Como descreve o livro “Naus no Brasil Colônia”, o litoral brasileiro era frequentado por esquadras, frotas e flotilhas militarmente organizadas e muitas delas eram hostis, como as holandesas, francesas ou espanholas, e mesmo as esquadras britânicas chegaram a despertar preocupações em várias ocasiões, assim como os muitos piratas ingleses autores de muitas agressões a navios de carga.

Leia também
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* As embarcações no Brasil Colonial

As frotas portuguesas sediadas no Brasil, ao contrário, tinham missões eminentemente defensivas, realizando tarefas de guarda costeira, de comboio de frotas mercantes, ou enfrentando esquadras invasoras.

Ao lado de esquadras invasoras e de defesa houve a passagem de muitas esquadras estrangeiras que se destinavam a participar de guerras em regiões distantes como o Pacífico ou Índico, onde franceses, ingleses e holandeses disputavam a posse de colônias. Outras, geralmente inglesas ou francesas, estavam perseguindo embarcações inimigas no próprio Atlântico Sul.

Naufrágios nas rotas da Carreira das Índias

O numero de naufrágios durante os séculos dos descobrimentos e colonização sempre foi elevado devido a fragilidade das embarcações e a imaturidade da navegação, entretanto após o período dos descobrimentos, o ataque de esquadras inimigas aumentou muito, passando de insignificante 0,6 % para 31 % na primeira metade do século XVII.


Causas dos naufrágios

Referências
Naus no Brasil Colônia, P. de Godoy, J.E. Senado Federal, Brasília, 2007

http://etudesromanes.revues.org/3398

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