Para aplicação das melhores políticas e ações é imprescindível a transparência em todas as informações. É o que propomos nessa contenda envolvendo o Porto de Santos e a Rumo, do Grupo Cosan.

Em nota enviada pela assessoria de comunicação, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) apresenta sua posição com relação ao editorial do Portogente, publicado no dia 4 de novembro último. Ao declarar “não tendo esta diretoria qualquer relação com o fato”, que envolve um contrato de arrendamento no Porto de Santos, a Autoridade Portuária demonstra, no mínimo, falta de interesse nas regras de compliance nas atividades portuárias que estão sob o seu comando. É fato que a situação não pode ser imputada à atual gestão, essa, inclusive, não é a questão levantada no editorial. Assim como a empresa, Portogente também repudia ilações falsas de qualquer natureza.

Cobertura Cosan

Dia a Dia | 4 de novembro de 2019
Sobre a renovação antecipada da Rumo no Porto de Santos

Como também não somos adeptos a "fake news", prosseguimos no papel estritamente jornalístico de trazer à luz atitudes, contratos e procedimentos inadequados que possam causar prejuízos ao Porto de Santos e aos seus usuários. Consultada pelo Portogente, a Codesp esclareceu que o “investimento previsto no terminal da Rumo está mantido, com seu escalonamento em estudo pela Antaq e as suas intervenções específicas em avaliação pela Codesp”. 

Dia a Dia | 16 de abril de 2018
Depois da Libra, mais uma história no Porto de Santos: o BNDES e a Rumo

Um órgão da administração pública federal, cujo objetivo é administrar o Porto de Santos, o principal do Brasil, se não tem responsabilidade sobre a realização de um fato realizado pela ex-diretoria, tem a obrigatoriedade de avaliar o objeto duvidoso. O que é errado, é errado sempre.

A Antaq também tem a obrigação de ser transparente ao comunicar à sociedade o motivo de aceitar novo escalonamento dos investimentos obrigatórios previstos no décimo primeiro termo aditivo ao contrato de arrendamento "PRES nº 05/96", de titularidade da empresa Rumo Logística Operadora Multimodal S.A., firmado junto à Secretaria de Portos. No documento publicado no site do Porto de Santos, a Rumo estaria obrigada a investir, "por sua exclusiva conta e risco", em obras estimadas no valor de R$ 307.951.333,11, de acordo com a data-base de março de 2013.

"A antecipação do arrendamento da Rumo no Porto de Santos ocorreu em 2016" também se constitui numa grave irregularidade, que, apesar de ter ocorrido "muito antes da atual gestão", conforme ressaltou a direção da companhia docas, pode e deve ser anulada.

Opinião | 30 de abril de 2019
Privatização de Portos Públicos

A gestão da Codesp, na tentativa de negar o próprio papel, causa desconforto e desalinho com o próprio Ministério da Infraestrutura e sua política proclamada de austeridade e governabilidade.

No propósito de colaborar com a Autoridade Portuária, para que o Porto de Santos seja "administrado com eficiência, comprometimento com o negócio e transparência, no melhor interesse público", Portogente mantém o espaço aberto para outros esclarecimentos que a Codesp, a agência reguladora e a Rumo Logística considerem necessários.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website