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Naquela década, reinava uma atmosfera leve, luminosa e  graciosa a bordo desses dois transatlânticos, bem diferente da dos grandes transatlânticos ingleses ou alemães que faziam a mesma rota, onde predominavam o rigor, a sobriedade e a formalidade social.

Os dois transatlânticos franceses mantinham a imagem de “navios do sol” devido aos seus desenhos. A luz natural penetrava nos diversos espaços de bordo, como, por exemplo, nos salões.

O Massilia permaneceu na rota da costa leste da América do Sul até o início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O Lutetia foi retirado da linha em 1931, com a chegada do supertransatlântico L’Atlantique, de 40.945 toneladas, navio atingido e destruído por grande incêndio, dois anos após o lançamento.

Durante o grande conflito internacional, o Massilia fez algumas viagens com soldados franceses.

Ao agravar-se o conflito no Mediterrâneo, o navio ficou inativo por certo tempo em Marselha, aguardando destino.

Em 1942, quando as tropas alemãs invadiram o sul da França, o Massilia foi transformado em alojamento para militares alemães e permaneceu na situação de hotel flutuante até agosto de 1944.

Naquele mês, agosto de 1944, os aliados desembarcaram 400.000 homens e 500.000 toneladas de material bélico na costa meridional.

Os alemães, antes de saírem em retirada, face à ofensiva das tropas aliadas, implodiram o “ex-hotel” Massilia, como forma pouco elegante de pagar a conta final, para bloquear a entrada do Porto de Marselha.

Vale recordar que Lutetia foi o primeiro nome da cidade de Paris.

O transatlântico Massilia ficou conhecido por ser o navio que  receberia o embarque de um baú com os restos mortais de Maria Mercedes Féa, assassinada por seu marido, Giusepe Pistone, em outubro de 1928. A tragédia ficou conhecida como o crime da mala.

Maria Féa é tida e havida por muitos como milagrosa. O corpo foi sepultado no Cemitério da Filosofia, em Santos.

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