Quarta, 25 Fevereiro 2026
A má qualidade das estradas brasileiras provoca um aumento médio de 28% no custo do transporte rodoviário de carga. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Transportes (CNT), sobre o estado de 89.552 quilômetros (km) de estradas, as péssimas condições dos pavimentos têm comprometido de forma significativa a vida útil dos veículos e, consequentemente, reduzido a competitividade do produto nacional, já que 60% de tudo que é transportado no País é feito pelas rodovias.Em algumas regiões, o aumento no custo do transporte atinge cifras exorbitantes. No Norte, o encarecimento do frete atinge 40%; no Nordeste, 33,1%; e no Centro-Oeste, 31,7%. Nas Regiões Sul e Sudeste, o impacto sobre os custos é um pouco menor: de 19,3% e 21,8%, respectivamente. Ainda assim, estão muito acima dos padrões internacionais, destacam especialistas e representantes do setor produtivo.Só em relação ao consumo de combustível, o aumento do custo de transporte pode chegar a 5%, comparado aos veículos que trafegam em rodovias com excelente condição de pavimento. O problema é que a grande maioria das estradas nacionais (69%) é classificada como regular, ruim e péssima. De acordo com a Pesquisa Rodoviária 2009, da CNT, apenas 13,5% dos 89 mil km de estradas são consideradas ótimas e 17,5%, boas. Isso porque houve uma melhora em relação ao estado geral das rodovias em 2007. Naquela época, 73,9% das vias avaliadas eram ruins, péssimas ou regulares."O pequeno avanço na melhoria das estradas diante de todo esforço que o governo tem feito é preocupante", avalia o professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende. Ele destaca que, dentro do orçamento de logística, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destina 50% das verbas para a recuperação das estradas. "Algo está errado. Os investimentos não têm se tornado realidade."O diretor de infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Mascarenhas, acredita que o resultado virá nas próximas pesquisas rodoviárias, já que muitas obras ainda estão em andamento. Mas ele reconhece que, nesse ritmo, o Brasil vai demorar décadas para conseguir ter uma malha rodoviária próxima dos níveis internacionais.A melhor maneira para acelerar as obras, afirmam os especialistas, seria retomar o processo de concessão e fazer Parcerias Público-Privadas (PPPs). A justificativa deles está na própria pesquisa da CNT. Das 20 melhores estradas conferidas, 19 estão em São Paulo - Estado com a maior malha administrada pela iniciativa privada. Dessas, 16 estão classificadas como ótimas e três, como boas. Apesar disso, a melhor rodovia de 2009 foi a Ayrton Senna - Carvalho Pinto (SP-070), transferida para a iniciativa privada apenas em meados deste ano.

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A assinatura do contrato ocorre em Fortaleza, na sede da concessionária. O trecho Salgueiro-Suape será dividido em cinco lotes. A previsão é que as obras comecem em novembro, segundo o presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher Filho. O início das obras desse trecho estava sendo aguardado desde agosto último.

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O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira (27) que a produção industrial já ingressou num processo de recuperação que dura oito meses consecutivos, com crescimento do uso da capacidade instalada. Essa utilização, no entanto, ainda está abaixo dos níveis anteriores à crise, o que mostra que há espaço para crescimento. "Existem projetos de investimento maturando na economia e vemos diversos projetos sendo retomados", disse Meirelles.O presidente do BC observou também que o que diferencia o Brasil de outros países é o fato de essa recuperação se basear no emprego e no crédito. Meirelles afirmou que, "enquanto outros países ainda discutem se recuperação vai acontecer em forma de V ou W, o Brasil já retomou o patamar de desemprego anterior à crise, o que mostra que há uma retomada muito mais solidificada".Ele observou que até mesmo a indústria, muito mais afetada pela crise, já apresenta um crescimento de emprego substancial . "A economia começa a retomar o mesmo nível de atividade que antecedeu a crise e as expectativas para o PIB de 2010 são crescentes", afirmou.Meirelles destacou que, diferentemente de outros países, que ficaram muito dependentes da taxa básica de juros e dos estímulos fiscais, o Brasil atuou diretamente nos canais de transmissão da crise, que eram os canais de crédito, e apenas quando os mercados estavam funcionalmente estabelecidos é que houve o estímulo fiscal, em dezembro de 2008, e o monetário, em agosto de 2009. "O Brasil saiu da crise com maior tração, com menor custo, preservando o emprego, porque a crise ficou restrita ao setor industrial", afirmou.

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O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, participou de reunião com o Ministro do Meio Ambiente japonês, Sakihito Ozawa, ontem (27/10) em Tóquio, na qual apresentou os avanços brasileiros no setor de energias renováveis, com foco em etanol. Hoje (28/10), a Petrobras inicia a comercialização da gasolina E3 (3% de etanol) para o segundo posto de combustível naquele país.

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A norte americana Chevron formou parceria com a distribuidora brasileira Ale Combustíveis - a quarta no ranking do mercado nacional - para comercializar seus lubrificantes no País. Com a parceria, a expectativa é que as vendas da Chevron aumentem entre 5% e 7% no Brasil, segundo o diretor da companhia no Brasil, Antonio Ennes. Este crescimento deve elevar o market share da Chevron na área de lubrificantes de 17% para 18,5%. Atualmente, a empresa ocupa a segunda posição no ranking, atrás apenas da Petrobras.Para a Ale Combustíveis, os novos negócios devem se reverter num aumento de vendas em torno de 1%. O volume de novos negócios deve atingir R$ 44 milhões, informou o vice-presidente da empresa, Jocelino Silva. “Compartilhando instalações e logística tendemos a melhora nosso centro de distribuição”, disse.Depois de adquirir os ativos da nordestina Sat, da Polipetro no Sul e mais os pontos de distribuição da Repsol, a Ale conta hoje com 1,7 mil postos revendedores e atua em mais 3 mil postos de bandeira branca, que representam 40% e suas vendas totais. “Há espaço para crescer mais, especialmente na região Sudeste”, disse Silva, reiterando que a Ale mantém interesse em aquisições “Somos compradores e estamos avaliando oportunidades”, disse.A companhia também mantém em pauta a discussão sobre abertura de capital. “Não há nada definido no momento, mas deixamos tudo sempre pronto para quando o mercado melhorar”, disse o presidente da companhia, Sergio Cavallieri, também presente à entrevista coletiva.Segundo ele, a Ale fechou-se para novos investimentos no final do ano passado e início de 2009, para consolidar o portfólio e executar a transição das empresas adquiridas. “Agora já estamos olhando de novo para possíveis ativos”, disse, destacando que o pior da crise “já passou”. “Nossas vendas devem ficar estagnadas este ano, apesar de um forte crescimento do mercado consumidor de álcool, na casa dos 30%”, comentou.Já no caso da Chevron, o mercado consumidor em 2009 deve empatar com 2007. “Na prática, tivemos em 2008 um crescimento de 8% nas vendas, e uma queda de 8% em 2009. Isso faz com que tenhamos voltado a vender o mesmo que em 2007”, comentou Ennes, da Chevron. O executivo descartou que ao repassar os ativos da Texaco no Brasil para o grupo Ultra no ano passado tenham ocorrido “baixas” nas vendas. “Estes ativos foram absolutamente repostos com outros canais de comercialização”, garantiu.Segundo ele, a expectativa é de que o mercado de lubrificantes triplique até o ano 2020, o que deve exigir um esforço de suas duas unidades instaladas no país. A maior delas, em Duque de Caxias (segunda maior do mundo), deve passar a ocupar três e não somente um turno como atualmente, para atender a esta demanda. Também há perspectiva de aumentar o volume exportado, que hoje é de menos de 1% da fabricação total. “No momento, os preços tornam a exportação impraticável”, comentou.A unidade de lubrificantes da Chevron é a única da rede privada a estar conectada à Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) por dutos, o que facilita a logística da companhia. Mas além do Brasil, a Chevron possui unidades fabris também na Argentina, Chile, Colômbia e Equador, na América do Sul, além de outras 29 no mundo todo.

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