um telefone fixo.

"São Paulo tem 17% dos usuários de telefonia do Brasil", comentou José Moreira, presidente da ABR Telecom, empresa que conecta as operadoras e torna possível a portabilidade. Os números da ABR Telecom mostram que o uso da portabilidade tem sido tímido. Até 16 de fevereiro, somente 287.983 números haviam sido portados em todo o Brasil, dos quais 35% eram fixos e 65%, móveis. O Brasil tem 41,3 milhões de telefones fixos e 151,9 milhões de móveis. A portabilidade começou a ser oferecida no País em 1º de setembro.

Uma explicação para isso pode ser o fato de grandes mercados só terem sido incluídos recentemente, como é o caso de Campinas (SP), Rio de Janeiro, Brasília e Recife, que entraram este mês. Até o fim de janeiro, somente 58% da população do País tinha acesso à portabilidade.

A resistência de mudar de número é maior na telefonia fixa. Os números da portabilidade mostram isso: 35% dos números portados eram fixos. A telefonia fixa representa somente 21% dos acessos no País.

O analista de sistemas Marcelo Cardoso pesquisou, durante uma semana, as alternativas de mercado, antes de migrar. Morador de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, ele utilizava os serviços da Oi por quatro anos, até que há uma semana resolveu mudar para o serviço da TIM Fixo.

"Antes, a gente não trocava de operadora, principalmente de telefonia fixa, para não perder o número. Agora, posso manter o número e buscar um pacote mais barato", disse ele. Cardoso conta que na Oi cobrava R$ 42,92 por 230 minutos em ligações. Já a TIM ofereceu pacote de 250 minutos por R$ 29. A portabilidade chegou ao Rio de Janeiro no em 9 de fevereiro.

ANIMAÇÃO

A chegada da portabilidade a São Paulo deve aumentar a visibilidade do serviço, pois vai permitir às operadoras pôr na rua as suas campanhas nacionais. "A gente está bastante animado com a chegada da portabilidade a São Paulo", afirmou Maurício Vergani, diretor executivo da Embratel.

Segundo Vergani, 60% dos clientes que atraiu com a portabilidade são residenciais e 40%, corporativos. "É um recurso muito bom para a pequena empresa", disse. "Quanto menor a empresa, mais dependente do número." Ele acredita que, diante da crise, as pessoas e as empresas vão encontrar na portabilidade uma maneira de ajustar seu orçamento com telecomunicações.

Carlos Cipriano, diretor da Vivo para o Estado de São Paulo, disse que a operadora começou a se preparar há dois anos. "Fizemos um esforço para melhorar a qualidade", explicou. Por ser a maior operadora de telefonia móvel do País, com operações em grande parte originadas da privatização da Telebrás, a Vivo era a empresa de telefonia móvel que enfrentava o maior risco com a chegada da portabilidade.

"O saldo que conseguimos é positivo", afirmou Cipriano. Ele conta que, nos últimos 15 dias, os consumidores de São Paulo já buscam se informar nas lojas da operadora. A Vivo criou promoções especiais para o lançamento da portabilidade em São Paulo, que incluem mil minutos mensais gratuitos para chamar outros telefones da Vivo, durante três meses.

"A curva de pedidos de portabilidade vai começar a acelerar", disse Erik Fernandes, diretor de Marketing da Claro. A empresa aposta na portabilidade para crescer. Criou até um site sobre o tema (www.portabilidade.com.br) para esclarecer os consumidores.
 
Fonte: O Estado de S.Paulo
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O arquiteto Mauro Barros saiu da concessionária ontem de carro zero, 10 dias depois de entrar na loja para comprá-lo. Ele é um dos milhares de consumidores que querem aproveitar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos automóveis. “Iria trocar de carro ano passado, mas veio a crise e resolvi esperar. A redução do imposto foi um dos motivos que me fez comprar o carro agora”, explicou. O exemplo mostra que a redução do IPI vem trazendo um resultado positivo para a indústria automobilística. As concessionárias brasileiras já venderam mais carros na primeira quinzena de fevereiro deste ano do que no mesmo período do ano passado, época em que a crise ainda não havia estourado e a indústria vinha batendo recordes de vendas.

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SÃO PAULO – A Embraer informou ontem que promoverá um corte de cerca de 20% do seu efetivo, que soma atualmente 21.362 empregados. As demissões, cerca de 4.200, ocorrerão, principalmente, na mão de obra operacional, administrativa e lideranças, incluindo a eliminação de um nível hierárquico de sua estrutura gerencial.

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BRASÍLIA – Os recentes atos de violência que aconteceram em São Paulo reacenderam as discussões no Congresso sobre a prática de trotes em universidades. Após 14 anos em tramitação na Câmara dos Deputados, o projeto de lei nº 1.023 de 1995, que criminaliza o trote violento, está pronto para ir a votação pelo plenário da Casa, em regime de urgência, dependendo apenas da priorização da Mesa Diretora.

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Ao trabalhar novos negócios com clientes de peso como a CPFL Energia e o Grupo Cosan, líder do setor sucroalcooleiro no País, a Tele Design, que atua na área de telecomunicações e fornece equipamentos para infraestrutura de rede, viu seu faturamento dobrar no ano passado, sendo mantido o otimismo para os negócios este ano.A companhia é uma das empresas do setor de tecnologia da informação (TI) que achou uma maneira de incrementar os negócios, mesmo em tempos de crise, ao migrar para o atendimento a empresas com capilaridade em cidades fora dos grandes centros. Segundo a direção da empresa, o bom desempenho também é refletido devido à vinda de profissionais especializados para a Tele, além de parcerias com fornecedores de tecnologia como 3COM e Websense, e o foco no atendimento de clientes do interior de São Paulo."Em 2009, o target dos negócios na área de redes corporativas são o aumento de serviço de suporte e outsourcing. Neste cenário de crise, vemos oportunidades de ajudar empresas a reduzir o custo operacional e aumentar a qualidade de seus serviços e produtos", destaca o diretor da empresa, Marcelo Pucci, em entrevista exclusiva ao DCI.Com matriz em Campinas e filiais em Santo André (SP) e Belo Horizonte (MG), a empresa tem forte atuação no segmento de TV. A experiência da Tele Design reflete no crescimento de seus clientes, tendo como exemplos os seguintes resultados: 70.000 km de levantamento de campo; 40.000 postes cadastrados; 35.000 km de rede projetados; 16.000 km de rede construídos; 9.800 Pop’’s abordados e 50 sites integrados.Outra empresa do segmento que comemora os resultados em 2008 é a RM Sistemas Campinas, empresa que atua com venda e implantação de projetos de softwares de gestão empresarial, além de prestar serviços de TI e consultoria em negócios. A RM Sistemas registrou crescimento de 64% em taxa de licenciamento de software e 115% em receita de serviços em 2008, com relação ao mesmo período do ano anterior.A diretora de atendimento e relacionamento da RM Sistemas Campinas, Márcia Uehara, está otimista, mesmo com a crise, e espera crescer no mínimo 55% em 2009. Ela atribui o bom resultado e a possibilidade de continuar crescendo este ano pelo fato da empresa atingir um número muito grande de segmentos diversificados como indústria, comércio e serviços."Se algumas empresas que sofreram com a crise não vão investir, a gente imediatamente mira naquelas que precisam ganhar produtividade para poder sobreviver bem à crise, então essas vão comprar", diz. "Agora tem o advento da nota fiscal eletrônica. A gente sabe que tem um grande número de empresas que vão ter que cumprir a obrigação da nota fiscal eletrônica a partir de abril. Depois tem um grande movimento em setembro. Disso não dá pra fugir, então a gente já tem mapeado os clientes que vão precisar", completa.A RM Sistemas que atua há 23 anos no mercado conta com uma carteira de mais de 280 clientes de pequeno, médio e grande porte. Entre os principais estão DPaschoal, Bandag, Alcar Abrasivos, Anglo Campinas, Grupo Bertin, Grupo Equipav, Campneus, Singer, Sucos Del Valle e Unimed Campinas, entre outras. Para 2009, a diretora aponta na manutenção de investimento no atendimento aos clientes com a oferta de soluções que visam revisão e otimização de processos, ações relacionadas à redução de custos e maior produtividade.CapacitaçãoVoltada a soluções personalizadas em desenvolvimento e integração de sistemas e treinamentos de capacitação tecnológica, a Dextra Sistemas teve em 2008 um faturamento 16% superior ao ano anterior. Em 12 meses, a fábrica de software também conquistou mais 14 clientes e aumentou em quase 30% o quadro de colaboradores. O diretor da Dextra Sistemas, Eduardo Coppo, disse que a crise também deve ser sentida na empresa, mas mesmo assim prevê para este ano um faturamento igual ao de 2008.Com relação ao crescimento, o executivo acredita que o crescimento será menor. "A nossa área vem de um aquecimento de vários anos consecutivos. No ano passado a gente mesmo com a crise poderia ter tido um faturamento maior e crescido mais que 16%, nós só não crescemos mais por falta de mão de obra especializada. A gente não prevê nenhuma queda no faturamento, mas a nível de crescimento vai ser bem menor. Se a gente conseguir crescer entre 8% e 10% este ano já vai ser um grande feito", dizA Dextra Sistemas comemorou o primeiro contrato firmado no mercado internacional, após associar-se ao consórcio brasileiro de exportação de software ActMinds no segundo semestre de 2008. Em 2007, o ActMinds faturou mais de R$ 111 milhões. "Nossa iniciativa dentro do ActMinds está muito focada no mercado norte-americano, e por isso prevemos dificuldades adicionais para conseguirmos novos contratos em 2009. A vantagem é que o grupo está bem estruturado; é hora de arregaçar as mangas e buscar um posicionamento no exterior, mostrando que podemos ser uma alternativa de custo melhor para as próprias empresas estrangeiras viabilizarem seus negócios em um momento de crise", explica Eduardo Coppo.Participam do consórcio ActMinds as empresas BluePex, Ci&T, Fitec, HST, IPS, Tele Design, Alimine, Automídia, Compera nTime, Dextra Sistemas, Nextview Technologies, entre outras. Desde a sua criação, o consórcio conta com o apoio integral da ApexBrasil - Agência de Promoção de Exportações e Investimentos - em ações de marketing e vendas no mercado externo.A Hitachi Data Systems Corporation (HDS), especializada em Soluções de Armazenamento, notou a falta de mão-de-obra especializada no mercado de tecnologia e passou a oferecer cursos profissionalizantes em implementação, arquitetura, administração e gerenciamento de armazenamento de dados (storage) . A oferta contará com temas como sistemas operacionais e suítes.

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