• A grande vedete do 1º leilão (02, 03) na vigência da Nova Lei dos Portos (Lei nº 12.815/13) foi o terminal graneleiro da Ponta da Praia - Santos; arrematado pelo consórcio LDC Brasil BSL (Louis Dreyfus Commodities e Cargill) que se comprometeu a pagar uma outorga de R$ 303 milhões: 70% dos R$ 430 milhões arrecadados pelo Governo Federal com os 3 lotes (R$ 115 milhões da Fíbria, pela área do Macuco + R$ 12,5 milhões da Marimex, pela de Paquetá; ambas destinadas à movimentação de papel e celulose)

  • A movimentação dos portos públicos e terminais privados brasileiros cresceu 2,7%, em 2018 em comparação a 2017. Considerando o perfil da carga, os granéis sólidos representaram 64% da movimentação total das instalações portuárias brasileiras em 2018, com 712 milhões de toneladas movimentadas

  • É preocupante o entusiasmo para aprofundar o canal de acesso ao Porto de Santos focado na movimentação de carga, ante um quadro de assoreamento em um crescendo que se vive no seu estuário, onde se situam as praias da cidade. O estudo contratado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) à Universidade de São Paulo (USP) tem como objeto responder ao Ministério Público na ação pública sobre o tema – dragagem em que a Codesp e a Secretaria de Portos (SEP) figuram como réu. Qualquer que seja o projeto para dragar de 15 metros para 17 metros, sua elaboração não pode prescindir de uma visão de desenvolvimento em todos os níveis, integrando o econômico, social e ambiental.

  • O transporte marítimo tem uma importância fundamental para o desenvolvimento do Brasil. O futuro do País será promissor caso sejamos ambiciosos em nossa visão. Ao focarmos os quase 8 mil quilômetros de costa brasileira, com grande diversidade de portos públicos e privados, somos capazes de projetar um horizonte repleto de oportunidades

  • Na análise de Barbosa, a descentralização da gestão dos portos, por si só, não resolve as pendências que têm travado o desenvolvimento do setor portuário no País, pois resultaria apenas na transferência de responsabilidade entre instâncias de governo. "É preciso alterar a regulação e aperfeiçoar o processo de escolha dos executivos que estarão à frente dos portos", opina

  • Para Milton Lourenço, presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis), se o Brasil não precisa se preocupar muito com o futuro do seu agronegócio, pois, ainda que tenha havido declínio nos preços internacionais das commodities, a demanda chinesa afigura-se como inesgotável, é absolutamente necessário ao País abrir mercados para os seus produtos manufaturados e buscar uma nova relação com o mundo. "Isso ficou claro depois que a presidente Dilma Rousseff, em seu segundo mandato, admitiu, de maneira implícita, que em sua política comercial anterior que misturava ideologia com comércio residiu boa parte do fracasso de seu primeiro governo, gerando uma “herança maldita” para si mesma", diz o empresário.

    Para ele, é de se reconhecer que esse mea-culpa presidencial já deu bons resultados, pois, em 2015, a participação dos manufaturados no volume total das exportações subiu de 35,5%, em 2014, para 38,1%, alcançando o patamar de 2013 (38,4%), embora ainda distante daquele registrado em 2007 (55%). E que, para 2016, espera-se um superávit superior a US$ 35 bilhões. Mas é preciso mais, reivindica Lourenço. E acrescenta: "Por isso, espera-se com ansiedade a desconstrução da rivalidade entre Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela) e Aliança do Pacífico (México, Peru, Colômbia e Chile) que marcou a atuação dos últimos governos de Brasil e Argentina, apesar da má-vontade do governo venezuelano, que insiste em manter a velha postura. Da parte do Brasil, já houve avanços significativos com a formalização de vários acordos de investimentos com Colômbia, México e Chile. E o novo governo argentino parece seguir no mesmo sentido."



  • A Comissão de Assuntos Portuários e Marítimos da Câmara Municipal de Santos reunirá autoridades, executivos e usuários dos portos brasileiros no próximo dia 31 de outubro durante o 2º Encontro Nacional de Assuntos Portuários

  • Um novo projeto de segurança está sendo implementado no Porto do Rio de Janeiro. Até o final de abril deste ano, toda uma nova estrutura, que atende perfeitamente às exigências do Código Internacional de Segurança de Instalações Portuárias, estará operacional

  • De acordo com Rosana, o objetivo da criação da Frente Parlamentar é reunir os congressistas para discutir o futuro do Porto de Santos junto aos trabalhadores, empresários e sociedade civil. O foco da iniciativa estará na adoção do modelo de gestão a ser implantado na Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para que a região tenha a "expansão necessária para se adequar aos novos rumos do País, sempre defendendo os interesses do cais santista"

  • Ao longo do ano de 2018 a Antaq realizou leilões de terminais e instalações portuárias, alguns deles em portos importantes, e a concorrência, de modo geral, atraiu pouquíssimos investidores. Na análise de Miller, os altos custos dos contratos e a crise institucional brasileira são os principais motivos que ocasionaram o baixo interesse do mercado.

  • O modelo ideal, ou pelo menos mais eficiente, de gestão dos portos brasileiros é alvo de debates acalorados por todo o País. Para contribuir e subsidiar os interessados no tema, o Blog apresenta hoje o competetente estudo comparado "A governança dos portos brasileiros", de autoria de José Tavares de Araujo Jr., publicado pelo Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes), em julho de 2018

  • O fato: O 2º leilão para arrendamentos portuários, no ciclo da Nova Lei dos Portos,não foi realizado. Estava previsto para ocorrer na Bovespa em 31/MAR/2016,envolvendo6 áreas/instalações no Pará (1 em Vila do Conde – a que foi retirada do leilão de DEZ/2015 (02; 03) por falta de interessados, 2 em Santarém e 3 em Outeiro).

  • O caso policial que se assistiu no Porto de Santos por conta da investigação pelo Ministério Público Federal (MPF) para apurar a atuação de uma organização criminosa na Codesp, abrange serviços de digitalização de documentos e dragagem

  • Em abril vai fazer três anos que ocorreu o incêndio no terminal da Ultracargo, o maior na história do Porto de Santos e que ainda não se apagou em muitas memórias, deixando marcas indeléveis na natureza e no social.

  • Investimentos na ordem de bilhões de reais foram postos em espera sem um horizonte definido, renovações de contrato, expansões e adensamento de terminais se arrastaram por anos, perdendo todos os prazos e trazendo insegurança aos investidores

  • Os profissionais que lidam com o transporte marítimo no Brasil carecem de publicações acadêmicas e precisam lidar com um Judiciário pouco preparado para decidir acerca de questões que envolvem a disciplina

  • Um dos motivos que levou Tarcísio a ser escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi sua atuação como secretário de Coordenação de Projetos na Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), afinal o Ministério terá como competência estabelecer diretrizes e definir prioridades dos programas de investimentos no setor de transportes

  • Há mais de 10 anos, quem visitasse Roterdã, na Holanda, um certo terminal portuário de contêiner com equipamentos automatizados se sentiria assistindo a um filme de ficção científica. Um ambiente silencioso e sem a presença de ser humano, onde contêineres circulavam sobre pranchas sobre rodas na área de operações, em movimentos sincronizados e otimizados

  • Entre os portos que mais cresceram, destaque para o Porto do Itaqui, no Maranhão, totalizando 22.338.213 toneladas em 2018 e crescendo 16,87% no volume total em relação ao ano anterior

  • A descentralização do processo decisório é uma reivindicação de décadas da comunidade portuária brasileira, na busca de estabelecer decisões mais ágeis e transparentes no setor