SÃO PAULO - A multinacional Häfele, fabricante alemã de ferragens, está à procura de fornecedores de aço e alumínio para a sua nova fábrica, que começará a funcionar em 2011, na cidade de Curitiba (PR). "Estamos abertos para negociação", declarou o presidente da empresa no Brasil, Tomas Drunkenmölle. Segundo ele, a matéria-prima vai viabilizar a produção da planta que deverá atender 30% da produção local para fornecimento a empresas que já são clientes da Häfele, como a Etna, Dell Ano, Todeschini, Kitchens, SCA, Ornare e Florense entre outras. Os outros 70% dos pedidos continuarão sendo importados da Alemanha. A expectativa é que a produção local, quando estiver funcionando em plena capacidade, responda por 50% dos produtos da Häfele comercializados no País.Drunkenmölle conta que o Brasil está entre os dez principais mercados da empresa e supera a projeção de aumento de faturamento registrado nos países da Europa, que hoje ainda são afetados pela crise global. O crescimento projetado para a Alemanha em 2010, onde fica a matriz da empresa, gira em torno de 5%, enquanto no Brasil é esperado 50% de incremento no faturamento no ano.Para garantir o aumento nas vendas, a empresa investirá nos negócios locais R$ 40 milhões ao longo do segundo semestre de 2010. Já a fábrica brasileira, que começará a operar o ano que vem, deverá receber investimentos em torno de R$ 17 milhões.O presidente da Häfele conta que a escolha da região Sul para implantar uma unidade produtiva, e mais especificamente a cidade de Curitiba, foi uma decisão estratégica da companhia. "A cidade oferece vantagens fiscais em relação a São Paulo, além de contar com a proximidade com grandes indústrias de móveis presentes na região", afirma o executivo.A holding alemã está presente no Brasil há 12 anos e intensificou seus planos de expansão no País de olho em eventos como a Copa do Mundo em 2014, os Jogos Olímpicos de 2016 e o crescimento da construção civil. Com a nova em operação, a empresa tem como objetivo exportar para países da América Latina. "Depois de consolidado nosso trabalho no Brasil, temos planos de exportação para países do Mercosul" conta Drunkenmölle. A empresa também aumentou sua capacidade de estoque, que passou de mil para cinco mil metros quadrados no País. Hoje, a Häfele conta também com um showroom em São Paulo e projeta abertura de mais um para o segundo semestre, em Curitiba. Os Designs Studios tem como público-alvo arquitetos e projetistas.
O Porto de Antonina, no Paraná, vai garantir que navios de açúcar e fertilizantes, com condições operacionais especiais de calado, tenham prioridade de atracação e movimentação. Dois berços preferenciais devem atender, simultaneamente, embarcações com estes tipos de carga. A medida, proposta pelo Governo do Estado, deve reduzir em até 10 dias o tempo de espera dos navios com destino ao terminal portuário vizinho de Paranaguá (aproximadamente 40 km distância), e ao porto de Santos, em São Paulo.A expectativa é de que Antonina receba, em média, 20 embarcações por mês e sirva como alternativa para desafogar os dois principais portos do país, responsáveis por mais de 84% da exportação brasileira de açúcar e de 50% da importação de fertilizantes. “Nosso objetivo é, em curto espaço de tempo, minimizar as filas geradas pela grande demanda dos produtos e seus efeitos econômicos aos usuários dos portos públicos do Paraná e, ao mesmo tempo, demonstrar que Antonina é uma alternativa viável”, explica o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Mario Lobo Filho. O Terminal Portuário da Ponta do Félix, empresa privada que tem concessão para realizar movimentações em Antonina, já se prepara para o aumento nas operações. “Em setembro, receberemos um novo guindaste e uma série de equipamentos necessários para embarque e desembarque de graneis sólidos”, adianta o diretor presidente, Luiz Henrique Tessuti Dividino. “Teremos alta nas contratações e nossa estimativa é de que mais de R$ 1 milhão seja movimentado por mês na economia local”, completa. Para o diretor do Porto de Antonina, Paulo Moacyr Rocha Filho, o momento marca a consolidação do complexo portuário paranaense. “Nos últimos dois anos os terminais de Paranaguá e Antonina têm atraído importantes negócios e se consolidado no cenário nacional. Antonina tem crescido e diversificado suas movimentações, trabalhando com grãos, produtos congelados e carga geral”, ressalta Filho. Até o final de 2010, o porto de Antonina contará com um novo armazém multicargas, com capacidade para cerca de 17 mil toneladas de grãos, e um pátio de armazenagem de contêineres vazios. A Appa realiza, ainda, estudos de viabilidade, em conjunto com a Agência Nacional de Transporte Aquaviário (ANTAQ), para instalações futuras de indústrias ligadas à exploração do petróleo da camada Pré-Sal. DEMANDA - A grande procura do mercado internacional por açúcar e a safra nacional de milho, que aumenta a demanda de fertilizantes, tem provocado fila de embarcações nos portos brasileiros. Em Santos, os navios de açúcar que já estão na baía podem aguardar mais de 32 dias para atracar. Em Paranaguá, a média de espera é de até 20 dias. Segundo Valdecio Bombonatto, diretor da empresa Fortesolo e presidente do Conselho Administrativo do Terminal Portuário da Ponta do Félix, além de fatores pontuais que levaram ao aumento na procura pelos produtos, a chuva dos últimos meses agravou a lotação dos portos. “Paranaguá registrou chuva em 21 dos últimos 45 dias. A umidade inviabiliza a descarga de fertilizantes e o carregamento de açúcar, tanto em grãos quanto em sacos, ou seja, nestas condições as operações com graneis são paralisadas”, explica ele. “A retomada da economia após a crise financeira também afetou todo o segmento. Em todo o mundo houve reposição dos estoques, que estavam paralisados pela redução das compras em 2009. No caso dos fertilizantes, os números já apontam para recorde de importações e a expectativa é de que sete milhões de toneladas de produtos como uréia, cloreto de potássio e nitratos sejam movimentadas via portos do Paraná até o final do ano”, completa. Na exportação de açúcar, contribuiu para o crescimento a supersafra do produto no Brasil, aliada à seca na Ásia, que afetou a produção na Índia, produtor regular de açúcar para o mercado externo. De acordo com o gerente comercial da Companhia Brasileira de Logística (CBL), Helder Sergi Catarino, os eventos geraram reação dos preços internacionais, do consumo em alguns países e conquista de novos mercados. “Países como a China, por exemplo, que não importavam o açúcar brasileiro, passaram a ser grandes consumidores”, conta.Nesta segunda-feira (16), o porto de Paranaguá tem dois navios de açúcar operando e 31 aguardando para atracar. E outros quatro navios de fertilizante atracados e 19 no aguardo para atracar.
Entre os 499 cartórios de Pernambuco, 197 têm à frente pessoas que assumiram sem fazer concurso público. Muitas delas não faturam R$ 100. Vários outros, porém, faturam dezenas de milhares de reais por mês e há quem receba até R$ 1,5 milhão por mês mensalmente. A partir do mês que vem, por ordem do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o grupo que não fez concurso terá um teto para os ganhos, um salário máximo fixado em R$ 24.117. O valor do contracheque desagradou aos titulares dos cartórios, que consideram a medida inconstitucional e vão à Justiça.
As informações foram repassadas ao coordenador de Energia do Rio Grande do Norte, Tibúrcio Batista, por representantes da empresa New Energy Options que firmou parceria com a Multiner, e redefiniu as datas para o início das operações tanto de Alegria I quanto de Alegria II. Este último, vinha enfrentando problemas burocráticos relacionados à questões ambientais. Porém, as obras estão hoje em ritmo normal e a inauguração está prevista para outubro de 2011. Os parques fizeram parte do primeiro leilão do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa) e foram orçados em R$ 740 milhões. A empresa vencedora naquele momento foi a New Energy Options, que detinha a concessão para instalação do parque e buscou parceiros por um longo tempo. A empresa Multiner firmou parceria com a NEO para viabilização dos projetos.O parque eólico Alegria II terá a capacidade de gerar 100 megawatts, o que possibilita atender uma população de 20 mil habitantes. Problemas relacionados à arqueologia do terreno, questões burocráticas de posse de terra e a busca de uma parceria pela New Energy Options adiaram a operacionalização do Alegria II.O Banco do Nordeste entrou como agente financiador neste projeto que levará o Rio Grande do Norte à autossuficiência na produção de energia. “O RN será um referencial na produção de energia limpa. No final de 2010 atingiremos a autossuficência na produção de energia elétrica”, frisa Tibúrcio. Para atender aos dois parques serão instalados 92 aerogeradores (cataventos que hoje podem ser vistos da BR-101 quando se dirige em direção à Praia do Rio do Fogo). O parque eólico do Rio do Fogo é hoje o principal parque em funcionamento no estado e pertence ao Grupo Neoenergia.Com a produção de energia elétrica superior à necessária para atender a demanda interna, o Rio Grande do Norte terá menos apagões e quedas de energia que comprometem a produção industrial e os aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos das residências.Insegurança pode afastar empresasA falta de um marco regulatório para o setor de eólica pode comprometer o ritmo de geração de investimentos no setor. É o que afirma a advogada Marília Bugalho Pioli, coordenadora jurídica da área de energia eólica do escritório Becker, Pizzato & Advogados Associados. O Ministério de Minas e Energia adiou em uma semana as datas para realização dos leilões de energia produzida por fontes renováveis. O cronograma anterior previa a realização das licitações para julho, postergou para 18 e 19 de agosto e agora o novo calendário, publicado no Diário Oficial da União por meio de portaria, fixa as datas em 25 e 26 de agosto.Marília - representante legal, no Brasil, do grupo espanhol Gestamp que investe na área – enumera a burocracia, a alta carga tributária (que pode chegar a 30%) e a ausência de um procedimento ambiental padrão nacional (as exigências variam de Estado para Estado) como itens que geram insegurança aos investidores. “Índia e China são os principais concorrentes do Brasil porque apesar do nosso enorme potencial eólico, aqueles países não têm tantos entraves burocráticos e incertezas jurídicas”, avalia.