A organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) premiou seus melhores colabadores em 2008 com carros zero km, segundo cópias de correspondências encontradas com um casal nesta madrugada em Campinas. Paulo César Pastor dos Santos, 26 anos, e sua namorada, Tatiele Moreira Gomes, 18 anos, foram abordados pela Policia Militar no Jardim Chapadão, em Campinas (SP). Eles foram presos por porte ilegal de arma roubada.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, informou na manhã desta quinta-feira (8) que o projeto de revitalização da Zona Portuária deverá ser apresentado até março. O anúncio foi feito durante visita às instalações do Píer Mauá. “Temos que tomar o pé das coisas, analisando os projetos que tem para ver quais são prioridade na área. Pretendo até o começo do mês de março poder fazer uma grande divulgação do nosso plano de voo em relação à revitalização da Zona Portuária. Não quero anunciar nada sem saber se vou pode fazer”, disse, ressaltando que o apoio do governo federal será fundamental na realização deste projeto.
De acordo com o levantamento da Polícia Federal (PF) sesi cidades de Mato Grosso do Sul são responsáveis pela entrada de armas de fogo no país. As aramas entram no Estado pelas cidades que fazem fronteiras com o Paraguai e com a Bolívia. Com a facilidade e falta de fiscalização os traficantes entram em MS sem encontrar problemas. As cidades apontadas são Bela Vista, Ponta Porã, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e Mundo Novo, ao lado do Paraguai, além de Corumbá, próximo à Bolívia. Uma das dificuldades em combater o contrabando de armas é a grande extensão da fronteira brasileira, cerca de 16.800 quilômetros para ser vigiada. Para a PF uma das maneiras é agir com ações conjuntas com os países vizinhos para diminuir a entrada destas armas no território brasileiro. O levantamento mostra que 17 cidades, incluindo as do Estado estão na rota dos traficantes. Estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Acre, a região da Amazônia. Além dos portos de Santos em São Paulo, Sepetiba no Rio de Janeiro e Paranaguá, no Paraná também são vulneráveis a entrada de armas no país.
SÃO PAULO - A desaceleração das economias emergentes e a recessão nos mercados desenvolvidos reduzirão o poder aquisitivo dos países e, consequentemente, forçarão uma redução dos investimentos produtivos. Com base nesse cenário, nem mesmo a alta do câmbio, que eleva a competitividade dos produtos industriais brasileiros, terá força suficiente para aumentar as exportações de manufaturados. No entanto, na opinião de analistas, o Brasil deve insistir na diversificação dos mercados para amenizar o prejuízo do setor.Para o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, a tendência para este ano é de queda significativa nas exportações de produtos industriais. "Pela lógica, o cenário é de queda. O problema ocorrerá porque a demanda pelos produtos vai cair muito fortemente. Mesmo o câmbio elevado, que amplia a competitividade dos produtos brasileiros, não será suficiente para mudar o quadro", informa o especialista.O representante acredita que o problema também está ligado ao mercado comprador. "Os maiores clientes do Brasil em produtos manufaturados são a América do Sul e a África. Como são regiões que têm como vocação a larga exportação de commodities, com a queda nos preços, esses mercados tendem a ter menor poder aquisitivo, tendo uma contração nas compras de itens industriais", acrescenta.Para o exportador brasileiro, segundo Castro, resta tentar amenizar o prejuízo com outros mercados, algo que, para ele, não será tarefa fácil. "O mundo vai entrar em recessão, uns diretamente [países desenvolvidos], e outros indiretamente [emergentes]", conclui.Em compensação, na opinião do especialista da Aduaneiras, Luiz Martins Garcia, o cenário deve ser analisado ainda com otimismo. "Espaço sempre haverá, o que precisamos é trabalhar melhor o exterior. O Brasil até hoje não é um vendedor, ele é apenas comprador. Ele está precisando aprender a vender. Precisamos deixar de nos acomodar", argumenta Garcia.No período de janeiro a outubro, as exportações de produtos industriais de alta tecnologia somaram US$ 43,4 bilhões, volume 14,6% superior ao do mesmo período do ano anterior. Entre os produtos dessa categoria que tiveram maior variação, estiveram os farmacêuticos, com crescimento de 35,6%, cravando a marca de US$ 1,2 bilhão e os produtos de aeronáutica e aeroespacial, que avançaram 23,3% chegando a US$ 4,6 bilhões. Já os produtos considerados de média tecnologia somaram US$ 33,6 bilhões, avançando 27,6%, com destaque para o crescimento de 46,6% dos derivados de petróleo refinados, somando US$ 8,5 bilhões até outubro do ano passado.Para os itens de baixa tecnologia, o montante chegou a US$ 44 bilhões, com crescimento de 21,9%. Alimentos, bebidas e tabaco tiveram o maior aumento, crescendo 31,6% e ficando em US$ 30,1 bilhões.ImportaçõesSegundo o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), Thomas Lee, o faturamento dos importadores de seu setor em 2008 estava estimado em US$ 2,6 bilhões; agora, depois do impacto da crise, o volume deve chegar a US$ 2,4 bilhões. A queda leva em conta principalmente a baixa atividade do último trimestre do ano. "Em 2009 a quantia será abaixo de US$ 2 bilhões. Como estimamos uma queda de 30%, podemos chegar a US$ 1,8 bilhão. O mercado está muito instável, não dá para fazer cálculo", argumenta.Conforme Lee, os setores de bens de capital que serão mais afetados, no que se refere à importação, serão os de preços mais acessíveis. "Nós acreditamos que vai cair mais o comércio de máquinas baratas e menos o de alta tecnologia. Porque como o investimento não será para aumento da produção, mas para diminuição de custo e aumento de produtividade, então ele vai ser direcionado a máquinas de alta tecnologia em 2009", analisa. Esse tipo de produto geralmente é importado de países como Alemanha e Japão, enquanto os mais baratos são oriundos da China.De janeiro a outubro, as importações de produtos industriais de alta tecnologia cresceram 49,4% ficando em US$ 87,7 bilhões. Entre os produtos que figuram com maior aumento, aparecem os equipamentos para ferrovia, com avanço de 96,8%, e veículos, com alta de 63,2%.Os itens de tecnologia ficaram com US$ 25,1 bilhões, crescendo 58,2%, e os de baixa tecnologia avançaram 39,8%, somando US$ 9,3 bilhões. Dentro dessa categoria lideram os derivados de petróleo, que tiveram aumento de 90,6% na compra pelo Brasil.