Terça, 24 Fevereiro 2026
As pancadas de chuva que atingiram toda a capital paulista castigaram principalmente a Zona Norte na tarde desta terça-feira (2), deixando ruas e casas alagadas e pessoas e carros ilhados em alguns bairros da região.

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As técnicas são criativas e, a olhos mais conservadores, podem parecer experimentais demais. Existe na Itália uma escola onde crianças de quatro anos criam por conta própria as regras de um jogo com base em elementos estipulados pelo professor. Neles, expressam o que aprenderam por meio de pintura e dança. Em Portugal, os melhores resultados do ensino fundamental vêm de uma escola sem paredes, sem séries definidas. Um lugar onde os alunos participam da discussão do que vão aprender naquele ano e decidem quando estão prontos para serem testados. Nos EUA, jovens e adultos, semi-analfabetos, aperfeiçoam a leitura e a escrita embalados por poemas.Esses e outros modelos criados em Portugal, Itália, EUA, Cuba e Brasil serão discutidos no 1º Encontro Internacional de Arte e Analfabetismo Funcional, que começa hoje no Palácio Gustavo Capanema, no Rio. Organizado pelo Casa Daros, centro de arte latino-americana em construção na cidade, o seminário é uma tentativa de discutir no Brasil os caminhos para diminuir os índices de analfabetimo funcional. Existem hoje no País 29,9 milhões de pessoas com mais de 15 anos que têm menos de quatro anos de estudo. São classificadas pelo IBGE e pelo Ministério da Educação como analfabetos funcionais - não conseguem interpretar o que lêem nem escrever o que pensam. “Essa limitação impede que a pessoa possa continuar aprendendo e que crie um espaço de ação na sociedade”, define o cubano Eugenio Valdés Figueroa, diretor de arte e educação da Casa Daros. “A arte treina a curiosidade natural da criança. Ela transforma a pessoa em criador em qualquer situação de vida”, afirma. Com essa idéia, ele e Bia Jabor, também da Casa Daros, montaram o seminário chamando representantes de projetos experimentais de vários países.“Buscamos projetos que têm um longo período de trabalho, com bons resultados e com metodologia”, explica Bia. Da Itália, vem a Reggio Emilia. Dos EUA, o Arts Literacy. De Portugal, a Escola da Ponte. Da Bahia, o Projeto Axé. Da Colômbia, o Lugar a Dudas. Cada projeto tem trajetória e método muito particulares. “Nenhum método se aplica integralmente a dois lugares diferentes”, defende o português José Pacheco, que criou há 32 anos a Escola da Ponte na pequena cidade de Vila das Aves, no norte de Portugal. “Há escolas brasileiras que se inspiram no que é feito na nossa escola. Mas não são clonagens, e sim adaptações locais”, diz. É o caso da Escola Municipal Desembargador Amorim Lima, em São Paulo, que, assim como a irmã portuguesa, demoliu as paredes das salas de aula. Pacheco ajudou a criar um método radical. “Não temos séries, turmas, provas e todas estas inutilidades”, explica. “O que temos lá na verdade é uma escola que rompeu completamente com o modelo tradicional. O que aconteceu na Ponte a partir de 1976 foi a transformação de uma escola miserável, que nem banheiro tinha, na escola que obtém os melhores resultados em português e matemática nas provas em Portugal”, comemora. A Escola da Ponte, com cerca de 250 alunos a partir de 5 anos de idade, é mantida com recursos do governo, mas tem autonomia total.CRIANÇA X CURRÍCULOAssim como a escola portuguesa, a Reggio Emilia, no norte da Itália, também nasceu em uma situação de crise. Com o final da 2ª Guerra, em 1946, um grupo de mães construiu e organizou uma nova escola para os filhos. Tiveram ajuda do pedagogo Loris Malaguzzi. Menos de 20 anos depois, a pedagogia da Reggio Emilia foi aplicada pela prefeitura a todas as escolas de nível básico da cidade.A Reggio Emilia, que hoje atende a quase 4 mil crianças de 0 a 6 anos em unidades diferentes, defende uma pedagogia que dê mais atenção para a criança do que para os temas do currículo escolar. “Nosso objetivo é desenvolver as várias linguagens da criança”, diz o texto que apresenta a Reggio para o seminário. Sem deixar que as crianças façam só o que bem entenderem. O método se expandiu tanto que hoje na cidade existem formas diferentes de administração da escola: rede pública, privada e cooperativa de pais. “Neste modelo da Itália, a criança participa da decisão do que vai aprender. Cabe ao professor estruturar essa curiosidade”, explica Figueroa. O resultado são trabalhos de arte bem elaborados pelas crianças. “Elas trabalham com luz, sombra e com pinturas em grandes áreas de tecido”, conta Bia Jabor.O seminário pretende revelar todos os pontos de contato entre educação e arte. Figueroa defende que o uso da arte nas escolas pode ir muito além das aulas da pré-escola. “A arte pode recuperar a curiosidade que mataram em nós pela educação tradicional”, diz.

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Brasília - O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, afirmou hoje que a meta de exportações para 2008 de US$ 202 bilhões pode não ser atingida, em razão dos efeitos da crise internacional e outros fatores não esperados, como a paralisação das operações no Porto de Itajaí, em Santa Catarina. "Ainda esperamos que haja um bom desempenho para este ano. Eu acredito que vai chegar a US$ 200 bilhões", disse, em entrevista coletiva à imprensa sobre os dados da balança comercial de novembro.

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A Vale anunciou na sexta-feira que fechou o contrato de aquisição da Petroleum Geoscience Technology Ltda (PGT), empresa especializada em exploração e produção de petróleo e gás. "A aquisição da PGT está alinhada à estratégia da Vale de investir na produção própria de gás natural para suprir suas operações no Brasil e no exterior, que apresentam grande demanda por este insumo energético", informou a companhia em nota oficial encaminhada à imprensa. O valor total da aquisição é R$ 15 milhões, a ser pago em parcelas anuais até 2013."Estamos adquirindo mais conhecimento em exploração de gás natural e petróleo. O objetivo é ampliar as opções de geração energética na Vale", afirmou o diretor executivo de Não Ferrosos e Energia, Tito Martins. Criada em 2003, a empresa passará a se chamar Vale Exploração e Produção de Gás Natural - E&P e ficará ligada ao Departamento de Energia.Desde 2007, a Vale vem investindo em participações em consórcios para exploração de gás natural nas bacias sedimentares brasileiras. A empresa já construiu um portfólio composto por 15 blocos.Na 9ª rodada de licitações da ANP, realizada em novembro de 2007, a Vale adquiriu direitos de exploração sobre blocos nas bacias de Santos, Pará- Maranhão e Parnaíba.Além desses blocos licitados na 9ª rodada, o portfólio comporta ainda participações adquiridas de outras empresas do setor nas bacias de Santos e Espírito Santo.No começo de outubro, a companhia, em mais um movimento para ampliar sua participação no setor de petróleo, comprou 17,5% do bloco exploratório BM-ES-28, na Bacia do Espírito Santo, que representou a terceira aquisição da companhia este ano, após a estréia na 9ª rodada. Duas operações foram feitas com a anglo-holandesa Shell, com quem a Vale assinou acordo de cooperação em meados de 2007.A compra de parte do BM-ES-28 foi aprovada pela diretoria da ANP em reunião interna. A fatia pertencia à Shell, que permanece como operadora do projeto. Em março, a Vale já havia comprado 50% da multinacional no bloco BM-ES-27, também no litoral capixaba.Em nenhum dos blocos a Vale desempenha o papel de operador responsável pela condução das atividades.Sua participação varia entre 10% e 50% e a seleção dos blocos-alvo foi feita com base no seu potencial para a produção de gás natural.De acordo com a mineradora, os sócios diretores da PGT permanecerão na empresa e ajudarão a implantar e conduzir os processos exploratórios.

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O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse que não há sinal melhor para evitar a recessão, neste momento de crise, do que aperfeiçoar o sistema tributário nacional. Segundo ele, a reforma tributária reduz impostos e melhora o ambiente de operações das empresas. "O Brasil continua tendo condições de fazer a reforma tributária, porque vem crescendo. Agora, na perspectiva de uma desaceleração da economia, o Brasil emitir sinais concretos de que nós estamos dispostos a melhorar o ambiente de operação das empresas", afirmou Monteiro Neto.

Na avaliação dele, a redução do IOF, por exemplo, significa reduzir custos. "O IOF está no custo das operações financeiras das empresas, e precisamos reduzir o juro na ponta", afirmou. Ao sair de uma audiência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente da CNI foi questionado se, neste momento de crise, a redução dos juros não seria melhor do que a reforma tributária. Respondeu que uma coisa não exclui a outra. Disse que, apesar de só se falar em redução dos juros básicos, é preciso que se reduza o custo das operações financeiras na ponta.

Ele defendeu a redução dos spreads cobrados pelos bancos públicos como forma de se diminuir o juro cobrado na ponta. "Os bancos públicos precisam desempenhar um papel neste momento no sentido de reduzir spreads, porque não é possível que, em uma hora de crise, até os bancos públicos queiram aumentar juros na ponta. Isso reclama uma ação coordenada e firme do governo", afirmou Monteiro Neto.

Segundo o presidente da CNI, a melhor forma de o Banco do Brasil recuperar sua participação no mercado é reduzir os juros. "Ao reduzir os juros, o BB tem, em tese, maior apelo para seus clientes e induz uma maior participação dele no mercado".
Na quarta-feira, o BB anunciou a redução das taxas de juros de algumas modalidades de crédito para pessoas físicas e jurídicas, como na Conta Garantida, desconto de títulos, operações de capital de giro, adiantamento de crédito ao lojista e cartões de crédito. E o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, informou ao Congresso que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou os bancos públicos a adotarem o papel de liderança na ampliação da oferta de crédito e redução do custo dos empréstimos.

Resistência às mudanças é política, diz Bernard Appy
Apesar da pressão da oposição para adiar a votação da reforma tributária para março de 2009, o governo continua disposto a votar a proposta ainda neste ano, afirmou o secretário extraordinário para Reformas Econômico-fiscais, Bernard Appy. Segundo ele, existe consenso em relação aos principais pontos técnicos do texto, mas as resistências têm surgido por conta da politização dos debates. "O entrave é mais político do que federativo. A oposição tem questionado todas as questões da reforma, mesmo as já pacificadas", criticou.

De acordo com Appy, a maior dificuldade surgida foi a proposta encabeçada por São Paulo de manter 4% da arrecadação do ICMS nos estados de origem da mercadoria. No início da discussão, havia um consenso em torno de uma faixa de 2%, para contemplar os estados que queriam a alíquota de 4% e os que não queriam alíquota nenhuma.

O secretário, no entanto, evitou criar polêmica com o governador paulista, José Serra. "Para São Paulo, a reivindicação de manter 4% da alíquota do ICMS é legítima, até porque divergências entre estados são inevitáveis. O que condeno é o uso político das discussões", afirmou.

Appy informou que o governo está disposto também a redefinir o índice que corrigirá o Fundo de Equalização (FER), avaliado em R$ 8 bilhões e destinado a repor as perdas de arrecadação dos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste com a reforma. Ficou acertada uma reunião entre os secretários estaduais de Fazenda com o Ministério da Fazenda para definir a redação final do FER na proposta.

O relator da reforma tributária na comissão especial da Câmara, deputado Sandro Mabel (PR-GO), ressaltou que a votação em plenário poderá ficar tensa caso seja apresentado um destaque elevando para 4% a parcela do ICMS na origem. Por se tratar de uma proposta que altera a constituição, a reforma precisa de três quintos dos votos dos deputados em dois turnos para ser aprovada na Câmara.

Lula reúne governadores do Nordeste para discutir pontos do projeto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne na próxima terça-feira, em Recife (PE), todos os governadores do Nordeste para apresentar as perspectivas econômicas sob a análise do governo federal para 2009. Ontem, Lula recebeu os governadores de Sergipe, Marcelo Déda (PT), e de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). As preocupações com as medidas contidas na proposta de reforma tributária ocuparam boa parte da conversa com o presidente da República. Déda e Campos estiveram com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar do mesmo assunto.
No Nordeste, há divergências sobre vários temas contidos na reforma, como a cobrança do ICMS. Para os governadores de Pernambuco e Ceará, o ideal é que a cobrança ocorra apenas no destino do produto. Já os demais governadores pensam de maneira diferente. "O Nordeste não é um só. São nove realidades bem diferentes", disse o governador de Sergipe. No entanto, Déda afirmou que há uma certeza em relação às negociações: todos terão de contribuir e fazer sacrifícios. O recado foi direto para o governador de São Paulo, José Serra. "São Paulo precisa entender que o desafio de equilibrar o País passa por sacrifícios", falou.
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