Terça, 24 Fevereiro 2026
SÃO PAULO - Gigantes da economia brasileira preveem um feliz (ou felicíssimo) 2010, com base em projeções macroeconômicas positivas e em perspectivas animadoras para seus negócios. Bradesco, Petrobras, Pão de Açúcar, além da Tecnisa (da área de construção) trabalham com estimativas que autorizam esse otimismo: crescimento do PIB superior a 4%, inflação dentro da meta e sob controle e juro básico (taxa Selic) abaixo de 10%.Para Hugo Bethlem, vice-presidente executivo do Grupo Pão de Açúcar, a empresa deve confirmar um forte crescimento já neste ano e, portanto, sobra otimismo para 2010: "Nossa situação, até agora, já está bem acima do que vínhamos divulgando ao mercado e investidores. O fechamento do último trimestre acusa um crescimento de 10% nas vendas das lojas".Puxadas por uma série de reestruturações lançadas em 2008, as ações da companhia, segundo ele, registram valorização de 50% no ano.As mudanças envolveram a aquisição do Ponto Frio e também do Assai, incorporações a serem finalizadas somente no próximo ano: "Essas duas grandes frentes foram muito bem vistas pelo mercado e pelos investidores. O ano que vem será o ano da consolidação desse desafio".As novas faces do grupo serão plenamente integradas, de acordo com Bethlem, junto com a evolução de novas plataformas de tecnologia da informação. Uma reestruturação na plataforma de Back Office (procedimento interno da empresa) e na de Front Office (trato direto com o cliente) deve melhorar a logística e o contato com o consumidor nas lojas."Também continuamos fortes na expansão de mercado por meio dos modelos Extra Fácil, nossa loja de mercado de conveniência, e agora pelo Assai, modelo conhecido como atacarejo", ressalta, projetando uma expansão além dos 18 estados em que o grupo está presente."A economia vem se recuperando de maneira acentuada, o que nos deixa otimistas para o ano que vem", afirma Laércio Albino Cezar, vice-presidente executivo do Bradesco. Para ele, os recentes ajustes feitos na economia, inclusive a manutenção da taxa básica de juros em 8,75%, prometem "perspectivas excelentes", porque demonstram um "controle e monitoramento do governo sobre a economia".No entanto, Cezar não descarta uma possível subida da inflação, talvez transitória, mas nada que possa exigir mudanças estratégicas nas decisões do banco. "O Bradesco sempre buscou dar apoio a empresas e pessoas físicas que apoiam a produção e que buscam recursos para fazer investimentos. Esse é o rumo."O governo e o mercado, na opinião do executivo, ajudaram o Brasil a alcançar um padrão de "excelência na economia", o que deve trazer um significativo aumento nos lucros em 2010.InternetA tecnologia de informação, mais propriamente a internet, deve impulsionar o crescimento da Tecnisa em 2010, segundo Romeu Busarello, diretor de marketing da construtora. Para o executivo, a longa experiência da companhia com vendas on-line será o motor dessa estratégia. "Hoje, aproximadamente 30% das vendas são geradas pela internet, onde vamos crescer ainda mais por vários motivos. Primeiro pelo aumento do número de internautas e depois pelo lançamento de alguns produtos voltados para o público de menor poder (aquisitivo), o que dá uma potencialidade maior para essa ferramenta", raciocina.De olho no poder da web, o Grupo Pão de Açúcar vai diversificar os serviços e plataformas de relacionamento com o cliente via internet, de olho no potencial que a ferramenta oferece. "Acho que a consolidação dessa plataforma será nossa grande ação estratégica pela força da internet e também por ser um mecanismo de fidelização do cliente", diz Hugo Bethlem.Pré-salA tecnologia disponível para exploração do pré-sal não deve ser um problema para a Petrobras no próximo ano, em que a prioridade deve ser mesmo essa operação, segundo Washington Salles, gerente executivo do desenvolvimento do sistema de gestão da empresa. Segundo ele, a maior dificuldade será a disponibilidade de equipamentos e componentes junto aos fornecedores. "O volume de equipamentos necessários será considerável, e não sabemos como nossos fornecedores poderão nos atender."Mesmo assim, o executivo frisa que os acionistas não devem se preocupar com a queda dos preços das commodities e promete um considerável crescimento da estatal para o ano que vem: "O planejamento da Petrobras é feito com projeção nos preços a médio e longo prazo e organização do balanço de suas necessidades a partir da geração de caixa. Podemos esperar um crescimento semelhante ao dos últimos anos."

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A Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA), para comemorar seus 20 anos de existência, realiza nesta quinta-feira (22/10) um encontro entre os principais representantes das empresas associadas, o Ministro-Chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito e o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Roberto Correa Serra.

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Essas pessoas vão trabalhar na montagem dos equipamentos e nas obras físicas. A cada chegada de equipamentos são contratadas mais pessoas para fazer a montagem do maquinário. No final deste mês, vão chegar o compressor, a turbina e o motor que serão implantados na fábrica de PTA. Eles foram produzidos na Alemanha por cerca de US$ 40 milhões.

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SANTOS SÃO PAULO - A Petrobras tem se esforçado para atingir um alto índice de nacionalização dos equipamentos que são utilizados na exploração de petróleo, mesmo antes da notícia das grandes reservas do pré-sal, afirmou o gerente geral da Unidade de Negócio de Exploração e Produção da Bacia de Santos da Petrobras, José Luiz Marcusso. O executivo participou ontem da abertura da feira Santos Offshore.Segundo Marcusso, o índice de nacionalização obtido pela estatal na base de gás de Caraguatatuba (SP) está acima dos 80% e em Mexilhão - também na Bacia de Santos - acima dos 65%. "O plano da Petrobras de construir oito navios no estaleiro de Rio Grande é outro incentivo para ampliar a nacionalização", afirmou.Segundo o prefeito de Santos (SP), João Paulo Tavares Papa, a feira Santos offshore pode ser usada como um exemplo do interesse das empresas para fornecer produtos ou prestar serviços à estatal. "Cerca de 94 empresas devem se instalar na região para poder fornecer à Petrobras. Toda a Baixada [Santista] está com alta expectativa", disse Papa.Como exemplo dos investimentos na cidade, o prefeito cita o aporte de US$ 1,6 bilhão em um novo terminal portuário, investimento realizado pela Odebrecht em parceria com a Dubai Port.

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São Paulo (AE) - A agricultura brasileira precisa de um planejamento de longo prazo, seguindo o exemplo de outros setores da economia nacional, como o de educação, energia e transporte, cujo plano de desenvolvimento trabalha com um horizonte de 10 a 30 anos. A afirmação é ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Daniel Vargas, que participou do 1º Fórum Inovação: Agricultura e Alimentos para o Futuro Sustentável.“A agricultura ainda não tem um planejamento que organize o setor para as próximas décadas. A cadeia produtiva precisa se aliar ao governo e criar um plano que trabalhe com um horizonte de longo prazo”, afirmou. Vargas calcula que o planejamento deveria contemplar investimentos essenciais para promover o desenvolvimento do setor nos próximos 20 anos. Para isso, governo e setor privado deveriam trabalhar a partir de três premissas: promover a industrialização rural; superar o conflito entre agricultura familiar e empresarial; e estimular a formação de uma forte classe média rural.“A agricultura é vanguarda no desenvolvimento econômico e não a retaguarda. Vejo o exemplo de grandes centros industriais urbanos, como na Califórnia, que se organizaram em regime de concorrência cooperativa. A indústria nacional ainda não trabalha com este sistema, mas em partes de São Paulo e nos estados do Sul do País este é um modelo muito forte”, destaca.De acordo com o ministro, é a partir destas premissas que o governo deve adotar medidas que promovam o desenvolvimento sustentável do setor. Ele afirma que para cada hectare cultivado há de três a quatro hectares de pastagens degradadas ou áreas abandonadas. “Para avançar em áreas virgens, o produtor gasta R$ 600 por hectare, mas para recuperar uma área degradada os gastos variam de R$ 3 mil a R$ 4 mil. É preciso criar um benefício para aqueles que querem incorporar estas áreas sem uso econômico”, sugere.

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