O Estado da Bahia também ficará mais competitivo nos próximos anos: o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, assinou nesta quarta-feira (9) o contrato com o consórcio, formado pelas empresas JDN (Jan de Nul) e Dratec, vencedor do processo licitatório para a realização das obras de dragagem de aprofundamento nos dois portos baianos. Serão pagos em torno de R$ 89 milhões para deixar Aratu e Salvador com a profundidade operacional de 15 metros. A assinatura ocorreu no Gabinete do Ministro com representantes das empresas.
Durante a campanha eleitoral de 2006, que o levou ao comando do Estado, o governador Eduardo Campos prometia acabar com a concessão de incentivos fiscais para as centrais de distribuição. Ontem, um projeto do governo que concede benefícios fiscais para importações, em condições ainda melhores que o Programa de Desenvolvimento Econômico (Prodepe), foi aprovado pela Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Assembleia.
As mulheres já representam 25% das pessoas físicas que aplicam em bolsa de valores no Brasil. Passaram de 15 mil, em 2002, para 136,7 mil até outubro deste ano, crescimento de 809%, conforme a BM&FBovespa. As gaúchas, que somam 9,1 mil, estão em quarto lugar entre as que mais aderiram aos papéis, somando R$ 1,14 bilhão dos 5,21 bilhões dos investidores locais. A escalada teve impulso com programas de popularização da modalidade, clubes de investimento exclusivos e a maior liderança feminina no comando das finanças familiares.
São Paulo (AE) - Os números do Ministério do Meio Ambiente (MMA) sobre o desmatamento no Cerrado, divulgados em setembro, estavam errados. A média anual de devastação, inicialmente estimada em 21.260 quilômetros quadrados para o período 2002-2008 foi corrigida para 14.179 km² - um erro de 33%.Os dados originais haviam sido divulgados com grande alarde pelo ministro Carlos Minc, em entrevista coletiva, no dia 10 de setembro, véspera do Dia do Cerrado. Os novos dados, corrigidos, foram divulgados sem nenhum alarde, por meio de uma nota oficial nos sites do Ibama e do MMA.Segundo a nota, o erro deveu-se a uma “inconsistência na atribuição da data do desmatamento”. Metade do desmate registrado como tendo ocorrido no período 2002-2008, na verdade, era anterior a 2002. “Em resumo, a revisão demonstrou que no período 2002-2008 houve um desmatamento de 85.075 km² e não de 127.564 km²”, informa a nota. Os cálculos são do Centro de Sensoriamento Remoto (CSR) do Ibama.Mesmo com a correção, a média de 14 mil km² ainda está muito acima da calculada por pesquisadores do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig) da Universidade Federal de Goiás (UFG). Pelos dados do Lapig, noticiados no dia 27 de setembro com exclusividade pela reportagem, a média anual de desmatamento no Cerrado no mesmo período foi de 5.600 km².Três especialistas em sensoriamento remoto consultados hoje pela reportagem disseram que os números do MMA ainda parecem “altos demais”, apesar de serem baseados em imagens de satélite de melhor resolução do que os do Lapig.Os números têm influência direta sobre a meta de reduzir 40% do desmatamento no Cerrado até 2020, que o governo levará à Convenção do Clima de Copenhague como parte de sua estratégia nacional de combate ao aquecimento global. Se a linha de base estivesse superestimada, a redução “real” necessária para cumprir a meta seria menor.Segundo a nota do Ibama, os cálculos da meta nacional para Copenhague já levam em conta os números corrigidos para o período 2002-2008. A estimativa do desmatamento histórico no Cerrado não foi alterada - permanece em 975.711 km², o que equivale a quase 48% da área do bioma.
A mudança de nível da Paraíba e do Piauí de área de risco desconhecido para risco médio de febre aftosa favorece a reclassificação do Rio Grande do Norte para área livre da doença. Mas, apesar de ter solicitado uma auditoria do Ministério da Agricultura desde setembro para avaliar a possibilidade, o presidente do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (Idiarn), Romildo Pessoa, não considera vantajosa a mudança neste momento. A opinião é compartilhada pelo diretor de relações públicas da Associação Norte-riograndense de Criadores (ANORC), Marcelo Abdon.No Nordeste, apenas o Ceará ainda é considerada uma área de risco desconhecido da aftosa e os estados de Sergipe e Bahia são áreas livres. Os demais estados são áreas de risco médio, assim como o Rio Grande do Norte.De acordo com o Ministério da Agricultura, a mudança de status da Paraíba e Piauí influencia na mudança do RN, já que uma das exigências para que o estado avance na classificação é que os estados vizinhos tenham o mesmo status ou status superior, mas ressalva que ainda falta a mudança do Ceará.A assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura informa também que o RN precisa sanar inconformidades observadas pelo Ministério em auditorias anteriores, como a ampliação no quadro de pessoal e intensificação das ações de vigilância e atuação nas barreiras. Depois disso, será necessária a realização de uma nova auditoria e um inquérito soroepidemiológico no rebanho bovino do estado para demostrar a ausência da circulação viral. O diretor-presidente do Idiarn, Romildo Pessoa, diz que desde a última a auditoria do Ministério, todas as exigências vêm sendo cumpridas. Ele garante que o quadro pessoal foi preenchido com as 97 vagas oferecidas no concurso público. Segundo Romildo Pessoa, o estado tem trabalhado para estar apto para mudança para área livre e já solicitou a auditoria, mas o Ministério tem alegado missões internacionais para adiar a vinda. Porém, o diretor-presidente do Idiarn, acredita que não é interessante para o Rio Grande do Norte mudar para área livre agora.Ele explica que como área de médio risco, o rebanho do estado tem trânsito livre entre os estados nordestinos e mediante quarentena entre os estados de área livre. “Estamos prontos para receber a auditoria, mas precisamos avaliar se é interessante essa mudança porque o estado pode ficar isolado”, argumenta.Para Pessoa, é melhor para o RN esperar que outros estados estejam em condições para fazer essa mudança. “Mas ainda assim estamos esperando a auditoria”.O diretor da ANORC, Marcelo Abdon, concorda com Romildo Pessoa. O criador também opina que o RN deve aguardar os demais estados para que o Nordeste todo se torne área livre ainda no próximo ano.Ele acredita que o Ceará irá sair de área de risco desconhecido ainda este ano. “A OIA (Organização Internacional de Agropecuária) estabeleceu que até 2010, o Brasil tem que estar livre de febre aftosa. Então acho que até abril estaremos livres”, aposta.