Terça, 24 Fevereiro 2026
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo, foram 40 demitidos. O corte representa pouco mais de 3% da força de trabalho da unidade (1.200 operários), mas há a possibilidade de que chegue a 200 o total de desligamentos nas próximas semanas, segundo o sindicato. “É muito preocupante, é a pior crise que vivemos desde o início dos anos 90. Esta semana a empresa demitiu 40 trabalhadores e informou que são irreversíveis outras demissões, que podem chegar a 200 em Sapucaia”, disse o sindicalista Lorricardo de Oliveira.

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SÃO PAULO - O mês de janeiro está sendo marcado por manifestações para a manutenção do emprego nas principais regiões extrativistas do Brasil. Em Minas Gerais, estado responsável por 70% da produção brasileira de ferro - e onde a mineração responde por quase 5% do Produto Interno Bruto (PIB) - aproximadamente 12 mil vagas foram cortadas apenas no setor de extração mineral, a reboque do corte de produção que já chegou a 50%, de acordo com os sindicatos dos trabalhadores de extração de ferro da região mineira consultados pelo DCI.As dispensas podem ser ampliadas, já que o retorno das férias coletivas está ocorrendo desde o início do mês. "Estamos intensificando todas as nossas ações nesta semana. A Vale quis suspender os contratos de trabalho sem dar garantia de emprego, mas não iremos ser facilitadores para o desemprego", afirmou Paulo Soares de Souza, presidente do Sindicato Metabase de Itabira, região que, de acordo com Souza, já perdeu duas mil vagas desde o início da crise financeira. Apenas Itabira produz, anualmente, 50 milhões de toneladas de ferro. A Vale produziu, em 2007, 296 milhões de toneladas do insumo. Já a produção brasileira contabilizou 350 milhões de toneladas.De acordo com o presidente do sindicato de Itabira, com a suspensão dos contratos, a Vale propôs que a remuneração viesse do seguro-desemprego do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Com a proposta negada pelo sindicato, a empresa enviará uma nova nos próximos dias."O setor extrativo é o último a ser aquecido com a retomada do crescimento da economia. Mas nós estamos trabalhando para manter o trabalho até que a crise passe. A empresa está em uma situação muito tranqüila, nenhuma outra brasileira está como a Vale", afirmou Souza."Queimar a gordura" tem sido uma justificativa recorrente entre os sindicatos da categoria. Para eles, o lucro obtido pela companhia nos últimos anos é suficiente para não haver demissões no início da crise. No último balanço divulgado pela empresa no final de outubro, sobre o terceiro trimestre do ano, o lucro saltou 166% entre julho e setembro, para R$ 12,433 bilhões."Caso ocorram mais demissões, a situação se agrava na região", afirmou o diretor do Sindicato Metabase de Congonhas, também município de Minas. A cidade, assim como Itabira, também está promovendo atos públicos para conter as demissões na região.A Vale informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que foram cortadas 1.300 vagas diretas da empresa até dezembro - no Brasil e em outros países em que a empresa atua - sendo que 20% do total ocorreu em Minas. A empresa lembrou que em 2009 não houve nenhuma demissão e que o quadro de funcionários da companhia foi ampliado em 5 mil vagas em 2008.De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), não foi realizado levantamento sobre as demissões no estado, mas "elas estão ocorrendo". Segundo o presidente do Conselho de Relações de Trabalho da Fiemg, Osmari Teixeira de Abreu, os meses de dezembro e janeiro são tradicionalmente mais difíceis para se fazer análises. "Agora as empresas estão voltando de férias coletivas e ainda não sabemos se elas irão demitir ou não", disse. Ainda de acordo com o empresário, os sindicatos da categoria não buscaram a intervenção da federação mineira nas negociações com as indústrias.Sem previsõesO Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) ainda não arrisca previsões para o ano de 2009 e nem quando a retomada de produção deve ocorrer. De acordo com o presidente da entidade, Paulo Camillo Penna, projeções poderão acontecer apenas depois do término do primeiro trimestre do ano. De acordo com o executivo, as medidas governamentais começaram a surtir efeitos na economia."Muitas empresas estão buscado nesse período, que chamamos de amadurecimento, para dar férias coletivas e antecipar manutenções programadas. E isso tem gerado notícias alarmistas", afirmou Penna.Um outro efeito da crise, segundo analistas é a queda do preço do minério de ferro, commodities que viu seu preço no pico durante o início de 2008. A expectativa gira em torno da volta da compra do minério pela China. Segundo relatório da corretora Link Investimentos, o minério de ferro da Vale que, por ser de melhor qualidade, detém maior poder de barganha nas negociações.

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Apesar das ameaças da crise econômica mundial, 2008 terminou com um saldo positivo para a construção civil no Rio Grande do Norte. Mas quando se fala em mão-de-obra, a situação entra no famoso “nem 8 nem 80” na comparação com anos anteriores. Se por um lado, as admissões de trabalhadores aumentaram de 2000 a 2008, os  desligamentos também cresceram quase  na mesma proporção. E, influenciado ou não pelo cenário da economia global, o saldo de empregados (diferença entre contratações e demissões) não conseguiu superar os melhores resultados do período.De acordo como os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de janeiro a novembro foram abertas 30.118 vagas para o emprego na construção no RN. Por outro lado, foram fechados outros 25.443 postos de trabalho. O saldo do período foi positivo. Mas se esse não é o pior segundo semestre dos últimos nove anos (de 2001 a 2003 o saldo foi negativo), também não pode se configurar como o melhor de todos. Na verdade, o ano de 2008 representa uma recuperação na comparação com 2007 (quando o saldo caiu de 1.697 empregos para 294). Porém, representa apenas 46% do melhor resultado do período (veja gráfico).Um dado que chama atenção é o número de demissões sem justa  causa no estado registradas pelo Caged. No ano passado, 17.733 desligamentos da construção civil ocorreram sem justificativa, número que representa 69,6% das vagas fechadas até novembro. O número contrasta com a pequena quantidade de trabalhadores dispensados por justa causa: 51.O Sindicato dos Trabalhadores da  Construção Civil registrou as demissões em 2008. De acordo com o presidente do sindicato, Francisco de Assis Pacheco Torres, o pico de desligamentos ocorreu no período que compreende o final de setembro até o início de novembro. “Agora as demissões pararam e a situação aliviou”. Pacheco declara que as alegações para dispensas eram diversas . “Uns alegaram problemas com a crise; outras deram férias coletivas no final de ano”.  Porém, Torres estima que a quantidade de demissões ficou de 20% a 25% acima do que ocorre normalmente nesse período. Entre as 20 ocupações que mais desligaram de janeiro a novembro do ano passado, o servente de obras está em primeiro no ranking montado pelo Caged. Mesmo assim, o saldo foi positivo com 3.289 contratos sobre as demissões. A função de pedreiro ficou em quarto lugar na classificação com 5.646 vagas fechadas. Construtoras dizem que movimento é sazonalPara os representantes de construtoras que atuam na capital e outras cidades do estado, o movimento de aumento das demissões no final do ano é comum. Segundo eles, esta é uma situação sazonal e não tem influência direta da crise econômica. O oscilação nas vagas deve ser normalizada ainda este mês quando as construtoras começam a retomar suas obras.Com cerca de 700 funcionários no canteiro de obras, a diretora geral da Delphi Engenharia, Cíntya Delfino Patrício, atribui o aumento nas demissões ao final do ano. “Muitas construtoras entregaram muitas obras. É um movimento natural. As flutuações ao longo do ano foram normais e o saldo de empregos foi positivo”, avalia.  No caso da Delphi, a opção adotada para o período foi o de férias coletivas. Segundo Cíntya, o recesso está terminando e as obras serão retomadas nos próximos dias. A construtora entregou cinco obras no fim de 2008 e boa parte dos funcionários está sendo remanejada para aquelas que ainda estão em andamento. Ao todo, são 12 em Natal, Pipa e Pirangi.O gerente da Construtora Colméia em Natal, Raimundo Nonato, acredita que 2008 foi um ano positivo para os colaboradores. Ele também aponta o final do ano - com férias coletivas e redução no ritmo de serviços – como o fator principal para as dispensas. E acrescenta que este será um ano de crescimento. Atualmente, a Colméia conta com 250 profissionais no canteiro fora os contratados por empreiteiras trabalhando em dez obras. “Para nós o que preocupa no momento é falta de um prepara técnico maior destes trabalhadores”.Para o diretor da empresa Conisa, Mauro Dias de Melo, a crise não tem um efeito tão devastador. “Temos seis obras para iniciar este ano, com certeza vamos contratar independente da crise. Acho que a crise existe, mas que não devemos nem acreditar nela. É uma crise muito mais de pânico, de medo. As pessoas têm dinheiro mas estão com medo por causa do que a mídia coloca”.Na Conisa, uma grande obra encerrada no ano passado vai ter a mão-de-obra empregada absorvida em outros projetos que estão sendo iniciados este ano. Pedreiros e mestres-de-obras  têm baixos salários, diz IBGESegundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pedreiros do Rio Grande do Norte tiveram o segundo menor salário/hora do país em novembro do ano passado. O estado – que paga R$ 2,45 por hora – perde apenas para a Paraíba que possui um salário/hora de R$ 2,43. Os números são do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil do IBGE.Ganhando um pouco mais, os mestres-de-obras potiguares ganham R$ 5,50 por hora trabalhada. Neste caso, o RN está empatado com o Ceará que paga o mesmo valor aos trabalhadores.  Mas juntos os dois estados ocupam a oitava posição no ranking do IBGE.O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Francisco Torres, defende que o salário pago no estado é um dos melhores. De acordo com ele, essa variação pode ocorrer devido a diferenças no período dos acordos coletivos que reajustam os salários.

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Durante seu discurso de abertura na 36ª Couromoda,iniciada nesta segunda-feira (12) nos pavilhões do Anhembi, em São Paulo, o presidente da Associação Brasileira das Industrias de Calçados, Milton Cardoso, destacou a decisão da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) em iniciar as investigações de prática de dumping nas importações de calçados oriundos da China.

A iniciativa, reivindicada há vários meses, foi publicada no Diário Oficial da União no dia 31 de dezembro, através da circular número 95, de 29 de dezembro. O texto relata que foram apresentados elementos suficientes que indicam a prática de dumping e que resulta em dano à indústria brasileira.

Milton Cardoso reiterou que ê preciso “dar um basta a prática de dumping, que hoje é calculada em 435%”.

Processo - Ao comparar o valor normal e o preço de exportação, a Secex, através do seu Departamento de Comércio Exterior – apurou que a margem absoluta de dumping é de US$ 25,99 o par de calçados, equivalente a uma margem relativa de 435,7%. Como a China não é considerada um país de economia predominantemente de mercado, o valor normal foi calculado com base no preço praticado na Itália. "é uma grande vitória", assinalou o dirigente.

A próxima etapa compreende a investigação, por parte da Secex, diretamente nas empresas brasileiras e italianas, em paralelo às ações de defesa do Governo Chinês e das empresas exportadoras chineses.A investigação compreenderá o período de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2007. Naquele ano, o preço médio das importações da China foi 58% inferior ao preço médio ponderado de outros países. As compras procedentes da China em 2007 somaram 24,5 milhões de pares. No total, o Brasil importou 28,6 milhões de pares.Ao comparar os danos na indústria doméstica nos anos de 2003 a 2007, a Secretaria concluiu que houve uma redução de 8,2 pontos percentuais no grau de utilização da capacidade instalada. As vendas internas, por sua vez, tiveram declínio de 28,5%. Se em 2003 a participação havia sido de 98,5%, em 2007 passou para 89,8%.

Fonte: Abicalçados
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Apesar da crise financeira global, foram vendidos no ano passado 2.820.350 veículos, um aumento de 14,5% em relação a 2007. O volume é recorde e deve fazer o Brasil subir do sétimo para o quinto maior mercado do mundo. "Só precisamos esperar os dados fechados de outros países para confirmar essa informação", disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider.

A estimativa de Schneider é de que os Estados Unidos continuem na liderança do ranking em 2008, seguido pela China, Japão e Alemanha. Se confirmado o Brasil na quinta posição, o País ficará à frente do Reino Unido e França, que no ano anterior estavam em melhor posição no ranking.

Segundo a Anfavea, a produção de veículos atingiu 102.053 unidades no último mês de 2008, com queda de 47,1% em relação a novembro e retração de 54,1% ante dezembro de 2007. No total de 2008, a produção de veículos no País cresceu 8%, somando 3.214.018 unidades. O presidente da Anfavea ressaltou ainda que o volume de produção em 2008 também foi recorde. Com esse número o Brasil sobe uma posição no ranking, consagrando-se como o sexto maior produtor de automóveis do mundo.

Já as exportações do setor registraram queda de 7,3% em dezembro, para US$ 917,7 milhões. Na comparação com o mesmo mês de 2007, houve queda de 23,1%. No acumulado do ano, as exportações totalizaram US$ 13,925 bilhões, volume 3,4% superior ao registrado em 2007.

Em dezembro, as vendas totais de veículos novos no mercado interno somaram 194.486 unidades, um crescimento de 9,4% em relação a novembro, mas uma queda de 19,7% sobre o mesmo mês do ano anterior. Mas Schneider disse que as vendas a prazo já mostraram recuperação em dezembro, respondendo por 60% das vendas, ante 54% em novembro. "Acredito que esse cenário já representa um posição de crédito mais forte e também as medidas anunciadas pelo governo em dezembro", disse.

O executivo informou também que em dezembro o setor já assistiu a uma pequena recuperação nas vendas de carros de menor cilindrada como o 1.0, que em dezembro responderam por 47,7% das vendas de automóveis, ante parcela de 46,2% registrada em novembro. No ano o segmento representou 50,6% das vendas.

Ao contrário do que se esperava, o executivo não apresentou as projeções do setor para 2009. Schneider justificou que apesar de positivas, não se sabe ainda ao certo os efeitos das medidas tomadas pelo governo em dezembro para incentivar a venda de carros novos, com a isenção do IPI e a redução do IOF. "Há também outras variáveis que precisamos acompanhar para traçar uma projeção para 2009, como o mercado de exportação, para o qual esperamos uma natural redução, mas ainda não saberemos em que patamar", disse.

O presidente da Anfavea afirmou que o plano que o governo dos Estados Unidos prepara para o setor automobilístico deverá ter repercussões mundiais. O presidente da Anfavea afirmou ainda que a entidade não trabalha com a expectativa de prorrogação da isenção do IPI, que é vigente até março. "Não discutimos ainda esse tema com o governo e estamos trabalhando com o prazo oficial divulgado, que é março", disse.

Modelos flex representaram
87,2% do total comercializado
As vendas de automóveis e comerciais leves, modelo bicombustível (flex), somaram 158.763 unidades em dezembro de 2008, com participação de 86,4% do total. Em 2008, foram vendidos 2.329.247 veículos flex, o que representa 87,2% do total de automóveis e comerciais leves negociados ao longo de 2008. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Já as vendas internas de máquinas agrícolas em 2008 totalizaram 54.421 unidades, com expansão de 42% sobre o ano anterior. Em dezembro passado, as vendas internas somaram 3.677 unidades, o que representa uma queda de 14,1% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2007, o volume é 31,9% maior.

Conforme relatório de divulgação da Anfavea, no acumulado do ano de 2008 foram vendidas ao mercado externo 30.192 máquinas agrícolas, volume 10,8% superior ao registrado em 2007. Em dezembro passado, a exportação do setor totalizou 2.855 unidades, com alta de 19,9% sobre o mês anterior. Em relação ao mesmo mês de 2007, houve elevação de 24,1%.
A produção de máquinas agrícolas em 2008 atingiu o recorde histórico de 85 mil unidades no ano, volume que superou a marca registrada na década de 70, de cerca de 79.500 máquinas, segundo o vice-presidente da Anfavea, Gilberto Zago. De acordo com ele, apesar da produção recorde em 2008, as vendas no mercado interno ainda estão abaixo do registrado nos anos 1970. Em 2008, as exportações somaram 30,2 mil unidades.
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