O valor em jogo do Porto 4.0 é grande. A realização desse valor exigirá modelos de negócios inovadores e novas estruturas de colaboração. Os desafios são significativos, mas um planejamento e implementação cuidadosos podem superá-los.

O Ministério da Infraestrutura (Minfra) anunciou, no dia 28 último, a indicação do diretor de Administração e Finanças do Porto de Santos - Santos Port Authority (SPA) - Fernando Biral, para o cargo de presidente interino. O motivo alegado para a substituição de que a “dispensa [foi] a pedido do presidente da empresa” diverge do comentário público der Bolsonaro, de que era uma exoneração por ”mau funcionamento”.

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Fernando Biral, conforme seu currículum vitae, não tem competências necessárias para ocupar o cargo de presidente do maior porto do Hemisfério Sul e o principal do Brasil. Perfil que pode agravar a desarmonia com a missão do Porto de Santos que tinha a gestão anterior, de Casemiro Tércio. Denúncias de impropriedades na administração e ameaças à comunidade criaram um ambiente de insegurança e perturbado. De Brasília, distante desses acontecimentos, sem bem entender o problema, o Minfra propõe uma solução de privatização sem eficácia.

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Editorial 
Uma reforma portuária que não vira

Tal paradoxo há muito prolonga a apuração do superfaturamento da dragagem do Porto de Santos realizada pela Dragabrás. A justificativa dessa delonga pelo Conselho de Administração (Consad) da SPA, alegando tratar-se de investigação sigilosa, é controversa. Pelo tempo decorrido e os elementos revelados por Portogente, isso pode ser interpretado como parcialidade no processo. Mais grave ainda, se considerar o conflito de interesse do presidente desse Conselho ser o secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, fiscalizando a si mesmo.

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É urgente trocar toda a diretoria do Porto de Santos, por perda de confiança. O porto por onde flui um terço do comércio internacional do Brasil não pode ter uma administração que chega ao cúmulo de ser perturbadora ao presidente da República. É preciso buscar o tempo perdido na aprovação do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ), com conflitos entre o porto e a sua comunidade, por causa de uma mediação anacrônica e injusta.

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O PDZ e os reflexos da falta de um amplo diálogo sobre a cidade e o Porto

O ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas estabeleceu padrões altos para si mesmo. Isso tem sido central em suas divulgações nas redes sociais. Indubitavelmente seu trabalho no setor rodoviário é extraordinário. Todavia, esses resultados serão parciais se os portos brasileiros não alcançarem patamares mais elevados de produtividade.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website