O Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) ao ser considerado um ato discricionário da diretoria do porto, desagrega sua comunidade e complica a cooperação.

Por trás da mensagem do Twitter do ex-assessor do presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Chiang Chu Hung, dispensado neste dia 14, após 10 meses no cargo, há uma diretoria sob o comando de Casemiro Tércio dos Reis Lima Carvalho sem estabilidade. No prazo de pouco mais de um ano à frente do mais importante porto do Hemisfério Sul, já dispensou também um assessor com saída ruidosa e, meses depois, o respectivo diretor. Suas relações com a comunidade do porto e a cidade não são as melhores.

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Na sua mensagem, Chiang alega que “devido à pandemia da Covid-19, todo o nosso planejamento da expansão na Ásia teve que ser adiado e repensado de forma racional, especialmente no tocante de ter um escritório de representação na China". Fechar um polo que amplia o cenário de negócios do porto, de baixo custo operacional e por causa da pandemia, que lá está controlada, vai no sentido contrário às intenções do presidente Jair Messias Bolsonaro, de reaquecer a economia. Do jeito que os chineses estão reaquecendo a sua enorme economia paralisada pelo coronavírus.

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Os fatos ocorridos no ano passado envolvendo o diretor de Desenvolvimento de Negócios e Regulação da Codesp, Danilo Veras, que quase foi às vias de fato com o assessor Adami Campos, reforçam o descompasso entre a gestão de Casemiro Tércio e a missão do Porto de Santos. O auxiliar demitido saiu atirando acusações e disse ao Portogente saber de muitas impropriedades cometidas pelo diretor. Meses depois, o diretor também foi dispensado.

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Ou seja, um cenário inconciliável com o dever de promover desenvolvimento sustentável, gestão e operação comercial do porto, na integração política com a própria equipe, o mercado, a comunidade portuária e a cidade. No entanto, assim como um elefante por suas características não voa como um passarinho, uma autoridade portuária, mesmo se apresentando como Santos Port Authority, sem mobilização conjugada dos interesses que ela impacta, não consegue atingir os objetivos dos seus fundamentos.

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Sem sombra de dúvida, esses reflexos negativos no principal porto brasileiro, com potencial para porto do futuro, repercutem no centro de poder em Brasília. E movimentam as peças do jogo. Motivo dos indícios de que já está posto, na Casa Civil, um nome para substituir Casemiro Tércio no comando do Porto de Santos.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website

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