Portogente encaminhou, mais uma vez, questões e, como resposta, recebeu lacônicas informações da Rumo Logística sobre o andamento da cobertura da sua área de operação com granéis em navios no Porto de Santos (SP). São as mesmas informações prestadas em outubro de 2017: "O projeto executivo está concluído. O início das obras está sendo definido.”

TCU

Leia
A cobertura da Rumo e o BNDES
Libra rumo ao fim no Porto de Santos

Ao seguir o curso do dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na Rumo, de início, Portogente percebeu apenas uma criação artística em computação gráfica da cobertura anunciada como um investimento, para entrar em operação no Porto de Santos, em 2013. Por isso, pergunta-se: o cronograma e a auditoria dos investimentos da Rumo nas vias férreas, locomotivas e vagões são cumpridos? Com a palavra o Tribunal de Contas da União (TCU), órgão de controle das contas de dinheiro público federal.

É importante saber como estão sendo aplicados os R$ 3,5 bilhões que a Rumo financiou junto ao BNDES, onde está incluída o custo da cobertura no cais santista. É necessária transparência pública, principalmente da parte do banco, cuja atuação tem sido alvo de questionamentos e de uma história recente conturbada. E não é demais lembrar que o seu capital é inteiramente estatal.

É imprescindível um investimento com dinheiro público dessa grandeza ter metas e indicadores claramente definidos e transparentes para que a sociedade, que o financia com o suor do seu trabalho, possa acompanhar a sua realização e seja por ele beneficiada. Por isso, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, no Senado, cujo relatório final será votado nesta terça-feira (17/4), busca aprimorar os instrumentos de controle do banco público aos projetos de desenvolvimento do País.

O que responde a empresa
Rumo critica "informações imprecisas"

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