SÃO PAULO - Depois que seu balcão de negócios foi absorvido pela parceria entre a Nossa Caixa e a seguradora Mapfre, a Companhia de Seguros do Estado de São Paulo (Cosesp) confirma que irá encerrar as atividades.A informação é do secretário de Fazenda do estado, Mauro Ricardo Machado Costa. Segundo ele, devido à absorção dos negócios, a Cosesp "entrou em processo de liquidação". De acordo com lei publicada hoje no Diário Oficial, o Poder Executivo está autorizado a deliberar sobre a liquidação e extinção da Cosesp. Segundo Mauro Ricardo, dessa forma, o governo já pode "encerrar de vez" as atividades da Cosesp.O secretário informou ainda que "as pessoas que estão lá na Cosesp que têm afinidade em relação aos assuntos que serão tratados na Nossa Caixa Desenvolvimento poderão vir a ser absorvidas". A instituição citada é uma agência de fomento criada pelo governo do estado depois da venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil.Costa evitou estimar quantos funcionários serão absorvidos pela agência, explicando apenas que a Nossa Caixa Desenvolvimento terá um quadro de cerca de 50 pessoas, enquanto a Cosesp tem atualmente 60 funcionários. "É limitada essa quantidade de pessoas", apontou. O secretário estava acompanhado do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que acrescentou que "a maioria deve ser absorvida pela agência", disse Mauro Ricardo.AquisiçãoA lei que autorizou a extinção da Cosesp, a Lei nº 13.286, também autoriza a venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil. Na lei, estão incluídas várias garantias de manutenção de empregos, dos direitos dos funcionários e de continuidade da operação das agências em cidades hoje atendidas pela Nossa Caixa. Durante cinco anos, a contar da transferência do controle do banco, o BB permanecerá na condição de agente financeiro do Tesouro do estado. Também deverão ser mantidas as operações de vários programas sociais patrocinados pelo banco estatal paulista. As autarquias estaduais que detêm ações da Nossa Caixa também foram autorizadas a aliená-las no processo de oferta pública a ser realizado pelo Banco do Brasil. O BB deverá ainda assumir a administração dos depósitos vinculados à justiça comum de São Paulo, mantidas as atuais condições pactuadas.
O iraniano Amir Kassaei, que comanda a área de criação da rede de agências DDB na Alemanha, tem um currículo de fazer inveja a qualquer publicitário: são mais de 1.200 prêmios acumulados, entre eles vários Leões no Festival de Cannes. Foi eleito este ano, pelo Big Won Report - uma espécie de ranking da publicidade global -, um dos três melhores diretores de criação do mundo. E é considerado, embora não toque no assunto, um dos principais candidatos ao cargo de diretor criativo mundial do grupo - posto que foi anteriormente ocupado pelo hoje presidente da DDB, Bob Scarpelli. Apesar de todo o sucesso, enfrenta agora o desafio de convencer clientes, com cada vez menos recursos para investir em propaganda, da importância da criatividade. "A crise é também uma grande oportunidade para nós, criadores, porque ela anunciará o fim do pensamento e da gestão dirigidos para o mercado." Entre as tarefas de Kassaei na DDB Alemanha está o treinamento de jovens talentos para o grupo. Uma dupla de brasileiros, Ricardo Wolff e Gabriel Mattar, está entre os profissionais que estão sendo treinados pelo iraniano. Nas palavras dos brasileiros, Kassaei é um profissional direto no trato e de poucas palavras. Mas sempre disposto a estimular a criatividade dos seus comandados. Kassaei deu a seguinte entrevista, por e-mail, ao Estado:O mundo enfrenta hoje uma crise global de proporções nunca vistas. Como o setor de propaganda, em geral, e sua rede de agências, em particular, enfrenta o momento?Acho que o principal em tempos de crise é ter a certeza de que os que tiverem coragem e vontade para se aferrar à sua estratégia e seu foco em qualidade e essência, e não no ativismo de curto prazo, serão bem-sucedidos. A crise também é uma grande oportunidade para nós, criadores, porque ela anunciará o fim do pensamento e da gestão dirigidos para o mercado. No futuro, longevidade, inovação e qualidade contarão novamente.Para onde caminha o negócio da publicidade ? Não está tudo muito igual, repetitivo e pulverizado? Como chamar a atenção em meio a tanta oferta ?Atualmente, somente a informação relevante funciona, e somente marcas e companhias que dão orientação serão bem-sucedidas. Isso porque as pessoas não querem que lhes digam o que elas devem comprar. Querem decidir por si mesmas o que é bom e o que é ruim. O talento que caracteriza a publicidade criativa é, e será, ver os problemas de comunicação do cliente de um ângulo diferente e encontrar uma solução surpreendente.Há diferenças na forma de fazer propaganda na Alemanha, Estados Unidos, Brasil ou Irã, sua terra natal?Não. Nós estamos vivendo num mundo globalizado. Isso significa que tanto a comunicação como a modalidade de sua concepção estão sempre se adequando. A fórmula de trabalho que funciona tão bem no grupo DDB, a ponto de lhe dar um lugar de destaque na competitiva estrutura do mercado publicitário, se deve ao fato de a DDB sempre colocar em questão nossa situação no setor e tentar desbravar novos terrenos. O importante no estilo da DDB é que nós não temos um e somos basicamente solucionadores de problemas.As influências de sua formação cultural ajudaram a construir sua carreira?Foi menos a história cultural, e mais uma boa dose de altos e baixos na vida, além do fato de que pratiquei todo tipo de atividade na indústria de publicidade (de desenhista principal a final, gerente de conta, planejador de mídia, diretor de arte, copywriter, etc). Qual a dificuldade em lidar com clientes globais ? Há uma queixa de que eles resistem a idéias inovadoras. O sr. concorda com essa queixa? É difícil desenvolver uma campanha global de uma marca, porque, no fim, sempre haverá uma conciliação. Mas, ao gerir uma marca e sua comunicação de maneira séria e inovadora, você pode definir um arcabouço e permitir que os países e regiões elaborem suas próprias interpretações desse arcabouço. Estamos trabalhando maravilhosamente dessa maneira com a Volkswagen há 50 anos em mais de 40 países.Uma das tarefas que o sr. desenvolve na DDB Alemanha é treinar jovens talentos para a agência. Qual a importância desse papel?A idéia básica foi de que jovens talentos normalmente precisam batalhar nas atividades cotidianas da agência durante anos e não tiram um tempo prolongado para ganhar a experiência necessária para criar pessoalmente grandes campanhas. Portanto, criamos um programa que capacita jovens talentos a desenvolver experiência e competência colaborando diretamente comigo, trabalhando para o grupo todo e para todos os clientes de 1 a 11 anos. Depois, eles são capazes de trabalhar como uma equipe criativa madura em nossa agência.Quais são as características que, na sua interpretação, são imprescindíveis para um profissional dar certo no negócio da propaganda?Um criador admirável é um fabuloso estrategista, gerente de conta e um "pau para toda obra" criativo. Ele precisa pensar em si como um consultor criativo trazendo força de vontade, insistência e paixão para acreditar numa idéia na qual ninguém mais está acreditando e vender e/ou realizar essa idéia, a despeito de toda resistência.Quem é:Amir KassaeiÉ publicitário e passou por várias funções na carreira até atingir o posto de diretor criativo da rede de agências DDB na Alemanha De acordo com o Big Won Report, está entre os três maiores diretores de criação do mundo Conta em seu portfólio com mais de 1.200 prêmios, entre os quais vários Leões conquistados no Festival Internacional de Publicidade Cannes
O trabalho condensa dados do Censo de 2000 e da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 2003. Utilizando pela primeira vez informações do consumo per capita, o estudo aponta que 32,6% dos 5.507 municípios brasileiros tinham mais da metade de seus habitantes abaixo da linha de pobreza. Neste grupo, 76,8% eram cidades nordestinas.
Durante o evento, a diretoria da Fiepe vai assinar protocolo de intenção com o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e com a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), para estimular a geração de novos negócios a partir do fortalecimento do setor petrolífero no Estado. As duas entidades vão instalar escritórios regionais na sede da Fiepe, onde serão realizados treinamentos, eventos técnicos e científicos e ações de difusão de tecnologia para o setor.
A Usiminas anunciou nesta quinta-feira a compra da Zamprogna. A empresa gaúcha é a maior distribuidora independente de aço no País. A notícia surpreendeu o mercado, já que a Zamprogna havia anunciado em julho um plano de investimentos de R$ 300 milhões que incluía até mesmo aquisições e abertura de capital em 2009, que já estava em reavaliação em função da desaceleração econômica mundial. Já por parte da Usiminas o movimento era esperado, já que a companhia tem buscado expandir seus negócios no segmento de aço. Em maio do ano passado, o controle da Zamprogna havia sido assumido pelo fundo NSG Capital. O valor final da negociação ainda não foi definido, mas segundo o comunicado divulgado pela companhia mineira, o preço de aquisição de 100% das ações da Zamprogna é de R$ 160 milhões tomando como base as demonstrações financeiras de 30 de setembro. O montante será ajustado pelas variações do capital de giro e da dívida líquida consolidada até o final do ano. No final de setembro, o capital de giro era de aproximadamente R$ 245 milhões e a dívida de R$ 405 milhões. A celebração do contrato definitivo irá acontecer em 28 de fevereiro.Segundo o analista do setor de mineração do Banco Geração Futuro de Investimentos - principal acionista privado da Usiminas depois do grupo controlador - Carlos Kochenborger, a operação é significativa para o mercado siderúrgico brasileiro pois ampliará a participação da companhia mineira no segmento de vendas de distribuição, que absorve um terço da produção de aço do País. "A Usiminas tinha 17% desse mercado e logo atrás estava a Arcelor Mittal, com 16%. Como a Zamprogna detinha mais de 7%, a Usiminas chega a quase 25%. Restarão muito poucas oportunidades e as outras empresas terão que ser agressivas em aquisições", avalia Kochenborger. Com sede em Porto Alegre e unidades nas cidades paulistas de Guarulhos e Campo Limpo Paulista, a Zamprogna é uma das maiores consumidoras de tiras laminadas a quente do Brasil e é a maior fabricante de tubos com costura do Brasil. Tem forte penetração na região Sul e uma participação relevante no mercado nacional. Segundo a Usiminas, a praticamente não há superposição de clientes com a Zamprogna e há uma perfeita complementaridade geográfica e de produtos. Em 2007, as vendas da Zamprogna alcançaram 270 mil toneladas e a receita líquida R$ 723 milhões. Até setembro de 2008, as vendas foram de 246 mil toneladas e a receita líquida de R$ 685 milhões. O agravamento da crise internacional e a desaceleração econômica podem ser as responsáveis pela mudança de estratégia dos gestores do fundo NSG. A maior restrição ao crédito pode ter impedido os planos de expansão e aquisição traçados pela empresa. Outro ponto cogitado pelo mercado é de que o fundo tenha precisado aumentar sua liquidez e por isso vender a empresa foi a melhor maneira de obter retorno para o capital investido há pouco mais de um ano e meio. A Zamprogna foi a primeira aquisição do NSG, um fundo de administração de carteiras independentes formado em 2006.