Caros leitores,

Na seqüência de nosso relato sobre a navegação fluvial da França, já abordamos diversos temas: obras de transposições (eclusas, elevadores e rampas), interligações de bacias hidrográficas (canais, pontes-canais, túneis-canais), equipamentos (aquamotores, touage, halage) e frotas (tipos de embarcações). Neste artigo, iremos falar de outro tema importante: os portos marítimos e fluviais.


Mapa dos portos marítimos e fluviais da França
 

            A hidrovia, para ter uma eficiente navegação fluvial, deve dispor de portos, marítimos e fluviais, localizados nos centros de produção e consumo, e propiciar um transbordo rápido e barato, dentro de um padrão que mantenha a qualidade das mercadorias.

            Um porto deve ter bons acessos terrestres (rodoviário e ferroviário), áreas suficientes para armazenar seus produtos e equipamentos ágeis para a movimentação da carga.

            Toda hidrovia importante deve ter uma série de portos e terminais fluviais e um grande porto marítimo, onde toda a cadeia de transporte interior se conecta com o transporte marítimo, internacional ou de cabotagem.

Rio Sena e seus portos marítimos e fluviais

  

             O Rio Sena, correndo para o noroeste em direção ao Canal da Mancha, tem o Porto de Le Havre com seu grande porto marítimo e os portos de Rouen e Paris como portos fluviais, sendo que o Porto de Rouen também recebe navios oceânicos.

             Outros pequenos portos fluviais como Honfleur, Elbeuf, Limay, Conflans de Saint-Honorine e Genevilliers, contribuem para o fluxo fluvial do baixo Rio Sena.

             A montante de Paris os portos fluviais são: Meaux, Bonneuil, Evry/Corbeil, Montargis, Briare, Auxerre, Nogent/Seine, Auxerre e Montereau.

Rio Ródano e seus portos marítimos e fluviais
 

             O Rio Ródano, correndo para o sul em direção ao Mar Mediterrâneo, tem como o grande terminal marítimo o Porto Marselha-Foz, o primeiro porto francês em movimentação de carga.

            Os portos fluviais ao longo do Rio Ródano são inúmeros, pois as obras de remanejamento para torná-lo navegável, possibilitaram a criação de diversas áreas portuárias, as quais foram implantadas nos anos 70 e 80, que se somaram aos portos tradicionais já existentes. São eles: Saint Louis, Avignon, Le Pontet, L' Ardoise, Le Pouzin, Valence, Givors, Lyon. Sobre o Rio Saone, tributário do Ródano, Villefrance/Saône, Mâcon, Tournus, Chalon-sur-Saône e Auxonne.

Rio Reno e seus portos

  

            O Rio Reno, correndo para o Mar do Norte, tem o Porto de Roterdam, na Holanda, como seu grande porto marítimo. Entretanto no delta do Reno se encontram outros grandes portos: Amsterdam, Gand e Antuérpia.

           Na fachada francesa sobre o Reno estão localizados os seguintes portos fluviais: Lauterbourg, Gambsheim, Strasbourg, Marckholsheim, Colmar e Mulhouse, além do porto da Basiléia (Bale) na Suíça. No trecho germânico os principais portos fluviais são: Frankfurt, Mannheim, Bonn e Colônia.

           O pequeno trecho navegável do Rio Loire tem os portos fluviais de Angers e Ancenis, tendo Nantes-Saint Nazaire com porto marítimo.

Rio Garonne e Canal do Midi e seus portos marítimos e fluviais

  

            O Rio Garone e o Canal do Midi, fazem a ligação do Mar Mediterrâneo ao Oceano Atlântico, têm como portos marítimos Bordeaux, no Oceano Atlântico, e Sete e Port-La-Nouvelle, no Mar Mediterrâneo. Os portos fluviais são: Narbonne.
Carcassonne, Castelnaudary, Toulouse, Montauban e Agen.

Canais do norte da França e seus portos marítimos e fluviais

  

             A malha de canais do norte da França, junto á divisa com a Bélgica, tem Dunquerque como o seu porto marítimo, e os principais portos fluviais são Saint Omer Lille, Arras, Valenciennes, Saint Quentin, Cambrai, Douai e Béthune.

             Concluindo, todo grande rio navegável tem um grande porto marítimo e uma série de portos fluviais, confirmando a frase francesa “il faut se moyé pour faire la navegation fluviale“, traduzindo: é necessário se molhar para fazer a navegação fluvial.

 

Referências bibliográficas:

L' Office National de la Navigation, La voie navigable: une voie d'avenir. Paris: Automedon, 1980. 56p.

Robin, C., Bergeaud, C. Le français par la méthode directe
– Deuxième livre. Paris: Librairie Hachette, 1951. 186p.

Henry, B.,Henry M. Voyageurs aux longs jours. Paris: Les Éditions Arthaud, 1982.21

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