Como grande parte dos leitores sabe, sou “habitue” das redes sociais. Adoro as novas tecnologias e me sinto em casa navegando por elas. No Facebook, participo de diversos grupos, incluindo grupos voltados para os assuntos portuários. Nas duas últimas semanas, acompanhei duas discussões interessantes voltadas para o trabalho portuário.

* Presidente da Estiva promete luta até o fim contra a vinculação

* Tecnologia é aliada ou vilã?

A primeira versava sobre a vinculação dos estivadores de Santos, que haviam conseguido manter o estado atual de contratação: registro/cadastro no OGMO e com possibilidade de vinculação caso o trabalhador queira. A segunda tinha por foco o exercício ilegal da profissão de estivador em terminal privado, mas que acabou em um debate sobre multifuncionalidade. Neste debate, um internauta de Angra dos Reis disse já trabalhar como multifuncional, enquanto internautas de Santos disseram que esta prática ainda não é vigente no porto em que atuam. 

A primeira discussão aborda bem o papel do sindicato na resistência e luta pela manutenção de direitos. No segundo, não fica claro se é um descaso do OGMO por não ter implantado a multifuncionalidade, se não há preparação dos trabalhadores, dada a morosidade de implantação dos cursos do Cenep ou se há resistência dos trabalhadores, através da atuação de seus sindicatos, na implantação da multifuncionalidade.

As opiniões dos internautas dão a entender que o OGMO não implantou a multifuncionalidade, em parte por não haver qualificação dos trabalhadores. Mas, será que mesmo com parca participação no OGMO, não estariam os sindicatos lutando pela não implantação da multifuncionalidade? Afinal, manteriam assim seus nichos específicos, conservando mercados de trabalho para cada categoria.

E você internauta, o que acha? A multifuncionalidade ainda não foi implantada por omissão do OGMO, por falta de qualificação ou pela resistência dos sindicatos?

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