Em reunião realizada nesta quarta-feira, dia 7 de novembro, a Associação Brasileira de Entidades Portuárias e Hidroviárias (ABEPH) determinou a elaboração de uma carta-proposta pelos dirigentes dos portos públicos para ser entregue à equipe de transição do governo Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com a diretora-presidente do Porto de Cabedelo (PB), Gilmara Temóteo, a retomada do processo de descentralização da gestão dos portos públicos e a não privatização integral das administrações foram os principais pontos discutidos. O encontro aconteceu na sede da entidade, em Brasília, e foi comandado pelo vice-presidente da ABEPH e presidente do Porto de Itaqui (MA), Ted Lago, já que o presidente da Associação, José Alex Botelho de Oliva, foi preso preventivamente na última semana pela Polícia Federal, em desdobramento da Operação Tritão no Porto de Santos.

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Crédito da foto: Gilmara Temóteo/LinkedIn

A política portuária passará a fazer parte do novo Ministério da Infraestrutura, pasta que provavelmente será liderada pelo general da reserva Oswaldo Ferreira, homem de confiança de Bolsonaro. Também serão transferidas para este novo Ministério as áreas de transportes e aviação civil. Com a nova configuração, as direções das empresas públicas que realizam a exploração dos portos em território nacional querem obter garantias de que o futuro governo terá conhecimento real dos desafios, das necessidades e do potencial do segmento.

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Outros assuntos debatidos na reunião da ABEPH foram a política portuária e a preocupante dívida do Portus, o Instituto de Seguridade Social da categoria. Importante lembrar que o fundo de pensão está sob intervenção federal e apresenta dívida superior a R$ 3 bilhões. No último mês de outubro, o Governo Federal liberou R$ 100 milhões para o Portus, valor que será utilizado para complementar o caixa do Instituto e garante o pagamento dos beneficiados até agosto de 2019.

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