No início dos descobrimentos, as esquadras se compunham geralmente de caravelas, galeões e naus, embarcações armadas com canhões e movidas a vela. Os navios a remo não foram utilizados nas longas travessias oceânicas, tendo sido usadas pelos vikings no Atlântico Norte e por diversos povos no Mar Mediterrâneo.

As esquadras dos descobrimentos também eram compostas por embarcações de carga como as urcas, charruas e carracas, que acompanhavam os navios de guerra, não só para aprovisioná-los, como para transportar os frutos dos saques a povoações costeiras ou navios inimigos aprisionados. Barcos menores como bergatins e balandras também integravam essas esquadras, para serem utilizados em tarefas específicas, como correio ou exploração de litorais.

De acordo com o livro "Portos, Rotas e Comércio", a urca era um antigo navio a vela, de grande porão, usado para o transporte de mercadorias, aparelhado com três mastros redondos. Posteriormente, passou a ser denominada de charrua.

Após o descobrimento do caminho para as Índias por Vasco da Gama essa rota foi designada como Carreira das Índias.

Referências
Naus no Brasil Colônia, P. de Godoy, J.E. Senado Federal, Brasília, 2007

A navegação portuguesa na carreira das Índias, por Silvio dos Santos - Portogente, 2011

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