Quarta, 25 Fevereiro 2026
“A escassez de mão de obra tem atrasado o embarque do açúcar ensacado e isso já trouxe prejuízos pelo menos a sete usinas nessa safra”, comentou o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar), Renato Cunha. Desde segunda-feira, dois navios de açúcar esperam para atracar no Porto do Recife. A expectativa é que eles consigam começar a operar até amanhã.

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SÃO PAULO - A Camargo Corrêa acaba de comprar 22,17% da cimenteira portuguesa Cimpor, uma das dez maiores do mundo. Com a operação, a Camargo torna-se a maior acionista individual do grupo português. O grupo brasileiro pagou cerca de 1 bilhão de euros pela participação do empresário Teixeira Duarte e tem opção de adquirir ações de outros familiares podendo chegar a 25%. O negócio foi fechado às 5 horas da manhã de hoje em Lisboa, diretamente por Carlos Pires Oliveira Dias, um dos donos do grupo, e pelo presidente do Conselho de Administração da Camargo, Vitor Hallack. A Camargo ofereceu 6,50 euros por ação.O lance da Camargo faz parte de uma das maiores disputas já travadas por empresas brasileiras no exterior. Desde o ano passado, a Cimpor vem sendo disputada pela Camargo, pelo grupo Votorantim e pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Na semana passada, a Votorantim comprou uma participação de 17,28% pertencente ao grupo francês Lafarge e firmou também um acordo de acionistas com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), detentora de 9,6% de participação na cimenteira portuguesa.A Cimpor opera em 13 países de quatro continentes (Europa, Ásia, América do Sul e África). É especialmente forte em mercados emergentes, como Egito, China, África do Sul e Índia. No Brasil, é a quarta maior. Além de colocar a Camargo Corrêa e a Votorantim no clube dos maiores produtores de cimento do mundo, as operações têm o objetivo de barrar a expansão da CSN no negócio de cimento. O controle da cimenteira portuguesa transformaria a CSN, que inaugurou recentemente sua primeira fábrica de cimento no Brasil, numa ameaça.Hoje, a Votorantim é a maior do setor no Brasil e a Camargo, a terceira. Fechando o negócio com os portugueses, a CSN passaria a ser automaticamente um dos dez maiores do mundo. Embora essa ambição esteja mais difícil, a siderúrgica continua no páreo.Ela tem até o próximo dia 17 para convencer os acionistas da Cimpor a vender o controle da empresa. Ela já ofereceu 5,75 euros, o que daria uma oferta total de 3,68 bilhões de euros. O conselho de administração da Cimpor recomendou aos acionistas que recusem a oferta, mas o empresário Benjamin Steinbruch tenta reverter essa situação.. Para a Camargo, o cimento é uma prioridade. Do investimento de R$ 24 bilhões previsto até 2014, dois terços foram destinados para os setores de energia e cimento. O grupo tem sete fábricas de cimento no Brasil, nove na Argentina, está construindo uma planta no Paraguai e tem tudo pronto para começar outra em Angola.

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Considerado o maior produtor de plantas medicinais e aromáticas do PR, Estefano Dranka, de Campo Largo, cultiva 40 hectares de plantas perenes, como espinheira-santa, ginkgo biloba, guaco e maracujá; 120 hectares de plantas sazonais, como camomila, e 15 hectares de outras espécies. Só para chás, são 120 plantas diferentes. "Apanhei para aprender a cultivar essas plantas. A espinheira-santa, por exemplo, é nativa e estava em extinção. Consegui domesticá-la após anos de trabalho. Também produzo mudas de ginkgo biloba."Dranka explica que cada planta exige um clima diferente. "Depende da origem. A ginkgo biloba, que vem da Europa, eu planto no inverno. Já o jambu, da Amazônia, planto nono verão. Tem que adaptar."Dranka tem também um viveiro onde produz mudas de calêndula, melissa, sálvia, jambu, alecrim e alfazema; uma agroindústria de chás, cápsulas, extratos e concentrados. "Sem a agroindústria, não me manteria na atividade." Dranka vende a produção no atacado, em sacas de até 50 quilos, no semi-atacado, para volumes de 0,5 e 1 quilo, e fracionada, em embalagens de 30 e 50 gramas, para o consumidor final. Tem, ainda, uma linha de 40 suplementos, feitos à base de ervas naturais.De olho no mercado de cosméticos, saúde e culinária, há dois anos montou uma destilaria, para extrair óleo essencial de lavanda, capim-limão, palma-rosa, camomila e pitanga. "Sou o único que produz óleDranka diz que um dos gargalos da atividade é a concorrência com produtos de baixa qualidade, vendidos a preços inferiores no mercado. "Há quem venda espinheira-santa falsa a R$ 2,50 o quilo. O quilo da espinheira-santa verdadeira, pura (só folhas), custa R$ 8."

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A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou ontem a lista definitiva de produtos dos Estados Unidos que devem receber uma sobretaxa de até 100% de Imposto de Importação. A medida faz parte da retaliação que a Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou o Brasil a aplicar contra os EUA por causa da preservação dos subsídios concedidos pelo aos produtores e exportadores de algodão. Ao concluir a lista, que corresponde a um valor de comércio de US$ 560 milhões, o governo reiterou sua decisão de aplicar as sanções, autorizadas pela OMC no ano passado. A secretária executiva da Camex, Lytha Spíndola, informou, porém, que a lista será divulgada até dia 1º de março porque precisa passar por "ajustes técnicos". Com isso, a Camex abriu mais um espaço de 20 dias para que os EUA cortem seus subsídios ao algodão ? medida que suspenderia a punição, mas é considerada improvável ? e para que seja concluída a outra parte das retaliações, que será aplicada especialmente sobre empresas americanas do setor farmacêutico, mediante suspensão de patentes ou de royalties.O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou ontem que apresentou à Camex "um conjunto de medicamentos" que podem ser alvos dessas sanções. "A decisão ainda precisa ser amadurecida por toda a equipe do governo", disse. No início de março, a Camex deverá novamente se reunir para decidir se ambas as listas (mercadorias e patentes) devem ser registradas juntas na OMC. A alternativa será aplicar, em um primeiro momento, as retaliações sobre mercadorias e deixar para depois as sanções sobre propriedade intelectual, que dependem ainda da edição de uma medida provisória para poderem ser aplicadas. O encontro de ontem foi o palco de uma ação mais incisiva do Itamaraty em favor da aplicação das retaliações, diante de atitudes titubeantes dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ausente nas últimas reuniões da Camex, o chanceler Celso Amorim decidiu participar para garantir que a lista de bens fosse fechada e assinada por seus colegas. Sua argumentação foi exposta em uma reunião prévia, na qual apenas os ministros estavam presentes. O Itamaraty avalia que o Brasil perderá completamente sua credibilidade na OMC se não aplicar as sanções aos EUA, já que o País lutou por sete anos na entidade contra os subsídios americanos. O diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey, disse que o Brasil continua aberto para discutir com os EUA a retirada dos subsídios, mas negou que a demora na divulgação da lista definitiva seja para dar mais tempo às negociações. Ele disse que o Brasil já conversou com delegados americanos, que indicaram a dificuldade em retirarem os subsídios ao algodão porque o assunto teria que ser aprovado pelo Congresso dos EUA."Não recebemos, até o momento, nenhuma proposta concreta. Mas continuamos abertos", disse. "Haverá retaliação se não houver nenhuma mudança", completou.O processo de aplicação das retaliações iniciou-se em novembro, com a colocação em consulta pública de uma lista preliminar com 222 produtos, que representaram US$ 2,7 bilhões em importações dos EUA em 2008. Com base nas manifestações recebidas, a Camex enxugou a relação para US$ 560 milhões. Apesar das declarações, na semana passada, do novo embaixador norte-americano no Brasil, Thomas Shannon, de que poderia haver uma reação americana, Cozendey disse que interpreta as declarações do embaixador como um comentário sobre a natureza das relações comerciais e não como uma ameaça.Ele explicou que o Brasil decidiu aplicar parte do valor autorizado pela OMC em propriedade intelectual e serviços para não prejudicar os importadores brasileiros. Segundo ele, o presidente Lula decidirá se encaminhará ao Congresso por medida provisória a proposta de lei que permitirá ao Brasil fazer essa retaliação nessas duas áreas.

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O setor logístico tem acumulado bons resultados nos últimos cinco anos, e se prepara para crescer aceleradamente, principalmente entre as grandes operadoras que miram mais contratos na área de transporte portuário. É o caso da Columbia Logística, que afirma ter quase triplicado o faturamento nos últimos três anos e fechado 2009 com cerca de R$ 1 bilhão em ganhos. Otimista, a empresa espera, até 2014, atingir a marca de R$ 1,5 bilhão.O presidente da empresa, Nivaldo Tuba, acredita que o cenário favorável, no qual as empresas do setor logístico se encontram, deram à Columbia a possibilidade de crescimento. "Acima de tudo, o estabelecimento da Columbia como uma provedora de serviços de logística integrada junto ao mercado, bem como a pulverização regional e a ratificação dos serviços de trading deram sustentabilidade ao crescimento de nossos negócios", destacou ele, em entrevista exclusiva ao DCI.Segundo o diretor da empresa, Marcelo Brandão, a previsão é de um crescimento para 2010 de 10%. "Mas sabemos do potencial de crescimento da empresa e do setor. Acredito que este aumento seja ainda maior", comentou ele.Nivaldo Tuba comenta sobre fatores importantes para a estruturação e crescimento de operadoras do setor: "o principal é qual cadeia mercadológica atender, sistemas de gestão de ponta, que deem ao cliente em tempo real o status de seus processos. Finalmente, a definição geográfica adequada para as operações. Não podemos esquecer das pessoas envolvidas, o treinamento e o desenvolvimento são essenciais", lista o executivo.ExpansãoEntre os investimentos da Columbia este ano está o Interporti do porto de Itajaí (SC), onde a empresa tem um centro de operações logísticas portuárias, e pretende ampliar sua área de cais, e adquirir novos equipamentos. A previsão é investir em 2010 cerca de R$ 30 milhões, que serão usados para aquisição de novos equipamentos e a ampliação de suas áreas, armazéns e pátios."A área portuária é alvo da estratégia de médio e longo prazo. Lembro que em outubro de 2008 iniciamos uma parceria no porto em Itajaí com a criação da Interporti. Na área de distribuição o foco em produtos de alto valor agregado dentro do setor farmacêutico também faz parte de nossos estudos", comentou Tuba.Este ano, o grupo Columbia dará início a uma série de investimentos planejados e sustentados por profundas análises mercadológicas, como garante Tuba. Segundo ele, também há previsão que daqui a cinco anos a empresa entrar em novos patamares. "Dentro do planejamento estratégico, e sem crises mundiais acreditamos que em 2014 poderemos com segurança faturar valores superiores a R$ 1,5 bilhão."Fundada em fevereiro de 1942 pela Esteve Irmãos, grupo mundial especializado na comercialização de commodities, para atender os setores cafeeiros e algodoeiros, a Columbia é, atualmente, uma das líderes do setor de logística integrada, segundo a empresa. A rede da Columbia conta atualmente com mais de 1.200 funcionários, além de uma estrutura de 1,2 milhão de metros quadrados de área para atendimento aos clientes, distribuídos nos seus centros logísticos em locais estratégicos da América do Sul, além de uma frota com mais de 450 veículos.ConcorrênciaO setor logístico estima crescer em torno de 15% ao ano e deve manter um ritmo acelerado, até 2014, segundo estudos do especialista Peter Wanke, que é professor adjunto do Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além de coordenador do Centro de Estudos em Logística, e sócio fundador do Instituto de Logística e Supply Chain.Ao DCI, Wanke afirmou acreditar que a tendência para os próximos cinco anos nesse mercado seja de um crescimento acelerado. "No Brasil, o setor ainda é muito novo, mas a demanda por estes serviços faz com que as empresas cresçam rápido e invistam em tecnologias e novos gerenciamentos", estima. Porém, o professor ressalta que atualmente em nosso País existem aproximadamente 40 mil pequenas empresas de logística, e em 2014 este número deve cair pela metade. "As pequenas empresas têm três opções: ou investem para crescer de forma sustentável, ou fazem fusões, ou fecham as portas. Não tem outra saída. As grandes oferecem serviços cada vez melhores, e abrangem soluções baratas e eficazes."O diretor da Columbia, Marcelo Brandão, ressalta que as pequenas empresas já não se sustentam mais baixando o custo. "Muitas vezes a empresa fecha um negócio para não deixar o caminhão parado, e no final contabiliza prejuízos."O presidente da Columbia, Nivaldo Tuba, concorda que é preciso crescer para se manter no negócio, e buscar soluções para a entrada ainda maior da concorrência internacional que tende a se interessar cada vez mais pelo segmento no País, por conta do bom desempenho da economia e da balança comercial."Ações que foquem muito nossas atividades efetivam a definição regional de atuação, compra ou associação com empresas de nosso interesse. O desenvolvimento de nossa gente e de nossos sistemas de controle é uma medida que nos habilitará a concorrer com grandes players internacionais que já estão no Brasil ou que ainda virão", finalizou ele.

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