O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou ontem duramente setores do Ministério Público que, segundo ele, fazem investigações sigilosas. De acordo com Mendes, investigações conduzidas sigilosamente por integrantes do Ministério Público e “inquéritos na gaveta” de procuradores são “incompatíveis com as regras mínimas de segurança jurídica e do Estado Democrático de Direito” e não dão certo.Gilmar Mendes explicou que o STF já julgou e atendeu a pedidos de pessoas que ficaram sabendo pelos jornais que estavam sendo investigadas pelo Ministério Público.O ministro disse que, em breve, o Supremo vai decidir se o Ministério Público pode fazer investigação por conta própria ou se tem de atuar em parceria com a polícia. No caso de a prática ser autorizada, é necessário que seja detalhada a atuação do integrante do Ministério Público nas apurações e que essas investigações se façam “à luz do dia”, afirmou .“Quando eu tenho um inquérito policial, publica-se que há um inquérito policial. E a partir daí a pessoa sabe que é investigada, é intimada e tem direito inclusive a vista dos elementos que lá estão”, disse Mendes. “Agora, quando se diz que há uma investigação que corre no Ministério Público, quem sabe como se faz essa investigação ou quais são as medidas? Na verdade, parece uma investigação secreta e a gente sabe que investigação secreta não dá certo e não é compatível com o Estado de Direito”, acrescentou.SEGURANÇAMendes fez as críticas ao Ministério Público durante seminário promovido ontem na Câmara dos Deputados sobre segurança pública. Em sua palestra, o presidente do Supremo defendeu que as autoridades atuem de forma conjunta para tentar combater o problema da segurança pública, inclusive por meio de uma cooperação entre o governo federal e os estaduais.“As pessoas não têm mais o direito de sair à rua, de fazer coisas prosaicas, por conta do quadro de insegurança instaurado”, disse.“Muitas vezes nos perdemos no debate sobre se determinada função é da Polícia Civil ou Militar”, observou. Segundo ele, todas as forças deveriam ser usadas para tentar combater o problema da insegurança.O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, afirmou ontem, durante encontro da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, em Salvador, que não ouviu as críticas de Gilmar Mendes. Limitou-se a dizer que o Ministério Público “não trata o trabalho como investigação secreta”.
A Unilever vai investir R$ 85 milhões na ampliação da sua fábrica de Igarassu, na Zona Norte da Região Metropolitana do Recife. A empresa vai dobrar a produção do sabão em pó Ala e vai passar a fabricar localmente as marcas Omo, Surf e Brilhante. “A unidade pernambucana se tornará a terceira maior fábrica de sabão em pó na América Latina”, disse o vice-presidente de assuntos corporativos da Unilever Brasil, Luiz Carlos Dutra.
Um caminhão cegonha entalou sob a passarela que fica em frente ao Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, na noite desta quarta-feira (26). Três carros que eram transportados caíram na Avenida Washington Luís. O caminhão seguia para São Bernardo do Campo, no ABC, com dez carros. Como estava alto demais, acabou preso na passarela – a carga não conseguiu passar pelo obstáculo. O carro que bateu na passarela ficou sobre a carreta. Mas ele empurrou os que estavam atrás. Três acabaram caindo na avenida e um ficou pendurado. Por sorte, os carros não atingiram nenhum pedestre, nem outros veículos. O motorista, que trabalha há 20 anos com carretas, tentou explicar o que aconteceu e não escondeu a preocupação. Ele levou cinco pontos na carteira, e a empresa vai ter que pagar uma multa de R$ 127 por excesso de altura. A avenida ficou parcialmente interditada por quase duas horas, e o trânsito ficou complicado no local.
O Brasil, atualmente o quinto país mais populoso do mundo com 189,6 milhões de habitantes, cairá para o oitavo lugar em 2050, quando terá 215,3 milhões devido à redução do ritmo de crescimento e a que o número de habitantes começará a diminuir a partir de 2040.
A crise deflagrada pela ameaça de calote do governo do Equador no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começa a dar sinais de distensão. Ontem, no mesmo dia em que a diplomacia brasileira pediu que o tema deixe de ser tratado como calote, o ministro de Setores Estratégicos do Equador, Galo Borja, confirmou que o país continuará a honrar a dívida de US$ 243 milhões contraída junto ao banco de fomento até uma decisão da corte arbitral de Paris.