Terça, 24 Fevereiro 2026
O governo anunciou ontem medidas de incentivo fiscal ao setor hoteleiro e de estímulo ao turismo interno. Durante reunião do Conselho Nacional de Turismo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a redução de 10% para 5% da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de fechaduras eletrônicas, o que diminui custos do setor, e a depreciação acelerada de móveis, utensílios e máquinas, o que amplia descontos no Imposto de Renda (IRPJ).

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) informou que, com IPI menor, o preço de uma fechadura eletrônica deverá cair de US$ 250 para US$ 170. Já a depreciação acelerada, segundo o presidente da entidade, Eraldo Cruz, possibilitará a redução do IRPJ pago pelo setor. A medida permite que as empresas acumulem créditos de PIS e Cofins à medida em que os equipamentos são usados e os abatam no IRPJ.

Os incentivos só vão valer para investimentos que forem feitos até 31 de dezembro de 2010.

Mantega explicou que equipamentos usados pelo setor hoteleiro, como ar-condicionado e geladeiras, não tinham direito a depreciação acelerada por não serem considerados bens de capital. Com a medida, disse ele, o custo dos investimentos no setor será reduzido.

Os empresários, entretanto, não ficaram totalmente satisfeitos e querem novas medidas de desoneração fiscal. O presidente da Abih disse que o setor quer a redução do IPI sobre bens como geladeiras, televisores e ar-condicionado e a depreciação acelerada de imóveis. ’’’’’’’’Não faz sentido o empresário pagar o mesmo que um consumidor comum por televisões e geladeiras e não é uma vergonha falar que o setor precisa de subsídios’’’’’’’’, afirmou.

VIAGENS

Durante o encontro, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, informou que terá início este mês, em São Paulo e no Distrito Federal, a venda de pacotes turísticos em condições facilitadas para aposentados e pensionistas do INSS. A idéia é incentivar o turismo interno nos meses de baixa temporada. Segundo Marta, 8 milhões de segurados têm condições de utilizar o programa.

Os segurados com mais de 60 anos terão acesso a empréstimos com desconto em folha com taxas de 1% ao mês. O crédito será de no máximo R$ 3 mil e as prestações não poderão comprometer mais que 30% da renda mensal do beneficiário. Os financiamentos serão de 12 meses, com até seis de carência.

’’’’’’’’O nosso cronograma inclui a extensão para mais oito capitais a partir de março e a todas as capitais até o fim de 2008’’’’’’’’, disse Marta. Os empréstimos serão operados pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. Os recursos iniciais, de R$ 50 milhões, são do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Informações sobre a compra de pacotes podem ser obtidas pelo site www.viajamais.com.br ou pelo telefone 0800-7707202.

Fonte: O estado de S. Paulo - 05 SET 2007
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A central de distribuição começaria com a capacidade de armazenar 20 mil novos veículos. Já a planta industrial representaria um investimento de US$ 1,5 bilhão e teria a sua produção voltada ao mercado interno e também à exportação para os Estados Unidos.

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Para quem não sabe, essa famosa e repetida sigla significa Código Internacional de Proteção de Embarcações e Instalações Portuárias. O órgão responsável pela elaboração desse termo foi a Organização Marítima Internacional (IMO), que tinha como objetivo exclusivo impedir novas ações terroristas nos Estados Unidos e em todas as outras nações do mundo, além de preservar e garantir a segurança de qualquer carga com destino ao território estadunidense. O texto de 2002 da IMO prevê medidas de proteção para portos, navios e cargas nos 162 países que integram a entidade.

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As empresas brasileiras deixam de ganhar US$ 40 bilhões por ano em decorrência dos custos elevados e da precariedade da infra-estrutura de transporte e logística no País. A estimativa é do Centro de Estudos em Logística (CEL) do Coppead/UFRJ. O dado faz parte de estudos que serão apresentados hoje, durante evento organizado por um grupo de dez entidades do setor.Para essas entidades, os investimentos previstos pelo governo na infra-estrutura são insuficientes e, mantido o programa atualmente previsto, a economia do País não terá condições de crescer, de forma sustentada, acima de 4% ao ano nos próximos anos.’’Estamos à beira de um apagão logístico. O Brasil não tem condições de crescer de forma sustentada. Esse apagão não ocorreu antes apenas porque o País não cresceu tanto quanto poderia. Há uma seqüência de falhas que precisa ser abordada’’, disse, ao Estado, o presidente do Conselho Consultivo da 2ª Conferência Nacional de Infra-estrutura Logística, Robert Caracik Jr. O evento transcorre hoje, em São Paulo.O professor do Coppead/UFRJ Paulo Fleury explica que, nos Estados Unidos, o custo da logística representa 8% do Produto Interno Bruto (PIB). No Brasil, é de 12% do PIB. A diferença de quatro pontos porcentuais equivale a US$ 40 bilhões por ano. ’’Custos mais altos representam perdas e, se você gasta mais, está sendo menos competitivo’’, diz Fleury.Esse gasto adicional é conseqüência de deficiências na infra-estrutura brasileira e também do fato de que nos Estados Unidos o peso do transporte rodoviário é de 26%, inferior à participação no Brasil, que chega a 55%.Além de apresentar dados setoriais, as entidades pretendem cobrar um balanço do que tem sido feito em infra-estrutura no País e deverão apontar falhas do Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT).ACANHADOSegundo Caracik Jr., o plano, que prevê investimentos anuais até 2023, projeta um País com PIB de R$ 3,566 trilhões ao fim desse período, o que representaria um crescimento médio anual abaixo de 2% ao ano para a economia. ’’Acho que aqui está a maior falha. Estamos projetando um país muito pequeno. Parece que todo esse plano é muito acanhado. O número do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), de 5% ao ano, não bate com esse número’’, diz.Levantamento da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (MTC&Logística) mostra que os investimentos previstos pelo PNLT de 2008 a 2023 somam R$ 172,4 bilhões, ou R$ 9,6 bilhões ao ano, e projeta que a necessidade seria de R$ 46,6 bilhões anuais.Os investimentos previstos representam 23% do que seria necessário. ’’Os valores já avançaram, mas ainda não são suficientes’’, afirma o superintendente da NTC, Neuto Gonçalves dos Reis.AVIÕES E TRENSNo mesmo documento, a entidade justifica a ampliação dos investimentos no País: ’’No caso do apagão aéreo, a deficiência de infra-estrutura levou o governo a combater a crise reprimindo a demanda por esse serviço. No caso mais geral do transporte de cargas, essa contenção pode significar reprimir o crescimento do PIB’’, diz o texto.A avaliação do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) também cita o problema. Segundo a entidade, ’’a tragédia que se abateu sobre o modal aéreo ocorre todos os dias nas estradas brasileiras’’.Já o setor de transporte ferroviário defenderá a eliminação dos gargalos existentes na malha atual e a solução das invasões de famílias nas áreas de segurança junto às margens das ferrovias, conta o diretor executivo da Associação Nacional de Transportes Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça. Segundo ele, há hoje 200 mil famílias no País nessas condições.FRASE’’Estamos à beira de um apagão logístico. O Brasil não tem condições decrescer de forma sustentada. Esse apagão não ocorreu antes apenas porque o País não cresceu tanto quanto poderia. Há uma seqüência de falhas que precisa ser abordada’’Robert Caracik Jr.Presidente do Conselho Consultivo da 2ª Conferência Nacional de Infra-estrutura Logística Fonte: O Estado de S.Paulo - 04 SET 07

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Um comboio de três caminhões carregados com 30 toneladas de açúcar, cada um, saiu às 6 horas da manhã de ontem de Araraquara para o Porto de Santos. Já acostumados com os congestionamentos na Avenida dos Bandeirantes - trecho de 8 quilômetros que cruza a capital paulista rumo à Baixada Santista -, os motoristas programavam a chegada para as 11 horas da manhã. ’’É um absurdo levarmos quase 6 horas para rodar 270 quilômetros’’, diz William Almeida, de 30 anos, 9 deles nas estradas do País.Ontem, porém, o tempo calculado pelos motoristas até o destino teve de ser dilatado ainda mais. Ao chegar à cidade de São Paulo, além do congestionamento, o motorista Ocimar Antônio de Freitas, de 37 anos, descobriu que uma roda do veículo havia quebrado. ’’Culpa da maldita buraqueira.’’ Às 11 horas, os três caminhões pararam na pista direita.Técnicos do Centro de Engenharia de Tráfego (CET) acionaram guinchos, mas o tamanho dos veículos não permitiu removê-los do local. Foram necessárias 3 horas e muito esforço do trio de caminhoneiros e dos técnicos da CET para trocar a roda. Às 14 horas, seguiram à Baixada Santista, deixando um rastro de quilômetros de (mais) congestionamentos na Avenida dos Bandeirantes. A via é a principal ligação entre a Marginal Pinheiros e as Rodovias Anchieta e Imigrantes, que levam ao Porto de Santos, responsável por 26% do comércio exterior do País. ’’Todas as carretas que entram e saem de São Paulo passam por aqui’’, diz o técnico de tráfego da CET Wander Costa.Um caminhão parado em qualquer das vias provoca de 6 a 7 quilômetros de lentidão. ’’Já é a segunda ocorrência do dia por aqui’’, diz o técnico de tráfego Otávio Ferrari Neto. Segundo ele, além dos veículos quebrados, as más condições do asfalto colaboram para os engarrafamentos. ’’O asfalto está totalmente ondulado por causa do excesso de peso, o que prejudica o tráfego e estraga os caminhões.’’Para os caminhoneiros, resta enfrentar outras horas de congestionamento na volta para casa. No fim da tarde, atravessar os pouco mais de 8 quilômetros da avenida pode levar até 3 horas. ’’No domingo, fiz o mesmo trecho em apenas 20 minutos’’, conta Almeida, resignado, antes de seguir viagem.

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