O governo dos Estados Unidos anunciou no dia 10 de setembro através do subsecretário de Política Econômica, Alan Krueger, a retirada dos subsídios à indústria petrolífera daquele país e direcionamento dos recursos arrecadados, cerca de 30 bilhões de dólares, para pesquisas e investimentos diretos em indústrias voltadas para o fornecimento de energia limpa.
O Brasil vive e sonha, nos últimos meses, a expectativa dos negócios com a exploração do petróleo da camada pré-sal. Fernando Siqueira, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), com sede no Rio de Janeiro, vem participando de seminários e debates Brasil afora sobre o novo combustível. E alerta: “é preciso que [o pré-sal] seja bem administrado”.
Apesar de não ter estimativas com números para este final do ano, Fábio Pina, economista da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP), afirma que a entidade prevê 2009 melhor do que o ano anterior. "O ano passado foi um momento exatamente oposto do que temos este ano. Expectativas ruins, crise. Este ano caminhamos para um comportamento oposto. Crédito e consumo parecem que vão deslanchar. Parece que realmente o varejo vai contratar um número maior de temporários", diz ele.
Para não deixar os brasileiros com mais sede quando a temperatura subir, a Ambev prevê a contratação de 350 novos funcionários até o final deste mês. A época representa 55% do volume total de vendas da maior cervejaria da América Latina. Entre julho e agosto, a empresa já empregou 200 pessoas para atuar nas suas 33 fábricas no País e até o final deste mês outras 150 vagas serão preenchidas. O total de contratações equivale ao contingente de profissionais de uma fábrica da Ambev. A companhia emprega atualmente 39 mil funcionários - sendo 23 mil só no Brasil.
O governo da Dinamarca, país do norte da Europa, incluiu Curitiba e São Paulo no roteiro prévio da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 15), que acontece em dezembro em Copenhage. No último dia 09 de setembro, o seminário “Brasil-Dinamarca: Cooperação em Meio Ambiente”, que aconteceu em Curitiba, debateu soluções tecnológicas sustentáveis e relevantes para os setores de tecnologia limpa. Segundo o embaixador dinamarquês, Svend Roed Nielsen, que veio prestigiar o encontro na Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), o Brasil tem crescido extremamente bem nos últimos dez anos, a despeito da crise econômica. “Muitas empresas dinamarquesas têm feito seus primeiros movimentos em direção à América Latina e, neste momento em que os mercados europeus estão estagnados ou negativos, diversas companhias nossas têm interesse em se estabelecer no Brasil”, revelou Nielsen. “Espero que nos próximos dois ou três anos possamos ter vinte, trinta ou até quarenta, das maiores e mais competentes companhias dinamarquesas aqui no Brasil. Por causa da distância, do idioma e das tradições, isto não é algo para pequenas ou médias empresas, mas sim para as maiores e mais profissionais”, afirmou. O cônsul honorário da Dinamarca, Victor Barbosa, que recebeu o embaixador em Curitiba, destacou o intercâmbio de conhecimentos que deverá ser ampliado nos próximos anos. “Já existe uma relação tradicional entre o governo dinamarquês e o brasileiro. Aqui mesmo no Paraná temos empresas dinamarquesas da área de biotecnologia e de tecnologia de ponta. Como o Brasil tem se sobressaído economicamente, os dois países têm uma grande oportunidade de criar novas oportunidades de negócios”, disse Barbosa.